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DJ britânico é o primeiro artista da música eletrônica a ocupar o posto de headliner do principal palco do festival, enquanto Black Eyed Peas, Nelly, NE-YO e Jota Quest movimentam uma Cidade do Rock tomada pela chuva e pela dança
Nem a chuva foi capaz de diminuir a energia do terceiro dia do Rock in Rio 2026. Com ingressos esgotados, o domingo (6) transformou a Cidade do Rock em uma grande celebração da música, com fãs preparados para encarar o tempo fechado e aproveitar uma programação marcada por grandes nomes do pop, hip-hop, R&B e música eletrônica.
E foi justamente a música eletrônica que escreveu um dos capítulos mais importantes da história desta edição. Calvin Harris encerrou a programação do Palco Mundo e se tornou o primeiro DJ a ocupar a posição de headliner do principal palco do Rock in Rio.
A escolha ganhou ainda mais significado em um ano em que o festival celebra 25 anos de música eletrônica em sua história. Diante de uma multidão completamente entregue às batidas, Harris transformou o Palco Mundo em uma gigantesca pista de dança a céu aberto.
Calvin Harris faz história diante de uma Cidade do Rock em festa
Com cerca de 80 milhões de ouvintes no Spotify e mais de 35 bilhões de streams acumulados ao longo da carreira, Calvin Harris chegou ao Rock in Rio com um repertório recheado de sucessos que ajudaram a aproximar a música eletrônica do grande público.
“Summer”, “One Kiss”, “We Found Love” e “This Is What You Came For” estiveram entre os destaques do set, acompanhado por uma produção visual grandiosa, com imagens nos painéis de LED do Palco Mundo e uma iluminação a laser que ampliou a atmosfera de festa.
A apresentação não foi apenas mais um grande show do festival. Ao assumir o posto de headliner, Calvin Harris rompeu uma tradição que acompanha o Rock in Rio desde sua primeira edição, em 1985, e colocou a música eletrônica no centro do principal palco do evento.
Para Lucca Fortuna, DJ carioca de 29 anos que esteve na Cidade do Rock especialmente para acompanhar a apresentação, a escolha fez sentido justamente pela diversidade musical do festival.
“Achei sensacional! Colocar um DJ é uma escolha inusitada para um festival que vem do rock, que tem toda uma história desde 1985 e com tantas bandas brasileiras, mas acredito que a música é uma linguagem realmente diversa e simultânea”, afirmou.
A resposta do público confirmou a aposta. Do início ao fim, milhares de pessoas acompanharam o set dançando e cantando os grandes sucessos do artista.
Black Eyed Peas retorna ao Rock in Rio com hits e participação de Papatinho
Antes de Calvin Harris, o Palco Mundo recebeu o retorno do Black Eyed Peas.
Will.i.am, apl.de.ap e Taboo, acompanhados por J. Rey Soul, fizeram uma apresentação marcada por efeitos visuais, coreografias e alguns dos maiores sucessos da carreira do grupo, como “I Gotta Feeling”, “Pump It”, “Rock That Body” e “Don’t Lie”.
A apresentação também ganhou uma conexão especial com o Rio de Janeiro. O grupo incluiu clássicos do funk, entre eles “Rap do Silva”, com participação de Papatinho.
O show ainda marcou a apresentação inédita da parceria “We Live Up in Here” e teve um momento especial quando o filho do baterista Keith Harris subiu ao palco para sentir de perto a energia do público.
Para Eduardo Ferreira Campos, de 36 anos, morador de Magé, os recursos visuais do novo Palco Mundo fizeram diferença na experiência.
“De qualquer lugar dá para você curtir o show com esse telão. Tem gente que vem com os pais, que são mais idosos; tem gente que vem com os filhos, que são crianças, e que não querem ficar muito na frente. Dá para todo mundo curtir”, destacou.
Nelly estreia no festival com camisa do Brasil
A terceira atração do Palco Mundo foi Nelly. Em sua estreia no Rock in Rio, o rapper de St. Louis apareceu no palco vestindo uma camisa do Brasil e revisitou sucessos que ajudaram a definir o hip-hop dos anos 2000.
Entre eles esteve “Ride Wit Me”. Antes de interpretar “Dilemma”, o artista pediu que o público acendesse as lanternas dos celulares, criando um dos momentos visuais da apresentação.
Vencedor de três Grammys e com seis álbuns no Top 10 da Billboard 200, Nelly encerrou o show com “Just a Dream”, mostrando que seus hits continuam conectando diferentes gerações.
Barão Vermelho resgata história do rock brasileiro
A abertura do Palco Mundo ficou por conta de um encontro histórico.
O Barão Vermelho Encontro Formação Original reuniu Roberto Frejat, Guto Goffi, Mauricio Barros e Dé Palmeira, com participação especial de Fernando Magalhães.
Presente na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, a banda revisitou clássicos como “Meus Bons Amigos”, “Pense e Dance” e “Bete Balanço”, além de celebrar a memória de Cazuza e a relação histórica do grupo com o festival.
NE-YO encerra o Sunset em clima de proximidade
No Palco Sunset, NE-YO foi responsável por encerrar a programação.
O cantor revisitou sucessos que marcaram sua trajetória no R&B e no pop, incluindo “So Sick”, “Miss Independent” e “Closer”.
Um dos momentos mais comentados foi quando o artista deixou o palco e desceu para cumprimentar os fãs que estavam nas grades, aproximando ainda mais o público da apresentação.
