CANCIONEIRO CRÔNICO : Novo livro de Mauro Oddo. Confira a entrevista exclusiva!

 

Mauro Oddo Nogueira: entre a engenharia, a poesia e a serra fluminense

 

Mauro Oddo Nogueira é uma personalidade que transita com naturalidade entre o rigor da ciência e a leveza da arte.

Engenheiro mecânico e administrador pela UFF, mestre em Engenharia de Produção e doutor em Engenharia de Sistemas e Computação pela Coppe/UFRJ, construiu uma sólida carreira acadêmica e profissional. Atuou em cargos de direção em empresas públicas e privadas, foi consultor em gestão organizacional e gestão da qualidade, além de professor em instituições como PUC-RJ, Ibmec-RJ e Copead/UFRJ. Hoje, é pesquisador do Ipea, dedicando-se a estudos sobre produtividade, micro e pequenas empresas, informalidade e precarização do trabalho.

Mas Mauro não se limita ao universo acadêmico. Ele é também escritor e poeta, autor de Um Pirilampo no Porão, obra que ilumina os dilemas da produtividade e da informalidade no Brasil.

Mauro também é também autor de um capítulo do livro “Produtividade no Brasil: desempenho e determinantes”, organizado por Fernanda De Negri e Luiz Ricardo Cavalcante, que foi finalista do 57⁰ Jabuti (2015), e do livro de poesias “Pó é, mas...” pela Editora Itapuca (2021).

Sua produção literária já lhe rendeu reconhecimento: em 2024, foi semifinalista do prêmio literário Prata da Casa, promovido pela Casa Brasileira de Livros, com o poema As Pedras Não Falam.

E Mauro está lançando seu novo livro, “Cancioneiro Crônico: as melhores crônicas niteroienses do mundo“. O evento acontecerá na Blooks Livraria Niterói (Rua Miguel de Frias, 09 – Icaraí ) , dia 24/09 (quinta feira), das 18h às 20h.

 

Mauro é também um dos maiores agitadores culturais do estado do Rio de Janeiro, sendo um dos criadores e organizadores oficiais do LumiAR-TE, festival que há 12 anos movimenta os distritos de Lumiar e São Pedro da Serra, na serra fluminense. O evento reúne música, poesia, artes visuais e performances, transformando a região em um polo vibrante de encontros artísticos e comunitários.

Além da engenharia e da pesquisa, Mauro cultiva a poesia, a fotografia e já se aventurou pelo teatro, mostrando que sua trajetória é marcada pela pluralidade e pela busca constante de diálogo entre razão e sensibilidade.

Mauro Oddo Nogueira, esse nosso querido amigo, é um intelectual-artista que une ciência e cultura, esse cancioneiro crônico cuja obra vai do pensamento sobre desenvolvimento e políticas públicas até a celebração da vida comunitária e artística.

Sua presença no LumiAR-TE e o reconhecimento literário no Prata da Casa reforçam sua identidade como alguém que ilumina, com palavras e ações, os espaços que habita!

Entrevista com Mauro Oddo Nogueira

Nós do AC POR AÍ tivemos o imenso prazer de conversar um pouco com o autor, sobre sua obra, sobre sua vida… Confira abaixo!

1. Mauro, sua trajetória transita entre a engenharia e a poesia. Como se dá esse diálogo entre razão e sensibilidade na sua vida e na sua obra?

Mauro Oddo Nogueira. Foto: DIvulgação.

“Eu sempre tive desde garoto uma preocupação com o mundo, com uma sociedade melhor, com uma sociedade mais justa, com um ser humano mais digno e a construção desse mundo mais justo eu acho que ela vai de uma ponta das Ciências…de você construir condições materiais de vida melhores e aí passa pela pela Física pela Matemática, e que se se conflui na engenharia que acabou sendo minha formação acadêmica. E na outra ponta, pela Arte, pelo prazer estético e aí eu sempre gostei muito de Literatura, de Música, particularmente Música Popular Brasileira, de Fotografia, naveguei nesses três mundos, e no centro disso eu colocaria o ser humano, aí a sociologia, antropologia e economia que é com que hoje eu estou trabalhando, em pesquisa econômica. Eu acho que isso tudo se complementa nessa construção de um mundo melhor.”

 

2. Você construiu uma carreira sólida na Academia e na pesquisa, mas também se dedica intensamente à Literatura. Em algum momento essas duas áreas entram em conflito ou elas se complementam?

“Eu acho que em nenhum momento essas áreas entraram em conflito, pelo contrário, como eu acabei de falar na questão anterior, acho que elas efetivamente se complementam. Eu acho que a pesquisa, a academia, é uma forma de tentar desenvolver e produzir conhecimento para melhorar o mundo de um modo geral. E a arte é uma contribuição de alguma maneira pra isso. Eu acho que isso tudo faz parte do mesmo contexto, do mesmo universo.”

