Rock in Rio 2019: Palco Mundo é dominado por mulheres no penúltimo dia do festival

A temperatura da Cidade do Rock subiu não só nos termômetros, mas também no público que dançou ao longo de todo o dia com muito pop e funk espalhados pelos palcos

As mulheres dominaram o Mundo. Das quatro apresentações do palco principal do Rock in Rio neste sábado (5/10), três foram de cantoras que fizeram a temperatura subir na Cidade do Rock e colocaram o público para dançar ao som de muito pop e funk. Anitta abriu a noite em grande estilo com um setlist repleto de hits. Depois de Lisboa, onde se apresentou pela primeira vez no Palco Mundo no ano passado, a artista fez sua estreia na edição carioca do festival e parecia não querer parar de cantar. Dali ela foi dar canja no espaço do Itaú e voltou ao palco principal para uma participação especial no show Black Eyed Peas, formado por  wiil.i.am, apl.de.ap e Taboo, com a filipina Jessica Reynoso. A banda multiplatinada, que tocou antes da Pink, aproveitou o show e o parque: wiil.i.am abriu o show descendo na tirolesa para delírio de quem estava no gramado. Mas não foram só os meninos que levaram à plateia às alturas. Pink! voou sobre a plateia e mostrou que valeu a pena cada segundo pela espera por sua primeira vinda ao país. Também estreando em solo brasileiro, a cantora americana H.E.R. trouxe um R&B melódico e esbanjou talento no show, conquistando definitivamente o público.

No sexto dia de festival, no qual as mulheres poderosas foram as protagonistas, não faltou empolgação do público que aguardava a headliner subir ao palco.

“Esse é um dia em que há espaço para todos e a expectativa de ver a Pink, que está vindo ao Brasil pela primeira vez, é imensa. Sou fã dela desde a adolescência e construí a minha história juntamente com o crescimento da carreira dela, que também é um símbolo de empoderamento feminino”, contou a arquiteta Mariana Lins, de 29 anos.

E a cantora não desapontou. Pink marcou o último show do Palco Mundo do Rock in Rio com um voo 360ª sobre a plateia e acrobacias. A artista recebeu presentes de fãs, interagiu com o público e esbanjou carisma no penúltimo dia de show na Cidade do Rock.

Antes disso, os fãs encontraram uma Anitta estava incansável neste sábado. A cantora dançou, fez duas trocas de roupas e apresentou músicas conhecidas do público em sua estreia no Palco Mundo de uma edição brasileira do Rock in Rio. Foi uma enxurrada de hits para uma plateia disposta a descer até o chão. A diva abriu com “Show das Poderosas”, música responsável por dar a ela visibilidade nacional. Também fizeram parte do setlist canções em outros ídiomas como “Paradinha” e “Downtown”. E para quem achou que encontraria uma Anitta mais contida, a artista avisou em alto e bom som: “Vocês pensaram que eu não iria rebolar minha bunda no Rock in Rio?”, disparou antes de dançar “Sanfoninha” e chegar ao momento mais esperado do show com “Vai malandra”.

A professora Vera Souza, de 65 anos, foi só elogios à performance. “O show da Anitta foi empolgante! Ela subiu os degraus da carreira sozinha, manteve seus valores e tem atitude para expor suas ideias e para apoiar a diversidade. Por isso, hoje ela é um ícone de garra e determinação por onde passa”, disse.

Quem surpreendeu o público carioca foi a jovem cantora H.E.R., de apenas 21 anos. A talentosa artista, que figura no topo das maiores paradas de R&B e soul, cantou e tocou diversos instrumentos em sua primeira passagem pelo Brasil.

“Eu acho incrível a H.E.R estar no festival. É notável a importância dela para o R&B, com o talento que ela tem e tão nova. A voz, a produção das músicas, do álbum… é tudo maravilhoso. Ela tem um futuro muito grande pela frente. Eu estou aqui vendo várias meninas curtindo o show e isso é importante pois nos inspira, acho que isso é o Rock in Rio”, concluiu Natasha Bahia, estudante de 22 anos.

O Black Eyed Peas empolgou o público com as principais faixas de hip-hop da banda, trazendo para o palco as vozes femininas da cantora filipina Jessica Reynoso, revelada pelo programa “The Voice” de seu país, e de Anitta, que voltou ao Palco Mundo depois de abrir a noite do pop no festival. O grupo fez ainda uma homenagem à MPB ao cantar um trecho de “Mas que nada”, composição do cantor Jorge Ben Jor, que se tornou uma das músicas brasileiras mais conhecidas no exterior após ser gravada pelo pianista Sérgio Mendes. No encerramento do show, “I Gotta Feeling”, um dos sucessos mais conhecidos do grupo, tirou a plateia do chão levando todos ao delírio.

