
com César Manzolillo

EM CARNE VIVA
A Plínio Marcos
Aquele era um espírito errante. Largado, esquecido e escorraçado, vagava sem rumo por becos imundos e veredas tortas, onde o asfalto cuspia sangue e os postes choravam luz amarela. As noites eram pesadas e podres, como se o mundo tivesse desistido de respirar. O sofrimento não era metáfora, era dor concreta e cortante, como a navalha fria que rasgava sua pele sem piedade. Cada ferida era um grito mudo, um protesto contra a indiferença. E ele seguia… Em carne viva, sem nome, sem perdão, sem paz…

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Cada frase parece desenhar uma cena de um filme noir ou de um pesadelo urbano, César! Você consegue sempre transmitir muito com pouco. Demais
Preciso contraste entre a carne viva e o espírito moribundo!
Forte, triste, verdadeiro. Plínio, com certeza, aplaudiria. Parabéns!