
por César Manzolillo

CÉU PARTICULAR
Caminhando sob a chuva fina da manhã, Felícia sorria sem pressa, sentindo o peito leve e uma paz que não experimentava havia muito tempo. Sua alma transbordava uma gratidão tão genuína que o caos do trânsito e a pressa da cidade pareciam apenas uma coreografia inofensiva. Cada poro do seu corpo celebrava a certeza de estar exatamente onde deveria estar, livre de amarras e em perfeita harmonia consigo mesma. Nenhum imprevisto, palavra áspera ou nuvem cinzenta tinha o poder de arranhar aquela redoma de contentamento puro que ela tinha construído em torno de si. Naquele instante, Felícia não apenas sentia a felicidade, ela era a perfeita tradução do que significa estar plenamente viva.
CÉSAR MANZOLILLO

Siga César Manzolillo nas redes sociais:
@cesarmanzolillo no
FACEBOOK ,
no INSTAGRAM ,
no X (TWITTER) e
@cesarmanzolillo no THREADS
@cesarmanzolillo no BlueSky


com Márcio Calixto
com César Manzolillo














