
Foto Giovanna Zanetti – Acervo TV Cultura
Em bate-papo com Marcelo Tas, ator relembra o marcante Félix, aborda sua relação com a tristeza e conta sobre o monólogo figurante
Nesta terça (15/9), Marcelo Tas recebe o ator Mateus Solano no Provoca. No bate-papo, ele fala sobre o personagem Félix; o que é ser artista; sobre o primeiro monólogo de sua carreira chamado Figurante; como está sendo morar sozinho e a relação com a tristeza, e muito mais. O programa vai ao ar na TV Cultura, às 22h30.
Solano fala na edição sobre seu personagem Félix. “Ele era um meme natural, e isso era de propósito, antes da linguagem meme, né? Ele tinha frases de efeito, que seria o nosso meme (…) o Félix é um arquétipo de todos nós, um arquétipo fortíssimo, é a nossa maledicência, a nossa vontade de subjugar o outro, de julgar o outro antes de ouvi-lo”, relembra.
Em outro momento da atração, Tas questiona o ator sobre o que ele mais gosta na profissão de artista. “É a liberdade de repensar sobre as coisas (…) Ser artista é repensar o mundo, é espelhar o mundo e falar: ‘é isso mesmo que a gente quer? não? Então, como é que? O que isso te provoca, o que isso te chacoalha enquanto ser humano e enquanto cidadão, ator social?’”, diz.
Em turnê com o monólogo Figurante, primeiro de sua carreira, Mateus conta que o personagem Augusto tem esse nome em homenagem a um grande figurante do audiovisual chamado Augusto Mucke, falecido em 2023, e revela que quando ficou famoso, virou figurante dele mesmo.
Por fim, em outro destaque da atração, o ator revela qual a parte mais estranha de morar sozinho nessa altura da vida. “O que tem sido estranho, acho que ultimamente, tem sido uma amizade com a minha tristeza (…) Eu passei uma vida fugindo da tristeza, tentando mascarar a tristeza, me alienar da tristeza. E chega uma hora que você fala: “Cara, não dá. É uma panela de pressão”. E a tristeza vai estar sempre aqui. E ela não mata, pelo contrário, ela está só querendo bater um papo e tal. E mais, ela é prima-irmã da alegria. As duas estão juntas”.









