
PAI Solo Teatral Guilherme Logullo | Creditos Foto: Guilherme Logullo
ELE ESTÁ DE VOLTA!
Não há nada que me dê mais orgulho do que ver um homem trabalhando — se esforçando, insistindo, construindo caminho. E esse é o caso do artista Logullo.
O figurinista premiado Wanderley disse algo que ficou ecoando em mim: uma coisa é o artista que conhecemos dos grandes musicais; outra é quando ele se lança no território do drama, no desafio de sustentar um monólogo. É outro lugar. Mais exposto. Mais cru.
E Logullo está exatamente aí.
Ele já trabalhou com nomes imensos e, mesmo assim, nunca deixou de ser um observador atento. Sempre estudioso, sempre comprometido com o ofício. Não é só talento — é construção.
Conheci Logullo no início da minha trajetória. Naquela época, ele estava em cena com um musical sobre Nelson Gonçalves. Lembro, sobretudo, da educação — algo que parece simples, mas diz muito sobre um artista. Depois, seguimos em caminhos que, vez ou outra, se cruzavam. E foi possível ver o crescimento.
Hoje, ele é esse corpo cênico completo: dança, canta, atua — e sustenta tudo com presença. Não é pouco.
Esteve fora do Brasil, investiu em si mesmo, apostou na própria carreira — e foi reconhecido. Aplaudido aqui e lá fora. Isso também diz muito. Porque nem todo mundo aguenta o risco de bancar a própria história.
Agora retorna com o espetáculo “Pai”.
Ainda não assisti — e faço questão de dizer isso. Mas quando diferentes vozes, de lugares distintos, começam a repetir a mesma palavra — “imperdível” — algo está acontecendo.
E dessa vez, eu não vou ficar de fora.
Já deixo aqui o compromisso: vou, assisto e volto para contar. Porque acompanhar artistas como Logullo não é só um prazer — é também um gesto de reconhecimento.
SINOPSE:
“PAI”, inspirado em uma história real, é um solo que acompanha a jornada de um homem confrontando os impactos duradouros dos abusos que sofreu nas mãos de suas figuras paternas. Em um espaço cru, impregnado de memória, ele revive episódios de violência, rituais, vergonha e silêncios — marcados por gestos de controle, crueldade e ternura fugidia. Ele busca clareza, encerramento e um sentido de identidade que vá além do passado que o assombra.
À medida que o passado rompe a superfície do presente, PAI desafia o silêncio, entrelaçando emoção bruta com momentos de beleza e esperança. Essa performance visceral oferece um espaço para o diálogo, a cura e a possibilidade de, finalmente, deixar ir.
FICHA TÉCNICA
PAI
- Direção: Arthur Markaryan
- Autor texto: Arthur Markaryan Guilherme Logullo
- Autor música: João Paulo Mendonça
- Elenco: Guilherme Logullo
SERVIÇO
PAI
- Local: Teatro Gláucio Gill
- Endereço: Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
- Data e Hora: 15 de abr de 2026 20:00
- Gênero: Drama
- Classificação Indicativa: 16 anos
- Duração do espetáculo: 50 minutos
- Lotação: 104 lugares
- Lugar marcado: Sim
- Ingressos: Aqui








