Festival de Teatro do Rio – Teatro Riachuelo

 

O ArteCult realizou cobertura especial do Festival de Teatro do Rio, que ocorreu no Teatro Riachuelo (@teatroriachuelorio), em outubro e novembro de 2025, acompanhando três espetáculos que marcaram a cena teatral.

“Ficções”(@ficcoesespetaculo), estrelado por Vera Holtz (@veraholtz), é baseado no best-seller “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, de Yuval Noah Harari. Este livro explora a capacidade humana de criar e acreditar em narrativas imaginárias ou “pautas fictícias”.
No contexto do espetáculo, as “ficções” (ou pautas ficcionais) abordam:
  • Crenças Coletivas: A ideia central é que os seres humanos dominam o planeta não por sua força física individual, mas pela sua habilidade única de cooperar em grande escala, o que só é possível através da crença compartilhada em “ficções”. 
  • Exemplos de Ficções: Isso inclui conceitos como dinheiro, leis, religiões, nações e identidades corporativas, que não existem na natureza, mas que a humanidade coletivamente concorda em seguir.
  • Reflexão Cênica: No palco, Vera Holtz (em um “duólogo” com o músico Federico Puppi) convida o público a refletir sobre o que é real e o que é invenção em suas próprias vidas, e como essas narrativas moldam a sociedade e a condição humana. A atriz se desdobra em vários personagens e interage com a plateia, tornando a experiência um mergulho poético e instigante.

Recepção e reconhecimento

A peça “Ficções”, estrelada por Vera Holtz, foi aclamada pela crítica e recebeu diversos prêmios importantes do teatro brasileiro. 
Os principais prêmios e reconhecimentos incluem o Prêmio Shell de Melhor Atriz para Vera Holtz e o Prêmio APTR de Melhor Atriz para Vera Holtz Melhor Música para Federico Puppi

Imagem: divulgação

O Céu da Língua” (@ceudalingua) é uma celebração da língua portuguesa, combinando humor, poesia e reflexões sobre a linguagem. O monólogo de Gregório Duvivier (@gduvivier) defende que a poesia está no cotidiano, misturando o erudito e o popular para mostrar como as palavras são ferramentas do dia a dia. O espetáculo também homenageia grandes nomes da literatura e da música brasileira, como Machado de Assis e Caetano Veloso.
Pontos principais:
  • Poesia no cotidiano: A peça argumenta que a poesia não é exclusiva de poetas “de torre de marfim”, mas está presente nas expressões e metáforas que usamos diariamente.
  • Linguagem como ferramenta: Duvivier utiliza o humor para desmistificar a literatura, mostrando que ela é uma ferramenta para “atravessar o dia” e não apenas para ser estudada academicamente.
  • Homenagem à língua portuguesa: O título, “O Céu da Língua”, é uma metáfora para a boca e a linguagem, que podem nos levar a “deleites” e ao “céu” através da poesia e da comunicação.
  • Mistura de referências: O espetáculo mescla o erudito com o popular, com citações a autores como Camões, Machado de Assis, Clarice Lispector e nomes da música como Caetano Veloso, Vinícius de Moraes e Orestes Barbosa.
  • Humor e metáforas: Através do humor, o espetáculo explora metáforas mortas e o uso popular de palavras, como “irado” e “sinistro”.
  • Crítica à imposição linguística: Em entrevistas, o autor expressou ser contra tentativas de impor mudanças linguísticas de cima para baixo, defendendo um diálogo mais aberto com o público sobre a língua. 
Recepção e reconhecimento
  • A peça foi elogiada pelo público e pela crítica, conquistando  Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator para Gregório Duvivier.

 

Imagem: divulgação

A pauta “Prima Facie” (@primafaciebrasil) com Débora Falabella (@deborafalabellaoficial) se refere à peça teatral em que ela atua como protagonista, uma advogada criminalista bem-sucedida que sofre um estupro e é forçada a confrontar o sistema jurídico que ela mesma representa. O monólogo, dirigido por Yara de Novaes, aborda temas como o impacto do assédio e abuso sexual e a representatividade feminina no Direito. A peça é uma adaptação do texto da dramaturga Suzie Miller, aclamada por sua abordagem sobre as injustiças do sistema.
Sobre a peça
  • Enredo: Uma advogada brilhante que se torna vítima de um crime sexual, o que a força a reviver seu papel no sistema de justiça de forma diferente, questionando suas convicções e a própria lei.
  • Papel de Débora Falabella: A atriz protagoniza um monólogo, assumindo sozinha todos os personagens e narrando a história de Tessa.
  • Direção: Yara de Novaes dirige a montagem brasileira do texto, que já fez grande sucesso em diversos países.
  • Temática: A peça levanta questões sobre o assédio sexual, o abuso, a justiça e a misoginia dentro do sistema jurídico. 
Recepção e reconhecimento
  • O espetáculo também gerou importantes debates sobre a violência contra a mulher e inspirou a criação de leis no Reino Unido, país de origem do texto original. 

 


Floriano Salvaterra

 

 

 

 

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Author

Floriano Salvaterra, engenheiro eletrônico pelo ITA, MBA em gestão de projetos pela FGV, mestrado em sistemas de gestão pela UFF, doutorando em engenharia biomédica pela UFRJ, PMP pelo Project Management Institute. É consultor, palestrante e professor de cursos de gerenciamento de projetos, de gestão empresarial, de business intelligence, business analytics nas instituições FGV e ESPM. Possui mais de 20 anos de experiência em gerenciamento de projetos e contratos nas indústrias Automobilística, de Defesa, de Óleo & Gás, além de projetos nas áreas esportiva e médica, dentre os quais destacaram-se: Projeto SIVAM, Plataformas P51, P56 e Replicantes da Petrobras e, ainda, a Petroquímica Braskem, Beach Soccer do Clube de Regatas do Flamengo e escritório de projetos do INCA. Contatos: floriano@engha.com.br

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