
Sem Título, de ANISH KAPOOR. Foto: Divulgação.
Dando sequência a reabertura em fluxos de seus espaços, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram inaugura no próximo dia 18 de setembro, sexta-feira, às 11h, a exposição “O Futuro da Memória”.
A mostra acontece na Galeria Rodrigo Mello Franco, fechada desde março de 2020, e vai apresentar um recorte das novas aquisições que foram incorporadas ao acervo do Museu.
Em seus mais de 350 m², estarão em exibição na Galeria cerca de 68 obras que traduzem o compromisso do MNBA com a renovação, a ampliação e a atualização de sua coleção pública. Através de pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, cerâmicas, a exibição propõe uma reflexão sobre quem somos enquanto sociedade, entre outras propostas.
Tendo como bússola a pluralidade e a inclusão de questões como raça, gênero, território, e identidade, a mostra está organizada em quatro núcleos: Rostos: diversidade em questão, remetendo às nossas origens; Êxtase e loucura, questionando certezas e abrindo espaço para as dúvidas; A cruz e a lança, que acende velas para a nossa diversidade religiosa, e envereda pelo terreiro do reconhecimento e exclusão de crenças. Finalmente, o módulo Tradição em disputa, promove um diálogo entre o passado, que situa o acervo do século 19 do MNBA como referência nacional, e o contemporâneo, no qual a coleção segue em expansão.
Neste desenho, o público vai poder descortinar obras de artistas como: Henrique Bernardelli (1857-1936), Di Cavalcanti (1897-1976), Eugênio Sigaud (1899-1979), Bené Fonteles (1953), Rafa Bqueer (1992), Djanira (1914-1979), Sergio Camargo (1930-1990), Edivan Alves (1961), Anna Bella Geiger (1933), José Joaquim da Rocha (1737-1807), Siron Franco (1947), Moara Tupinambá (1983), Ruben Valentim (1922-1991), Daniel Senise (1955), e Mario Cravo Neto (1947-2009) entre outros.
Este generoso panorama reflete uma abrangência artística moderna e contemporânea sem fronteiras. Uma monumental escultura do aclamado artista indo-britânico Anish Kapoor (1954), a única em um acervo público no Brasil, também integra a mostra. Ao longo do tempo haverá troca de obras, algumas sairão e outras novas doações entrarão na exposição.
Numa homenagem especial, obras de Carlos Zílio, recentemente doadas, foram contempladas com uma sala especial dentro da exposição. Com isso, busca-se traçar uma perspectiva temporal, conceitual e metodológica do artista carioca (1944) cujos trabalhos marcam a arte brasileira recente.
CONFIRA ALGUMAS OBRAS DA EXPOSIÇÃO
- Sem título, de SERGIO DE CAMARGO. Foto: Divulgação.
- Sem Título, de ANISH KAPOOR. Foto: Divulgação.
- Centro, 2004, Carlos Zílio. Foto: Divulgação.
- Anna Bela Geiger – Sobre nácar – ®Foto Vicente de Mello – Foto: Divulgação
Segundo os curadores Felipe Scovino e Maria De Simone, a exposição “O futuro da Memória” incita a “Pensar, de forma prospectiva, sobre o que será a memória das artes ou, melhor, o acervo de um museu público no país é diagnosticar as inúmeras disputas e experimentações que atravessam o campo das artes visuais assim como debater os dilemas de uma sociedade que pleiteia a igualdade de direitos e a diversidade em suas diferentes esferas”.
SERVIÇO
Exposição “O futuro da memória”
- Abertura: dia 18 de setembro, às 11h, na Galeria Mello Franco
- Horário de visitação: de terça até sábado, das 11 até 17h.
- Período: de 18 de setembro até 19 de dezembro
- Entrada franca.
- Classificação: livre













