LABFF 2025: Mulheres do cinema brasileiro brilham em Los Angeles


A diretora carioca Renata Jones brilhou em Los Angeles, a capital mundial do cinema, ao conquistar o prêmio de Melhor Diretora de Curta Internacional no Los Angeles Brazilian Film Festival 2025, pelo filme We, Brothers. A cineasta recebeu a estatueta das mãos de um superjúri presidido por Laura Malin, do Emmy.

O curta-metragem We, Brothers, pelo qual a diretora foi premiada, recria a Chicago dos anos 40 e foi gravado totalmente em inglês. A obra mergulha o espectador em um universo intenso e estilizado, misturando elementos de noir clássico, máfia, suspense, drama e crime, com uma estética cinematográfica marcante: preto e branco, figurinos originais da década de 1940 e um cuidado minucioso com a ambientação e o sotaque da época — estudado profundamente pelos atores. 

O Los Angeles Brazilian Film Festival 2025 reuniu grandes nomes da indústria audiovisual internacional — entre eles, o astro Leonardo DiCaprio, cujo filme Yanuni levou o prêmio de Melhor Documentário. Um reconhecimento que consolida Renata Jones entre as referências do cinema brasileiro no exterior.

Entre as atrizes, Caroline Roehrig ganhou destaque ao receber o prêmio de Melhor Atriz de Curta Internacional, por sua atuação em “Tente Sua Sorte”, dirigido e roteirizado por Guenia Lemos. Na mesma noite, Fernanda Montenegro foi reconhecida como Melhor Atriz de Longa Metragem, reafirmando a força e a presença das mulheres do cinema brasileiro no cenário internacional.

“Tente Sua Sorte” marca a estreia de Guenia Lemos na direção e combina elementos do cinema fantástico e do universo circense para abordar a violência contra a mulher — uma realidade que ainda encontra silêncio e resistência. A produção é assinada por Diana Moro, e o elenco conta com Mauro Zanatta, Guta Stresser, Eliane Campelli, Regina Vogue, Gabriel Gorosito e Adriano Petterman.

A noite também foi de grandes conquistas para o cinema brasileiro: Mariana Brennand levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro, este último dividido com Felipe Sholl, Carolina Benevides, Camila Agustini, Marcelo Grabowsky e Antonia Pellegrino. Já Bárbara Paz foi consagrada como Melhor Diretora de Documentário, completando um pódio feminino de talento e potência.

 

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Jornalista, bailarina clássica e dançarina de salão. Apaixonada por cultura em geral, especialmente dança e musicais.

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