
Cucaracha e Theobalda. Foto: Divulgação
Um beijo e um abraço inesperado e, de repente, vi uma criança como um coala, agarrada a mim. No dia nove de julho, fui assistir a Cucaracha e Theobalda, duas palhaças que se apresentavam em uma escola pública por meio de um edital da Secretaria de Cultura da cidade. E por que escrever sobre isso? Porque é impossível não reconhecer a grandiosidade desse trabalho e sua importância.
Nós, artistas, sabemos bem que, quando saímos do palco italiano, perdemos muito: o teatro oferece iluminação mais potente, caixas de som melhores, entre outras ferramentas que embelezam a obra. No entanto, ao deixarmos esse “conforto”, recebemos de volta um afeto que muitas vezes nem imaginaríamos existir. A meu ver, todos os espetáculos teatrais deveriam estar prontos para serem apresentados fora desse espaço, para que muitos artistas compreendessem o que escrevo. O afeto que recebemos quando estamos em um território de vulnerabilidade é imenso e capaz de encher o coração. Além disso, há uma máxima que todo artista deveria seguir: estar onde o povo está. E o povo, de fato, não está nos teatros. Por mais gratuidades que ofereçamos de vez em quando, ainda existem os custos de passagem e outros gastos para chegar até lá, o que dificulta a criação do hábito de ir ao teatro. Quando o artista se apresenta em uma escola pública ou na rua, por exemplo, ele cresce por dentro, pois coopera com o país, com seu progresso, e abraça a democratização do acesso à arte.

Cucaracha e Theobalda. Foto: Divulgação
Estive em algumas escolas através do Instituto Cultural Vale e afirmo: não há sentimento tão amável vindo do público quanto esse. É uma semente que plantamos e da qual não sabemos ao certo onde vai germinar ou como vai se ramificar — apenas sabemos que a semente foi plantada.
A obra foi montada durante a pandemia. Lembro-me bem dessas atrizes na tela: chamaram muitíssimo minha atenção pelas cores e pela capacidade de nos fazer rir em um momento tão preocupante. Tive a oportunidade de conhecê-las presencialmente e posso dizer: que sorte a minha!
Primeiro, a montagem apresenta exatamente o que o público-alvo necessita — e isso é fantástico. O trabalho traz estilos musicais diversos, ou seja, as crianças têm a oportunidade de experimentar diferentes aprendizagens e sensações. A coordenação motora também é estimulada durante a apresentação, assim como a memória, o que resulta em um olhar pedagógico riquíssimo. Letras bem desenhadas e compostas, apropriadas ao público. Uma banda com diversos instrumentos e duas palhaças premiadíssimas no palco, trazendo muita alegria e conquistando adultos e crianças — isso é mais que suficiente para seguir o caminho da arte, abrindo portas ao desenvolvimento. Julgo esse trabalho muitíssimo eficiente para os pequenos.
Sinopse
Um show musical autoral, lúdico e interativo, criado especialmente para o público infantil e para toda a família!
Uma pausa para brincar, apurar os sentidos, rir e se deliciar coletivamente.
As palhaças Cucaracha e Theobalda realizam uma apresentação musical acompanhadas por uma banda de excepcionais músicos, criando um momento único, irreverente e inesquecível — daqueles que reverberam na memória do espectador, provocando uma experiência que suspende a realidade através do encantamento, do riso, da música e da emoção.
No YouTube, encontramos material para as crianças se divertirem, e, nas plataformas musicais, o trabalho pode ser ouvido durante uma viagem ou em uma festa infantil. É um trabalho rico, que nos permite apenas agradecer por esses artistas.
Inscreva-se no CANAL @cucarachaetheobalda : youtube.com/@cucarachaetheobalda
Confira também no Spotify:
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E, é claro, fiquem de olho na página social das meninas no Instagram:
Ficha Técnica
Cucaracha e Theobalda
- Direção Geral/Palhaças: Florencia Santángelo e Raquel Theo
- Direção musical: Rodrigo Sestrem
- Preparação Vocal: Adriana Picollo
- Músicos: Gabriel Tauk, Francisco Ytida, Andersom Maia

Paty Lopes (@arteriaingressos). Foto: Divulgação.










