
E SE O PIOR MOMENTO DA SUA VIDA FOSSE, NA VERDADE, O EMPURRÃO QUE FALTAVA PARA VOCÊ SE TRANSFORMAR?
Sabe aqueles momentos em que acontece um rompimento gigante e inesperado na sua vida? Aquele susto que te paralisa? Você perde um ente querido, é demitido do nada, seu parceiro vai embora sem aviso… E de repente, CAOS TOTAL!
É como se o tapete fosse arrancado dos seus pés. Tudo que parecia sólido, organizado, no seu devido lugar, simplesmente desmorona. O inesperado bate na porta e ninguém te deu manual de instruções pra lidar com isso.
A tensão aperta o peito. O sofrimento rasga por dentro. Você pode até sentir que sua própria sobrevivência está em jogo.
E aí começa aquele filme na cabeça: você tenta entender o que aconteceu, busca onde errou, imagina o que poderia ter feito diferente. Fica voltando a fita, tentando reescrever a história, dar um final diferente pra esse filme. Mas a verdade dói: você não tem controle. Simplesmente ruiu.
E agora? O que fazer com esse buraco enorme que se abriu na sua frente?
Como lidar com a desconstrução total de um cenário que era seu? Será que você tem força pra reconstruir? O que a vida está tentando te mostrar que você ainda não conseguiu enxergar?
Quando o caos se instala, nossa percepção é só uma: desespero puro. Mas aqui vai o convite: agora que a poeira abaixou um pouco, dá um passo para trás. Faz um flashback. Olha para o processo como um todo.
O que aconteceu depois dessa quebra?
Repara: um novo espaço se abriu na sua vida. O curso do rio mudou, ganhou uma direção completamente nova. Você teve que se desapegar, querendo ou não. Sua consciência se expandiu. Aprendizados vieram (mesmo que dolorosos). Possibilidades surgiram de onde você nem imaginava.
Você descobriu habilidades que nunca podia imaginar que tinha. Ocupou espaços onde antes era inimaginável estar. Você foi empurrado pra se reinventar, e se reinventou de um jeito que talvez jamais acontecesse se tudo tivesse permanecido como estava.
A vida nos cutuca com aquela antiga sabedoria de Heráclito: “Nada é permanente, exceto a mudança.”
As grandes rupturas doem, sim. Mas também carregam um poder escondido: o poder de nos transformar, de abrir caminhos que a gente nem sabia que existiam. Às vezes, é preciso que tudo desabe para que algo genuinamente novo possa nascer.
E você? Já parou pra olhar suas rupturas com esse olhar?



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Boa reflexão. Sempre ouvi dizer que as mudanças são para o bem, mas tinha um pouco de dúvida sobre isso, até que um dia me vi obrigada a ter que mudar de vida. O que parecia ruim, foi na verdade uma benção. Aprendi que não devemos resistir às mudanças. O melhor é abraçar a causa e seguir em frente, dando oportunidade ao novo.
A prática do desapego pode nos surpreender!!
O espaço de reflexão sobre as crises que nos atravessam, a depender do olhar que nos permitimos ter a respeito delas, podem se mostrar como aberturas para o interno e matéria de revolução e transformação, algo provavelmente trabalhoso e difícil de lidar, mas talvez uma oportunidade imperdível.
Obrigada por compartilhar importantes reflexões!
.Sim Patricia!! A depender do nosso olhar sobre a crise… ONDE colocamos o foco: no que estamos perdendo ou no que está emergindo? Essa perspectiva vai nortear completamente nossa vivência.
Ah, Kátia, eu super acredito nisso. Tantas “mortes” temos em vida… Ninguém gosta de sofrer nem perder mas, às vezes, é inevitável e, surpreendentemente, o inesperado (positivo) pode surgir daí. Tenho provas disso na minha vida. Ótimo texto! Conteúdo necessário.
Grata, Ana! É exatamente isso, um exercício diário de CONFIANÇA na vida e em nós mesmos. E como você bem disse, às vezes o inesperado (positivo) surge justamente dessas ‘mortes’ que atravessamos.
Kátia!
Li seu artigo e reli e reli.
É desses textos objetivos e extremamente oportunos nesta sociedade voltada ao sujeito do utilitarismo.
E nós, “sujeitos da performance”, somos enganados o tempo todo pela lógica do capital de que ‘temos de estar ocupados e úteis “. Úteis para quem e por quê?
E a ruptura passa por esse lugar de desconstrução de paradigmas pré estabelecidos e que – talvez – não sirvam mais.
E para que a mudança ocorra e tenha ligarem nossos vidas, é imperativo ‘deixar ir’. É necessário dar lugar a algo novo e diferente…
E pra isso temos as ‘irmãs’: coragem e esperança!
Parabéns pela oportuna reflexão e obrigado por nos presentear com o artigo.
Que presente receber uma reflexão tão profunda! Você trouxe camadas essenciais: essa armadilha de sermos ‘úteis’ para uma lógica que nos aprisiona, e não para nós mesmos. E sim, as ‘irmãs’ coragem e esperança são fundamentais nesse ‘deixar ir’, porque soltar o conhecido, mesmo quando não nos serve mais, exige muita coragem. Grata por enriquecer o texto com sua leitura!