
Foto: Divulgação
SP–Arte 2026
Entre os dias 8 e 12 de abril, São Paulo volta a ocupar o centro das atenções do circuito cultural internacional com a realização da 22ª edição da SP–Arte, principal feira de arte e design da América Latina. O evento acontece no icônico Pavilhão da Bienal, reunindo cerca de 180 expositores entre galerias, estúdios de design, editoras e instituições culturais.
Mais do que uma feira, a SP–Arte se consolida como um espaço de encontro entre mercado, curadoria e pensamento contemporâneo — um ambiente onde arte, design e cultura dialogam diretamente com comportamento, inovação e estilo de vida.
Um panorama da arte contemporânea
A edição de 2026 apresenta uma seleção robusta de galerias nacionais e internacionais, com nomes que ajudam a desenhar o cenário atual da produção artística global. Entre os destaques, estão a Fortes D’Aloia & Gabriel, a Galeria Raquel Arnaud, a Gomide&Co e a ETEL.
A participação dessas instituições reforça o papel da feira como vitrine de diferentes gerações e linguagens artísticas, promovendo diálogos entre nomes consagrados e artistas emergentes.
Um dos pontos altos desta edição é a presença inédita do ateliê francês Ateliers Hugo, que apresenta peças desenvolvidas em colaboração com grandes nomes da arte moderna, como Pablo Picasso, Salvador Dalí e Jean Cocteau — um encontro entre arte, design e joalheria que chega pela primeira vez à América Latina.
Arte, design e memória em diálogo
Celebrando seus 25 anos, a Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta um estande especial que propõe uma leitura histórica de sua trajetória, conectando diferentes gerações de artistas e evidenciando continuidades e transformações na arte contemporânea.
Já a Galeria Raquel Arnaud reforça sua contribuição para a difusão da arte construtiva e cinética, reunindo obras que exploram relações entre espaço, movimento e percepção — elementos fundamentais na construção da linguagem artística moderna e contemporânea.
No campo do design, a ETEL presta uma homenagem ao arquiteto e designer Percival Lafer, que completa 90 anos durante a feira, apresentando uma peça inédita criada recentemente — um símbolo da permanência e relevância do design brasileiro ao longo do tempo.
Design autoral e identidade brasileira
A presença da Jequitibá reforça o olhar para o design autoral contemporâneo, com peças que valorizam materiais nacionais, sustentabilidade e narrativa emocional. Destaque para criações assinadas por Victor B. Ortiz, que traduz em forma elementos da cultura brasileira, como a capoeira e memórias afetivas, em móveis que equilibram técnica e sensibilidade.
Pensamento, diálogo e novas conexões
Outro ponto relevante da programação é a participação do Iguatemi São Paulo, que retorna com a Arena Iguatemi, espaço dedicado a encontros, debates e trocas de ideias.
Com curadoria de Marcello Dantas, a programação deste ano gira em torno do conceito de “Polinização Cruzada”, explorando como diferentes áreas criativas se conectam, se influenciam e geram novas possibilidades. Mais do que discutir obras, os encontros propõem uma imersão nos processos criativos e nas conexões que moldam o pensamento contemporâneo.
Uma cidade em movimento cultural
A SP–Arte reafirma o papel de São Paulo como um dos principais centros culturais do mundo. Durante os dias de feira, a cidade se transforma em um grande palco de experiências, encontros e descobertas, conectando artistas, colecionadores, curadores e o público em geral.
Mais do que observar, o visitante é convidado a vivenciar — a arte aqui não é apenas contemplada, mas experimentada.
Porque, no fim, eventos como a SP–Arte não falam apenas sobre obras.
Falam sobre ideias, encontros e tudo aquilo que ainda está por vir.

Por Chef Mazinho
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