
A literatura brasileira perdeu hoje uma de suas grandes vozes: a poeta, tradutora, editora, advogada e nossa querida colunista da editoria LITERATURA, Thereza Christina Rocque da Motta faleceu aos 68 anos, vítima de um infarto em sua residência em Niterói. Sua trajetória marcou profundamente a poesia contemporânea e a tradução literária no Brasil.
Vida e Formação
– Nascimento: São Paulo, 10 de julho de 1957.
– Família: Trineta de Prudente de Moraes, primeiro presidente civil do Brasil.
– Formação: Advogada por formação, mas dedicou-se à poesia e à tradução como vocação.
– Residência: Viveu grande parte da vida no Rio de Janeiro.
Carreira Literária
– Estreia: Publicou sua primeira coletânea de poemas, Relógio de Sol, em 1980.
– Obras marcantes:
– Horizontes
– O Jardim de Jacintos de Madame Sosostris (lançado em 2025, celebrado como uma síntese de sua maturidade poética).
– Temas recorrentes: A poesia de Thereza explorava memória, afetos, diálogos intergeracionais e a permanência da palavra.
Tradução e Edição
– Traduções: Reconhecida por integrar o seleto grupo de tradutores dos 154 sonetos de Shakespeare, trabalho que lhe garantiu prestígio internacional.
– Atuação editorial: Fundou e dirigiu projetos editoriais voltados para a divulgação da poesia brasileira contemporânea, sempre incentivando novos autores.
LEGADO
– Influência: Sua obra é considerada um elo entre tradição e modernidade, mantendo o rigor formal da poesia clássica ao mesmo tempo em que dialogava com questões contemporâneas.
– Reconhecimento: Foi celebrada em eventos literários no Brasil e no exterior, tornando-se referência tanto como poeta quanto como tradutora.
– Últimos anos: Continuou ativa até recentemente, com lançamentos e participações em encontros literários, como o evento periódico “PONTE DE VERSOS” na Blooks Botafogo.
FALECIMENTO
– Data: 4 de abril de 2026.
– Causa: Infarto agudo em sua residência, em Niterói.
– Idade: 68 anos.
– Velório: Cemitério da Penitência, no Caju (Rio de Janeiro RJ) das 10h às 13h
Linha do Tempo – Vida e Obra de Thereza Christina Rocque da Motta
– 1957 – Nasce em São Paulo, em 10 de julho.
– Década de 1970 – Forma-se em Direito, mas já começa a se dedicar à poesia e à tradução.
– 1980 – Publica Relógio de Sol, sua primeira coletânea de poemas.
– Anos 1990 – Consolida sua carreira como tradutora, destacando-se pela versão dos 154 sonetos de Shakespeare.
– 2000 – Funda a Editora Ibis Libris.
– 2000–2010 – Atua como editora e incentivadora de novos poetas, ampliando sua influência no cenário literário brasileiro.
– 2015 – Lança novas coletâneas que reforçam sua voz lírica e sua busca por diálogo entre tradição e modernidade.
– 2025 – Publica O Jardim de Jacintos de Madame Sosostris, considerada uma síntese de sua maturidade poética.
– 2026 – Falece em Niterói, em 4 de abril, aos 69 anos, deixando um legado de poesia, tradução e dedicação à literatura.
Depoimentos da equipe AC Literatura :
“É com profundo pesar que recebo a notícia do desencarne de nossa colega de bancada aqui do ArteCult, Thereza Christina. Sua ida, de forma tão abrupta e prematura, me enche particularmente de tristeza, principalmente nesse momento em que a presença dela em nossa equipe estava nos aproximando. Eram trocas fabulosas, que se consagravam na escrita de sua coluna, em que deixava clara a sua capacidade estelar em transformar a ideia de um livro. Sua crença no livro, na poesia em especial, nos movia. Era um gênio elegante e contumaz. Exemplar. Saber de sua partida é saber que haverá uma lacuna intransponível. Vá com Deus, companheira. Vá em paz, consciente de que sua passagem foi a mais bela possível.” (Márcio Calixto, colunista do ArteCult)
“Nossa amiga escritora, editora e tradutora Thereza Rocque da Motta nos deixou. Além de amiga, era uma profissional de literatura das melhores que conheci, em tudo que fazia. E nós duas somos colunistas do ArteCult. É difícil imaginar que não teremos mais suas belíssimas crônicas de domingo. Ainda estou digerindo esta notícia profundamente triste.