Antes dele, Jota Quest apresentou um projeto especial dedicado a Tim Maia.
Jota Quest homenageia Tim Maia com Tony Tornado
O repertório do Jota Quest foi inteiramente dedicado ao “síndico”. A banda abriu o show com “Dance Enquanto é Tempo” e passou por clássicos como “Acenda o Farol”.
Um dos momentos mais emocionantes aconteceu com a participação de Tony Tornado. Aos 97 anos, um dos pioneiros da black music no Brasil e amigo de Tim Maia, o artista emprestou sua voz a “Sossego”.
Na reta final, Rogério Flausino desceu do palco para interagir com o público durante “Você”, antes de cantar “As Dores do Mundo” e receber Negra Li para “Descobridor”.
O encerramento aconteceu com “Não Quero Dinheiro”.
BaianaSystem mistura ritmos e referências brasileiras
Antes do Jota Quest, o BaianaSystem incendiou o Palco Sunset com uma apresentação repleta de participações especiais.
Alice Carvalho, Antônio Carlos e Jocafi, o projeto Afrossinfonicas e o jamaicano Ranking Joe estiveram entre os convidados.
O repertório revisitou diferentes fases da trajetória do grupo, passando por músicas como “Água”, “Sulamericano” e “Balacobaco”, parceria com Anitta.
A abertura do Sunset ficou por conta do duo Calema, que fez sua estreia no Rock in Rio após a participação no Rock in Rio Lisboa. A dupla contou com Dilsinho como convidado para interpretar “Leva Tudo”.
New Dance Order mantém a festa até o último beat
Se Calvin Harris fez história no Palco Mundo, a música eletrônica também dominou o New Dance Order.
O espaço abriu a programação com o movimento “Dance For a Better World”, combinando música, luzes e coreografias em uma mensagem de celebração do amor, da paz e da diversidade.
A programação seguiu com Sofi Tukker, Casa Bonita, Liu e MEDUZA.
A edição de 2026 marca 25 anos da presença da música eletrônica na história do Rock in Rio, e o New Dance Order reforçou esse papel ao manter a pista movimentada durante toda a noite.
Xamã, Rael e Budah movimentam o Espaço Favela
No Espaço Favela, Budah abriu a programação, seguida por Rael, que levou ao palco sua poesia e seu discurso de consciência social em uma apresentação inspirada nas rádios comunitárias.
Xamã encerrou a noite misturando rap, trap, funk e referências da música brasileira.
Acompanhado por banda e DJ, o artista apresentou sucessos como “Malvadão” e “Leão”, parceria com Marília Mendonça, além de passar pelo projeto Poesia Acústica.
Punk, rap e música árabe ocupam outros espaços
No Supernova, O Escritório abriu a programação, seguido por Bayside Kings e Matanza Ritual.
O especial “Blitzkrieg Psycho Bop — Ramones 50 Years”, com João Gordo e Asteroides Trio, celebrou cinco décadas de uma das bandas mais influentes da história do punk rock.
No Global Village, Bento Gil recebeu Flor Gil para uma celebração da música brasileira e da herança musical da família. Mãeana veio na sequência, antes de Mohamed Ramadan encerrar a programação com uma apresentação marcada pelo pop árabe.
Confira alguns registros do terceiro dia do Rock in Rio 2026!
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Rock in Rio vira cenário para renovação de votos
A Rota 85 também foi palco de uma história de amor.
Daniela Andrade e Dany Edson, juntos há 22 anos, escolheram o dia do show de NE-YO para renovar seus votos na Cidade do Rock.
A relação do casal com o cantor começou ainda no início do relacionamento e ganhou força depois que os dois participaram do The Town, em 2023, aproximando-se do fã-clube NE-YO Divo.
“Não poderíamos ter escolhido um dia melhor para renovar nossos votos”, afirmou Dany.
A cerimônia marcou mais um capítulo da história do casal dentro de um festival que também aposta em experiências que vão além dos palcos.
Chuva não impede público de aproveitar a Cidade do Rock
Mesmo com a chuva, os fãs transformaram o terceiro dia do Rock in Rio em uma verdadeira celebração.
Capas de chuva e acessórios tomaram conta da Cidade do Rock, mas não impediram o público de acompanhar os shows, utilizar as atrações e circular pelos diferentes espaços do festival.
A programação também contou com venda antecipada de comidas e bebidas pelo aplicativo oficial, sistema Cashless e esquema especial de mobilidade com integração entre MetrôRio e BRT.
Um novo capítulo para a música eletrônica no Rock in Rio
O terceiro dia de Rock in Rio 2026 mostrou que a história do festival continua se expandindo sem abandonar sua essência.
O rock esteve representado pelo Barão Vermelho, enquanto o pop, o hip-hop, o R&B, o funk, o samba e diferentes vertentes da música eletrônica ocuparam os principais espaços da Cidade do Rock.
Mas foi Calvin Harris quem deixou uma marca especial nesta edição.
Ao se tornar o primeiro DJ a encerrar a programação do Palco Mundo como headliner, o artista ajudou a escrever uma nova página na história do festival e encerrou o domingo diante de uma Cidade do Rock completamente entregue à música.
SERVIÇO — ROCK IN RIO 2026
Rock in Rio 2026
Local: Cidade do Rock — Rio de Janeiro/RJ
Datas: 4 a 7 e 11 a 13 de setembro de 2026
















