
Foto: Divulgação
Abraça é o espetáculo de Paty Lopes, que inaugura o ano de 2026 com delicadeza, pesquisa e afeto. O projeto já existia na imaginação da idealizadora, mas ganhou corpo após uma intensa imersão artística: o Laboratório Cênico no Sesc, em busca da poética da Cia Artesanal; a vivência em Dramaturgia Acessível para a Infância com Marcos dos Anjos; e o Ciclo de Oficinas de Teatro para a Primeira Infância realizado no Centro Cultural Banco do Brasil, conduzido pelo grupo Eranos, referência nacional em trabalhos destinados aos bebês e às crianças bem pequenas.
Ao lado de Paty, que assina também a dramaturgia, Marcelo Dog é o ator que protagoniza o espetáculo. Juntos, os artistas construíram cenas que dialogam com a corporeidade da primeira infância, com ritmos mais lentos, gestos amplificados e estímulos sensoriais que respeitam o tempo dos pequenos espectadores. Marcelo foi premiado como melhor ator infantil pela CBTIJ este ano.
O cenário, figurino e adereços assinados por Francisco Leite apresentam uma estética suave e acolhedora, inspirada nos bordados e nas delicadezas do interior nordestino. Cada detalhe carrega a memória daquele que costura para alguém que ama. “Quando menino, eu brincava embaixo do gabinete de costura da minha mãe e ainda era embalado pelo barulho do pedal”, revela o artista.
Com uma cobra de quase oito metros em cena — personagem fundamental na história — a experiente manipuladora Marise Nogueira acompanha o espetáculo fazendo a supervisão da animação da grande protagonista.
A encenação inclui texto autodescritivo e sinais de Libras, introduzidos de forma orgânica na narrativa.
A musicalidade é assinada por Karina Cavalcanti, que criou uma trilha suave e sensível, pensada para tranquilizar e acolher o público. As canções acompanham o ritmo interno das crianças, respeitando especialmente aquelas neurodivergentes.
E a primeira vez que o Teatro Ruth de Souza recebe um espetáculo para primeira infância.
Sinopse
Um menino passa o dia em uma cabana em meio à natureza.
Com carinho e curiosidade, ele apresenta pequenos insetos e seres às crianças: borboletas, bichinhos, texturas e objetos encantados.
De repente, um ruído vindo da mata desperta o medo:
seria uma cobra?
Assustado, ele se esconde — mas a curiosidade é mais forte que o temor. O menino decide se aproximar e, pouco a pouco, descobre que aquilo que parecia assustador pode ser terno, divertido e cheio de possibilidades.
A amizade incomum que nasce entre ambos os leva a explorar o mundo juntos, descobrindo sons, texturas, ritmos e afetos que fazem parte da infância e da vida.
Abraça convida os pequenos espectadores a uma experiência sensorial, poética e acolhedora, onde o olhar, o toque e o som se tornam linguagem — e onde o medo, com suavidade, se transforma em afeto.
Um espetáculo para TODOS, por trazer a acessibilidade e apresentar nossa fauna ainda na tenra idade.
Ficha Técnica
- Idealização e texto: Paty Lopes
- Elenco: Marcelo DOG
- Estrutura musical: Karina Cavalcanti
- Contribuição em acessibilidade: Analu Faria e Christofer Moreira
- Adereços, cenários e figurino: Francisco Leite
- Fotografia: Rodrigo Menezes
- Filmaker: Cido Accioly
- Assessoria de imprensa Julio Luz
- Realização Martimar
- Supervisão de animação: Marise Nogueira
SERVIÇO
ABRAÇA
- Temporada: 06, 07, 14 e 15 de junho (Sábados e domingos )
- Horário: 11 Horas
- Local: Parque das Ruinas . Rua Mutinho Nobre, 169 – Santa Teresa
- Duração: 40 minutos
- Valor: R$ 30,00