O dia mais dançante do Rock in Rio

No palco Sunset ninguém também ficou parado quando a Funk Orquestra transformou espaço em um grande baile junto com Ludmilla, Fernanda Abreu & Buchecha. A homenagem aos 30 anos do ritmo genuinamente carioca agradou em cheio o público que chegou cedo à Cidade do Rock, em meio a muito calor e sol forte. A jornalista e ex-integrante do programa “Esquenta”, Nathalia Santos, de 27 anos, achou a escolha do line-up perfeita.

“O funk, além de ser muito dançante e contagiante, merece muito, muito respeito. As vozes que, por muitas vezes saem das favelas, têm que ser ouvidas. Algumas pessoas ainda não entendem o propósito, mas também temos críticas sociais”, opinou. Ela, que é deficiente visual, curtiu o show inteiro na área para pessoas com deficiência (PCDs), espaço patrocinado pela PepsiCo / Doritos.

Outro show que era muito aguardado pelos visitantes da Cidade do Rock foi o encontro do duo Anavitória com Saulo Fernandes. Os artistas mostraram a perfeita sintonia do groove baiano com o folk-pop e encantaram.

“Eu escolhi o Palco Sunset porque de todos os shows de hoje, a música da Anavitória faz parte da minha história. Amei todos esses dias de RIR e já vou comprar meus ingressos para os próximos anos, 2021, 2023 e por aí vai!”, vibrou Viviane Martins de Brito, de 20 anos.

O último show do dia foi a estreia de Charlie Puth, que fez a plateia, basicamente formada por adolescentes, suspirar. Mesmo com o atraso da equipe técnica do cantor, o artista deixou o público eufórico e arrancou gritos de “Charlie, eu te amo”, encerrando a apresentação com o sucesso “See You Again”.

Rock District e Supernova

Como em toda Cidade do Rock, a Rock District teve forte presença feminina com as meninas da Tritony Violin Trio, tocando grandes clássicos do rock e, também com a banda Move Over, liderada por Dri Santana, que se destacou em programas como Superstar e The Voice. A vocalista agora canta sucessos de outras artistas poderosas, como Lady Gaga, Adele e Amy Winehouse, além de músicas autorais.

“Quando recebi o convite para estar no Rock in Rio e descobri que seria logo nesse dia, tomado por mulheres fortes e empoderadas, fiquei muito satisfeita. É uma sensação inexplicável essa atmosfera única daqui”, contou Dri Santana momentos antes de subir ao palco.

Com 16 anos de carreira, Dri também revela que é muito fã das mulheres do Palco Mundo: “Anitta é um exemplo de empreendedora para todas nós e a Pink é uma das minhas referências na música”. Com uma performance enérgica de ‘Dogs Days Are Over’, de Florence + The Machine, o público pulou e dançou, lotando a Rock District neste ensolarado penúltimo dia de Festival.

O palco Supernova – posicionado na área mais elevada do parque e com uma cenografia inspirada no subgênero da ficção-científica SteamPunk – também foi dominado por mulheres que apresentaram ao público os mais variados ritmos. Teve o pop de Dani Vellocet e o hip-hop de Tássia Reis, mas foi o show-manifesto de Maria que contou com uma fã muito especial na plateia. A pesquisadora, colunista e fundadora do Instituto Identidades do Brasil, Luana Génot, prestigiou a apresentação da cantora que conhece desde a infância na Cidade Alta, em Cordovil, Zona Norte do Rio.

“Maria é muito influente, poderosa e tem consistência. Fiquei muito feliz que ela não deixa de passar uma mensagem política para a garotada com quem está falando. Ter esse discurso aqui no Rock in Rio é importante porque o entretenimento é uma forma de atrair pessoas para determinado local e passar uma mensagem sólida para fazer pensar”, disse Génot logo após o show.

O funk raiz de Cidinho e Doca foi destaque no Espaço Favela. Donos do hit “Rap da Felicidade”, a dupla da Cidade de Deus subiu ao palco às 20h40 com repertório recheado de sucessos que fizeram a plateia embarcar na nostalgia e cantar junto a plenos pulmões. Com seu maior público até então, o Espaço Favela tremeu com a dupla, mas nem só do funk foi o dia de hoje. Plural e democrático, o palco recebeu ainda o músico Lucas Hawkin, que passeou pela MPB, funk e pop. Ao entardecer, foi a vez de Jonathan Ferr mostrar seu urban jazz tocado ao piano. Ainda entre as atrações deste sábado, estava a esperada Orquestra Maré do Amanhã, que seria no segundo dia do Rock in Rio, 28 de setembro, mas teve sua apresentação adiada por conta da chuva. Os jovens do Complexo da Maré levaram ao palco sua Rock Symphony que passeou por grandes clássicos do rock. Ao abrirem com “Bohemian Rhapsody”, do Queen, o público fez um grande coro acompanhando os músicos. Muitas famílias passavam para conferir o show, entre elas, a de Renata Marins, dona de uma agência de turismo, que veio trazer a filha Maria Vitória, de 10 anos, pela primeira vez no festival para conferir os shows de Anitta e P!nk.

