Megadeth transforma despedida em celebração histórica com setlist poderoso no Brasil

Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts

A turnê de despedida do Megadeth ganhou um capítulo especial no Brasil com uma apresentação que foi muito além de um simples show. Foi uma celebração da trajetória de uma das maiores bandas do thrash metal.

Conforme antecipado no anúncio da turnê, que marcou o retorno da banda ao país para uma apresentação única, a expectativa era alta e foi plenamente correspondida no palco. Liderado por Dave Mustaine, o grupo entregou uma performance intensa, técnica e carregada de significado.

A abertura com “Tipping Point” já deixou claro que a noite seria conduzida com precisão e peso. Um dos momentos mais comentados do set foi a execução de “The Conjuring”, apresentada como estreia na turnê, surpreendendo fãs e adicionando um caráter especial à apresentação.

A sequência de clássicos funcionou como uma verdadeira linha do tempo da banda. “Hangar 18”, “Sweating Bullets” e “She-Wolf” mantiveram a energia em alta, com o público cantando cada verso. Faixas como “Wake Up Dead” e “In My Darkest Hour” reforçaram o lado mais sombrio e técnico do repertório.

A reta final elevou ainda mais o impacto do show. “Symphony of Destruction” se consolidou como um dos momentos de maior interação com o público, enquanto “Tornado of Souls” destacou a complexidade musical que se tornou marca registrada da banda.

Entre as surpresas da noite, “Ride the Lightning” surgiu como um dos momentos mais simbólicos do show. Originalmente lançada pela Metallica, a faixa carrega também a assinatura de Dave Mustaine, que participou de sua composição ainda no início dos anos 80. Regravada pelo Megadeth para seu álbum final e incorporada à turnê, a execução ao vivo funciona como um fechamento de ciclo dentro da história do músico.

O encerramento veio com a força de dois hinos. “Peace Sells” preparou o terreno para “Holy Wars… The Punishment Due”, que fechou a apresentação de forma épica e definitiva.

Setlist:

“Tipping Point” (Megadeth, 2026), “The Conjuring” (Peace Sells… but Who’s Buying?), “Hangar 18” (Rust in Peace), “She-Wolf” (Cryptic Writings), “Sweating Bullets” (Countdown to Extinction), “I Don’t Care” (Megadeth, 2026), “Dread and the Fugitive Mind” (The World Needs a Hero), “Wake Up Dead” (Peace Sells… but Who’s Buying?), “In My Darkest Hour” (So Far, So Good… So What!), “Hook in Mouth” (So Far, So Good… So What!), “Let There Be Shred” (Megadeth, 2026), “Symphony of Destruction” (Countdown to Extinction), “Tornado of Souls” (Rust in Peace), “Mechanix” (Killing Is My Business… and Business Is Good!), “Ride the Lightning” (Megadeth, 2026 — bonus track), “Peace Sells” (Peace Sells… but Who’s Buying?), “Holy Wars… The Punishment Due” (Rust in Peace)

Mais do que um show, a passagem do Megadeth pelo Brasil dentro dessa turnê de despedida se consolidou como um momento histórico. Uma última oportunidade de testemunhar ao vivo a potência de uma banda que ajudou a moldar o metal como conhecemos hoje.

Confira alguns registros da apresentação do Megadeth no Brasil:

JEFF FERREIRA 

Author

Sou Jeff Ferreira, apaixonado por música desde sempre. Há 8 anos, transformo minha paixão em matérias, entrevistas e análises que aproximam artistas e fãs. Nerd por natureza, adoro explorar histórias, descobrir novas sonoridades e compartilhar tudo isso em textos que vão além das palavras — porque, para mim, música é emoção, é vida, é conexão.

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