 

3. Seu livro Um Pirilampo no Porão aborda dilemas da produtividade e da informalidade no Brasil. Como foi o processo de transformar temas tão técnicos em uma narrativa literária? 

O pilirampo no porão é o primeiro livro em que tem, pelo menos que eu tenho conhecimento no Brasil, que tenha a questão das micro e pequenas empresas, da produtividade dessas empresas da informalidade como elemento central. E a partir de um dado momento minha trajetória de pesquisa começou a olhar pra isso e a identificar a produtividade e a informalidade, a politicidade das pequenas empresas como um elemento, um desafio central no desenvolvimento sócio-econômico do país. A politicidade como uma grande barreira para que a gente supere essa nossa imoral e perversa  desigualdade socio-ecônomica. E daí veio a producão do Pirilampo. E na minha redação acadêmica como um todo, a academia é muito hermética, usa-se uma escrita, uma linguagem muito fechada, a gente acaba escrevendo pra nós mesmos, pra dentro da bolha que nunca foi muito meu estilo de redação acadêmica eu sempre tentei pra ser lido pra ser entendido e aí de certa maneira minha atuação como escritor, como poeta, como cronista, me instrumentalizam para tentar fazer uma escrita menos árida. E eu acho que o Pirilampo é o resultado disso.”

 

4. Em Pó é, mas… e em seus poemas premiados, como As Pedras Não Falam, há uma força imagética muito presente. De onde vem sua inspiração poética: da Serra Fluminense, da vida cotidiana ou da reflexão intelectual?

“A minha inspiração poética, a minha inspiração literária ela vem do do cotidiano do olhar pela janela, quando eu olho pela janela, e toda a minha trajetória ela ajuda a filtrar, compreender, interpretar e se olhar. Então é a reflexão intelectual, minhas relações artísticas, isso tudo entã0 só compõe esse processo de inspiração, ele é muito focado no que eu vejo pela janela e aí seja do o que eu vejo do social, o que eu vejo do afetivo, e isso tudo é o que que resulta na arte que eu faço. E não só na arte. Eu brinco, eu digo que minha profissão é de contador de história. Eu sou, no fundo um contador de história… e eu conto história, eu sou professor minha vida inteira, conto história dando aula. E eu fui consultor por muitos anos, então contar histórias para as empresas, para as instituições que a gente dá consultoria, produção acadêmica, lives, entrevistas, arte e literatura. Isso tudo, no fundo, é contar histórias. Contar histórias da vida, contar histórias do mundo. E isso tudo é a minha interpretação do mundo que eu vejo pela janela, e que eu coloco nisso tudo, seja na producao acadêmica, no magistério, na produção técnica e na arte.”

 

5. O LumiAR-TE, festival que você ajudou a criar, já é um marco cultural na Serra Fluminense. Qual é o papel da arte comunitária na sua visão de desenvolvimento social?

Coletivo LumiAR-TE: Jodar de Castro, Thadeu Camargo, Mauro Oddo, Debora Magalhães e Magda Feitoza. 11° LumiAR-TE em 2025. Foto: Rapha Gomide/ArteCult

“O LumiAR-TE foi uma ideia que tive há doze anos atrás, pela percepção de que a gente tem em São Pedro da Serra e Lumiar. Duas cidades que vivem de cultura, vivem de arte, e vivem efetivamente disso porque elas vivem hoje fundamentalmente de turismo, e é um turismo muito baseado na arte e na cultura e na natureza, são os dois produtos de turismo que as cidades oferecem. Mas essa produção artística enorme e histórica dessas cidades ela nunca teve uma organicidade e uma estruturação pra dar visibilidade. Uma visibilidade maior e uma organicidade, mesmo para essa produção cultural. E ai daí veio essa ideia e a gente construiu o LumiAR-TE com essa linda trajetória que ele tem. E você me pergunta sobre a arte comunitária, eu acho que a arte é um produto comunitário, historicamente é um produto comunitário, a arte é uma forma de encontro das pessoas, dai até o LumiArRTE se chamar um encontro de arte, a arte é o caminho pro encontro. A estética, ela é um caminho do sublime, e de um sublime coletivo… e ela está muito associada a não só ao desenvolvimento intelectual, mas também ao desenvolvimento econômico. Eu acho que a arte produz um passo adiante para o ser humano”

 

6. Seu novo livro, Cancioneiro Crônico: as melhores crônicas niteroienses do mundo, celebra Niterói. O que essa cidade representa para você e como ela se reflete nas crônicas?