“Eu estava passando pelo palco e esperava ouvir um funk, mas me surpreendi ao encontrar uma orquestra incrível! É com certeza o melhor que já vi do Rock in Rio até agora”, concluiu.

No palco New Dance Order, dedicado a musica eletrônica, tivemos o baile do Saddam,  DJ Marlboro e Meme, comandando o funk, hip-hop e  muita house music com as tracks de Santti e Alesso.

Último casamento oficial do Rock in Rio 2019

Os empresários Rafael Francisco da Silva, de 35 anos, e Cláudio Reis, de 36 anos, foram o terceiro e último casal a oficializar a união na Capela Love Of My Life, da Rota 85 do Rock in Rio, emocionando os convidados e o público presente. Diante da juíza de paz Maria Estela Santos Mendes de Sena, os dois, que estão juntos há dez anos, casaram-se com um look combinando: calça quadriculada, camisa branca, gravata estilosa autoral e tênis branco.

A escolha do dia pop para selar o matrimônio se deu pela headliner Pink, artista que ambos admiram.

“Nós ouvíamos muito o álbum dela, ‘Funhouse’, e isso marcou o começo do nosso namoro. Nossa lua de mel, por enquanto, será no show dela. Depois vamos viajar para celebrar oficialmente “, contou Cláudio. Já Rafael manda um recado para os casais homoafetivos:  “Nosso casamento aqui serve para mostrar que toda forma de amor é possível. Ninguém pode te dizer o que você deve fazer. O amor, além de sentimento, é atitude. Claro que adoramos ter esse documento, mas o amor está nas pequenas atitudes”, avaliou.

Sobre o Rock in Rio

Consciente do poder disseminador da marca, o Rock in Rio pauta-se por ser um evento com o propósito de construir um mundo melhor para pessoas mais felizes, confiantes e empáticas num planeta mais saudável. Em 2001, reafirmou seu compromisso de mostrar às pessoas que pequenas atitudes do dia a dia são o caminho para fazer do mundo um lugar melhor para todos. Em 2013, foi reconhecido por seu poder realizador ao receber a certificação da norma ISO 20121 – Eventos Sustentáveis. Gerou 212,5 mil empregos diretos e indiretos em todas edições, mais de R$ 97 milhões investidos em diferentes projetos, passando por temas como sustentabilidade, educação, música, florestas, etc. Os investimentos são provenientes da organização do evento e de parceiros.

Em 2016, foi a vez de anunciar o Amazonia Live, projeto do Rock in Rio que já garantiu mais de 73 milhões de árvores para a Amazônia por meio de doações individuais e de parcerias, através de projetos de restauração e plantação, como o Paisagens Sustentáveis da Amazônia. O projeto traz a importância das florestas para o equilíbrio climático mundial como tema para todas as edições do evento pelo menos até 2019. Além disso, o Rock in Rio desenvolve um plano de sustentabilidade no qual define medidas para a redução de emissões e inclui-se como parte de uma correta gestão de resíduos, eficiência energética, compensação de emissões, correto consumo de recursos e muito mais. Este plano é desenhado para a organização, patrocinadores e fornecedores, sendo aperfeiçoado a cada edição e utilizado até hoje em todos os países onde o Rock in Rio é realizado.

O Rock in Rio preza por atitudes positivas a qualquer hora e em todos os lugares. Para endossar este posicionamento da marca “Tod+s Por Um Mundo Melhor”, o festival se une a empresas que possuem este mesmo olhar e diretriz. A partir destas parcerias, uma série de ações se desenvolvem sempre pautadas pelo objetivo de adoção de práticas que pensem no coletivo. É assim que a gente faz um mundo melhor acontecer: TOD+S POR UM MUNDO MELHOR.

 

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Musicalmente eclética, apaixonada pela diversidade dos estilos, das festas e festivais, amante de uma boa música, principalmente das batidas eletrônicas. #Música #MúsicaEletrônica - Nunca se precisou de drogas para senti-la, a essência da batida, a sonoridade toca a alma de um jeito que não da pra ficar parado! "Quem não sente a melodia acha maluco quem dança"!!!

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