Há poucos dias, conversávamos por telefone. Ela estava editando meu novo livro de poesia, que seria lançado em agosto deste ano, pela sua editora Ibis Libris. Ela iria prefaciá-lo, o que é para mim uma grande honra.
Siga em paz, amiga querida, e saiba que será sempre lembrada com muito carinho pelos seus familiares e amigos.” (Chris Herrmann, editora-chefe e colunista do ArteCult)
“Conheci Thereza por meio do AC Encontros Literários, projeto que desenvolvi junto a César Manzolillo, colunista do AC Literatura. A iniciativa buscava apresentar a vida e a obra de grandes escritores brasileiros em encontros virtuais. E foi justamente nessas conversas — no caso de Thereza, em duas lives, já que sua produção é vasta — que pudemos compreender melhor a dimensão dessa mulher que respirava Literatura Brasileira.
Thereza não era apenas um nome marcante em nossa literatura: era também uma incentivadora e mentora de inúmeros escritores, através de sua editora, a Ibis Libris. Imagine o orgulho que senti quando ela escolheu o Artecult para publicar sua coluna semanal, dedicada à arte de editar livros e inspirar novos autores.
Sua ausência será profundamente sentida, mas o legado que deixou é um verdadeiro tesouro, capaz de iluminar e inspirar gerações de poetas e escritores que virão.” (Raphael Gomide, Fundador e Diretor-geral do Artecult)
“Thereza Cristina Roque da Motta…quem de literatura não a conhece? Quem não a admira pelo intenso e amoroso trabalho a que dedicou sua vida: a arte literária.T hereza era um poço de inteligência, cultura e, principalmente, generosidade.Uma honra ter participado da editoria de literatura do Artecult.com ao lado dela porque ela, generosamente, aceitou juntar-se ao time.Em algum sarau na Espiritualidade, daqui a um tempo, haveremos de nos encontrar de novo, Thereza. Até lá!” (Ana Lúcia Gosling, colunista do ArteCult)
“A vida trouxe-me Thereza pelas graciosas mãos da poesia.
Não lembro-me exatamente da data, sol, lua ou planeta retrógrado da ocasião – registrei apenas , nos compartimentos do afeto – o sorriso, o olhar, a generosidade e o humor peculiar.Thereza é legado: interessada e interessante, atenta aos pequenos gestos e recém-chegados poetas, ela acolhia com a mesma intensidade os renomados e os estreantes.
Thereza amava gatos, filhos, Fábio, livros, altos papos e não necessariamente nessa ordem.
Thereza acompanhou de perto a história e cada passo da minha CasAmarÉlinha, em seus cinco anos e diversas faces e fases de eventos culturais.
Uma entusiasta do sentir, ela sentia-se à vontade em nosso espaço, como se fosse seu.
Tive a oportunidade de homenageá-la em diversos momentos em vida – agradeço a Deus – e deixamos pendente a publicação do meu próximo livro – Poemas de Aguçar Sentidos – que seria uma ode às percepções, aos sextos e sétimos sentires e à Gaya, Mãe Terra, tão bem traduzida pelos cuidados e raízes de Thereza.Thereza sorria, ria, iluminava.
Incansável tecia noite e dia a sua editora, além de publicar, poemar, traduzir livros e engrandecer os caminhos árduos da poesia.
Thereza tecia, Thereza tecia.Thereza chegou em minha vida há cerca de oito ou nove anos. E permanece. Te levarei pra sempre. Te amo. Obrigada por tudo, pra sempre e sempre. Evoé.” (Rose Araujo, colunista do ArteCult)
” Aguardamos saudosos. Thereza fará muita falta. Lacuna poética sem fim. Veio para marcar nossa geração . Thereza é eterna!” (Luis Turiba, colunista do Artecult)
Nós do Artecult estamos profundamente abalados pela partida repentina de nossa estimada colunista. Enviamos nossos profundos sentimentos à família e demais amigos.
Thereza não apenas escreveu poesia, ela a cultivou e a protegeu. Sua admiração pela Ibis Libris, editora que fundou, era a admiração pela própria poesia — sagrada, necessária, eterna.
Thereza Christina Rocque da Motta deixa um legado de poesia refinada, traduções memoráveis e dedicação à literatura brasileira. Sua partida representa uma perda irreparável para a cultura nacional, mas sua obra seguirá viva como testemunho de sua paixão pelas palavras e pela arte.
Equipe AC LITERATURA









