
A demissão costuma chegar sem pedir licença
Mesmo quando já era prevista, ela carrega um impacto profundo, que vai além da perda do emprego.
Afeta a autoestima, a segurança emocional e, muitas vezes, a forma como a pessoa enxerga a própria trajetória profissional.
Ao longo da minha atuação com líderes e profissionais em transição de carreira, percebo que o desligamento raramente é apenas um evento corporativo.
Ele é, antes de tudo, um momento humano — e exatamente por isso precisa ser tratado com consciência, estrutura e estratégia.
O impacto emocional não pode ser ignorado.
A primeira reação à demissão costuma ser emocional.
Sentimentos como medo, raiva, frustração e insegurança são naturais.
Ignorá-los ou tentar “seguir em frente” rapidamente pode gerar bloqueios que se manifestam mais adiante, especialmente em entrevistas e processos seletivos.
Reconhecer a dor não é sinal de fraqueza.
É sinal de maturidade emocional.
Quando a pessoa acolhe o que sente, ela recupera clareza para agir.
É muito importante vivenciar esse luto!
Do choque à organização: o início da virada
Após o impacto inicial, é fundamental sair do estado reativo e entrar em um movimento organizado.
Esse é o momento de olhar para a realidade com objetividade, sem julgamento excessivo.
Algumas atitudes fazem toda a diferença:
- Organizar a vida financeira para reduzir a ansiedade;
- Analisar o desligamento com maturidade, buscando aprendizados;
- Retomar uma rotina produtiva;
- Atualizar currículo, LinkedIn e materiais profissionais.
A organização externa ajuda a estabilizar o emocional interno.
Reposicionamento: mais do que buscar vagas
Um erro comum após a demissão é tentar retornar ao mercado repetindo exatamente o mesmo modelo profissional de antes.
No entanto, a pergunta mais importante não é “onde há vagas?”, mas sim: quem eu sou profissionalmente hoje?
O reposicionamento exige reflexão:
- Quais competências realmente me diferenciam?
- Que ambientes fazem sentido para mim agora?
- Que tipo de liderança eu exerço ou desejo exercer?
Sem clareza de posicionamento, o profissional se torna apenas mais um currículo na pilha.
Firmeza para se apresentar ao mercado.
O mercado não espera profissionais perfeitos, mas espera profissionais conscientes.
A forma como alguém fala sobre sua demissão diz muito sobre sua maturidade.
É fundamental construir uma narrativa firme, sem vitimização, mas também sem endurecimento.
A demissão não precisa, e não deve, ser escondida — ela precisa ser compreendida e bem comunicada.
Ativar a rede de contatos, preparar-se para entrevistas e sustentar emocionalmente o processo são atitudes que exigem disciplina e autoconfiança.
Recolocação não acontece por impulso, mas por constância.
Da demissão à recolocação: um processo, não um salto
A transição saudável passa por etapas claras:
- Acolher o impacto emocional;
- Organizar a vida prática;
- Revisitar a trajetória profissional;
- Definir um posicionamento consciente;
- Comunicar-se com clareza e segurança;
- Sustentar o processo com equilíbrio emocional.
Cada etapa ignorada costuma reaparecer como obstáculo mais adiante.
O papel da Projetando Pessoas nesse caminho:
Na Projetando Pessoas, acompanho profissionais que precisam mais do que um novo cargo — precisam de direção, confiança e clareza sobre quem são e o que entregam.
Estamos falando de auto-conhecimento e de visão do seu papel no mercado de trabalho.
O trabalho não é apenas preparar para entrevistas ou revisar currículos e perfis em redes sociais, superar as IAs e os filtros das plataformas de vagas de emprego, mas fortalecer a auto-estima, o protagonismo, alinhar identidade e estratégia, e acima de tudo apoiar decisões mais conscientes de carreira e liderança.
Porque recolocação não é apenas voltar ao mercado.
É voltar para si — e avançar com mais propósito!
Se você está vivenciando esse momento, entre em contato com a Projetando Pessoas pelas redes sociais ou pelo whatsapp (21)98819-7560
Por Sandra Portugal
Fundadora da Projetando Pessoas | Mentora de Liderança e Desenvolvimento Humano










Excelente reflexão. Põe o humano no centro do debate, com todas as duas virtudes e fraquezas.
Uma leitura bastante necessária. Porquê não precisamos de garantias (porque não há), mas de coragem e prudência.
Obrigado pela partilha, Sandra.
Obrigado, mesmo.