
Foto: Rose Araujo23
SOBRE O TODO E O ENQUANTO
Quarta à noite
em nuvens de transborde ou lamento,
chuva de abarcar sentidos.
A semana segue respingante e úmida.
Frio de gelar os pés, no mundo lá fora.
E congelar pensamentos, no mundo aqui dentro.
Aguardo o leite ferver, em xícara de chá e canela, aroma e sabor de mantecal com goiabada.
Faz frio, em noite de recolher estrelas.
O céu deságua e chora as dores do mundo.
Recorro à liturgia da palavra, onde garimpo meus alfarrábios, em busca de algum texto, cena, matiz ou movimento.
Deparo-me com este, escrito há tempos, em variado contexto e uma gama de silentes momentos:
sim, ele levanta a mão e acena, incessantemente, pedindo protagonismo. Recebe tal destaque.
Partilho com você algumas percepções do todo, no enquanto.
SOBRE O TODO E O ENQUANTO
Das coisas lidas
e retidas
sorvo palavra e mistériodesalinho a poesia
em espaço de encanto
sobressaltos entretantos
em compasso de espantorelva bruma areia
metafísica urgentepedra espaço
desvario sementelabareda por dentro lastreia
peregrina norteia
embaralha os signosincessante processo
no todo e no enquanto

Na CasAmarÉlinha, cinco anos se acendem e transcendem: espaço das artes bordado em encontros, tecendo versos em sorriso que alumia. Que venham mais cinco, passarelando em poesia!

Instagram: @rose_araujo_poeta
ROSE ARAUJO

Rose Araujo (@rose_araujo_poeta). Foto: Divulgação.
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