O poder transformador da viagem solo – feminina


Por Álvaro Tàllarico

Foto: Álvaro Tàllarico

 

Viajar sozinho é mais do que um ato de lazer. É uma declaração de liberdade, um exercício de autoconhecimento e um passo firme na construção de si mesmo.

Logicamente, no geral, para o homem é muito mais fácil e menos perigoso. Viajei sozinho diversas vezes e sempre foi maravilhoso. Em muitas dessas viagens conheci algumas mochileiras.

Eram símbolos da autonomia feminina, sempre interessantes e com muitas histórias. E, felizmente, cada vez mais mulheres estão embarcando nessa jornada, buscando experiências inesquecíveis e um crescimento que transcende qualquer roteiro turístico tradicional. O aumento de 30% na procura por viagens solo femininas em 2024 prova essa tendência.

Não sendo meu lugar de fala e diante dessa demanda crescente conversei com a travel designer Wania Camelo. Ela se destaca ao oferecer roteiros personalizados focados na segurança, no bem-estar emocional e na verdadeira conexão com cada destino. Sua abordagem no turismo emocional visa proporcionar experiências transformadoras, especialmente no Mês da Mulher, claro, período em que sua equipe intensifica o compromisso de criar jornadas que vão além do convencional.

A viagem como ferramenta de autoconhecimento

Mais do que uma oportunidade de conhecer novos lugares, viajar sozinho fortalece a confiança e a resiliência. Segundo especialistas, essa experiência impacta diretamente na saúde mental, reduzindo o estresse e expandindo a criatividade.

Mulher viaja sozinha

Praia Rasa de Búzios (foto: Álvaro Tàllarico)

Dessa forma, mulheres que se permitem esse desafio geralmente descobrem novas versões de si mesmas, superando inseguranças e abrindo espaço para conexões autênticas.

Entre os principais benefícios das viagens solo femininas, destacam-se:

Autoconfiança e independência – Decidir por conta própria fortalece a autoestima.
Redução do estresse – Uma pausa da rotina melhora o bem-estar emocional.
Superação de medos – O desconhecido se torna um aliado no crescimento pessoal.
Novas conexões – Viajar sozinha permite encontros inesperados e experiências enriquecedoras.
Inspiração e criatividade – O contato com novas culturas amplia horizontes.

 

Destinos favoritos para mulheres viajantes

A agência de Wania Camelo mapeia destinos que oferecem não apenas belezas naturais e culturais, mas também segurança e acolhimento para mulheres que viajam sozinhas. Entre os mais procurados estão:

Lisboa, Portugal – História e gastronomia em um dos países mais seguros do mundo.
Copenhague, Dinamarca – Uma das cidades mais felizes, com qualidade de vida e segurança.
Quioto, Japão – Templos e jardins serenos para introspecção.
Reykjavík, Islândia – Cenários deslumbrantes e baixíssimos índices de violência.
Bali, Indonésia – Para quem busca retiros de bem-estar, yoga e meditação.
Canadá (Vancouver, Toronto e Quebec) – Mistura de cultura, natureza e hospitalidade.

Muitas mulheres voltam dessas viagens transformadas, com uma nova percepção sobre si mesmas e o mundo ao seu redor”, destaca Wania Camelo.

Ou seja, o turismo solo feminino já não é apenas uma tendência, mas um movimento consolidado. Viajar sozinho(a) é mais do que conhecer novos lugares – é um reencontro consigo. E, como mostram os números e relatos, essa experiência veio para ficar.

 

 

Álvaro Tàllarico

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Author

Alvaro Tallarico é jornalista cultural formado pela UERJ, especializado em cobrir música, cinema e eventos culturais. Atua como colunista no Diário do Rio e repórter no FutebolBR, além de ser locutor na Rádio Catedral FM 106,7. Criador e editor do portal Vivente Andante, ganhador do Edital Cultura Presente nas Redes, já entrevistou personalidades do cinema, teatro e música, e participou de grandes eventos. Tem mais de 100 episódios no Podcast Vivente Andante e segue com o podcast Álvaro Tàllarico Entrevista no Spotify. Vencedor de Melhor Trilha Sonora Original com o filme "O Preto de Azul" no Festival Bananeiras de Cinema.

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