
Foto: Lucas Sampaio e Marcelo Adnet em “Hotel Amor”
Marcelo Adnet interpreta uma versão de si mesmo em “Hotel Amor”, coprodução Brasil-Portugal dirigida pelo brasileiro Hermano Moreira. Distribuído pela Imovision, o filme chegou aos cinemas nesta úlitma quinta-feira, 24. Rodada quase inteiramente em plano-sequência, a comédia acompanha Catarina (Jessica Athayde), gerente workaholic de um tradicional hotel em Lisboa que vê a rotina virar de cabeça para baixo quando o empreendimento é vendido. Pressionada a provar seu valor à nova administração, ela precisa dar conta de uma equipe imprevisível, hóspedes excêntricos e um fantasma do passado que volta para bagunçar ainda mais os corredores.
O ponto de partida do filme veio de uma experiência real de Hermano Moreira, cineasta com carreira construída entre Brasil e Portugal.
“A ideia de fazer o filme surgiu depois que eu conheci o Hotel Roma, que é um hotel tradicional no centro de Lisboa. Quando a gente viaja é bem recebido, seja a trabalho ou em férias, mas para quem trabalha no local é super estressante. Muitos hóspedes não são educados, é sempre uma grande confusão e eu quis retratar esse backstage”, conta o diretor.
A escolha pelo plano-sequência nasceu dessa mesma intenção. Em vez de recorrer à montagem tradicional, Moreira preferiu posicionar a câmera como um voyeur e manter o espectador dentro do hotel, acompanhando o ritmo dos funcionários em tempo real. “E como ilustrar isso da melhor maneira possível, na minha visão? Com plano-sequência, para mostrarmos o quão frenético é a vida dos funcionários e, no caso do filme, da gerente Catarina. Por mais que a gente perdesse um pouquinho do lado cômico da história, porque comédia é muito edição, eu preferi colocar a câmera como um voyeur e situar o espectador dentro do hotel”, pontua o diretor.
Nesse cenário, Adnet vive um comediante brasileiro que desembarca em Lisboa para apresentar seu stand-up e acaba hospedado justamente onde tudo sai do controle. Completam o elenco Júlia Palha, Margarida Corceiro, Francisco Froes, Vera Moura, Lucas Dutra, Lucas Sampaio, Igor Regalla, Cléo Malulo e Raquel Tillo.
“Foi uma experiência maravilhosa descobrir um país que tem tanto em comum com a gente e, ao mesmo tempo, tantas diferenças. E são essas diferenças que fazem com que o encontro entre o cinema português e o brasileiro seja ainda mais rico. Aprendi muito trabalhando por lá, com o elenco e com a direção. O filme é maravilhoso, praticamente todo em plano-sequência, e tem um humor muito leve. Fico muito feliz com o lançamento aqui, porque acho que Brasil e Portugal têm muito a fazer juntos, não só no audiovisual”, afirma Marcelo Adnet.
Sinopse
Quando o hotel onde a workaholic Catarina trabalha é vendido, ela precisa provar que sabe manter tudo em pé, mesmo com uma equipe desastrosa, entre hóspedes pra lá de esquisitos e um fantasma do passado que aparece para revirar os seus sentimentos, confusões e crises existenciais.
Elenco
- Jessica Athayde: Catarina
- Francisco Froes: Luís
- Vera Moura: Telma
- Júlia Palha: Júlia
- Lucas Dutra: Diogo
- Lucas Sampaio: Elizandro
- Igor Regalla: Armando
- Cléo Malulo: Orlanda
- Raquel Tillo: Emma
- Marcelo Adnet: Marcelo
- Margarida Corceiro: Patrícia
Ficha Técnica
- Direção: Hermano Moreira
- Roteiro: Bruno Bloch
- Produção Executiva: Hermano Moreira, Justin Amorim e Talita Antunes
- Produção: Luísa Barros
- Direção de fotografia: Otavio Pupo
- Direção de arte: Bruna Boavida
- Figurino: Rita Prieto Alves
- Som: Alexandre Franco
- Montagem: André Magri
SOBRE A IMOVISION
Distribuidora presente no Brasil há mais de 35 anos , a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema, tendo lançado mais de 600 filmes no Brasil. A distribuidora tem em seu catálogo realizações de consagrados diretores internacionais e nacionais, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza, Toronto e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision foi a responsável por introduzir no Brasil cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos, como o Movimento Dogma 95 e o cinema iraniano.