“Niterói… eu sou Niteroiense e absolutamente convicto e bairrista! Nasci em Nitéroi e vivi em Niteroi minha vida inteira. Amo essa cidade, sai daqui por duas vezes, morei dois anos no Rio, voltei do Rio de Janeiro… morei três anos em Brasilia, voltei e eu amo Niteroi, eu amo essa cidade,  toda minha história de vida está aqui, eu brinco que Niterói é a capital secreta do mundo, a grande Niterói.
Que Niterói é o centro dela que tem, na sua periferia, São Gonçalo, ltaboraí, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São João de Meriti… Essa brincadeira com essa cidade, que é uma paixão minha e o “Cancioneiro” foi escrito em Niterói e de certa maneira assim, de Niterói olhando o Brasil e olhando o mundo… é isso.”

 

7. Para finalizar, quais são seus próximos projetos literários e culturais? Há novas obras ou iniciativas que já podemos esperar?

“Como projetos literários, tenho mais dois livros pra sair da gaveta. O primeiro é um livro infantil que está pronto. Passando a publicação do Cancioneiro, devo publicá-lo. Também se chama Pirilampo o livro infantil, está muito bonito. E um outro livro de poesia que está praticamente pronto. Não esta pronto ainda, faltam uns poucos poemas pra fechá-lo e será o próximo filhote.
Em breve a gente vai ter mais esse dois livros aí pra compartilhar!”

 

Confira o convite do Mauro:

 

Não percam o lançamento de CANCIONEIRO CRÔNICO de Mauro Oddo Nogueira!

 

SERVIÇO

Cancioneiro Crônico: as melhores crônicas niteroienses do mundo“.

  • Onde: Blooks Livraria Niterói (Rua Miguel de Frias, 09 – Icaraí )
  • Quando: 24/09 (quinta feira), das 18h às 20h.

 

Texto da Orelha do Livro:

“Este Cancioneiro Crônico revela uma ambição que não é pequena: compreender o Brasil recente sem recorrer nem ao desespero absoluto nem à cegueira voluntária. A crônica, quando bem exercida, pede ao autor que pense sem parecer pensar, que observe sem ostentar método e que sobreviva ao próprio instante que a gerou — façanha que poucos conseguem. Aqui, com efeito, consegue-se. Em meio a um cenário que convidaria ao panfleto ou ao lamento, o autor prefere um caminho mais sinuoso: observa, comenta, ironiza e, quando o leitor espera uma conclusão categórica, oferece-lhe uma dúvida bem formulada — o que, convenhamos, é muito mais útil. O país abstrato é continuamente confrontado com o país vivido. Ao final, o leitor talvez experimente a impressão de ter pensado mais do que esperava. É um efeito raro — e, por isso mesmo, digno de nota.”

 

Resenha

“Cancioneiro Crônico é daqueles livros raros que conseguem transformar o caos brasileiro em leitura envolvente e surpreendentemente prazerosa. Observando, a partir da cidade de Niterói, um cenário marcado por pandemia, crises e ruídos políticos, o autor recusa tanto o desespero quanto o simplismo e opta por um caminho mais inteligente: observa, ironiza, canta e convida o leitor a pensar. O resultado é uma obra que não entrega respostas prontas, mas algo mais valioso: dúvidas bem formuladas e uma leitura que permanece depois da última página. Ao longo das crônicas, o país abstrato das estatísticas é constantemente confrontado com o país vivido, aquele das pequenas histórias, dos personagens discretos e das contradições cotidianas. Esse movimento ganha força com recursos narrativos originais, como os diálogos com o editor e a presença constante da música popular brasileira, cujos versos atravessam o texto como verdadeiras chaves de leitura. Aqui, canções não ilustram, e sim interpretam o Brasil com uma precisão que dispensa qualquer explicação adicional. Com linguagem que oscila entre o rigor da norma culta e a irreverência da escrita digital, o livro constrói uma crítica bem-humorada — nem por isso menos contundente — aos tempos atuais. Entre canções dados, memórias e ironias, Cancioneiro Crônico entrega ao leitor algo cada vez mais raro: a sensação de ter pensado mais do que se esperava, sem abrir mão do prazer da leitura. Um livro que se lê como quem escuta boa música, atento às repetições, às variações e ao que ecoa depois do silêncio.”

 

PRELÚDIO do livro

Já íamos para dois meses de isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 – eu e minha esposa confinados em Niterói, a megalópole mais charmosa do mundo – quando meu querido amigo, o escritor, poeta, terapeuta e, antes de tudo, pernambucano André Resende me telefona para contar uma coisa. Ele e Fernando Burjato, artista plástico e também escritor, estavam criando uma revista eletrônica semanal, a ser publicada aos domingos no Facebook. Seria dedicada a textos curtos, obrigatoriamente em prosa, e que viriam acompanhados de uma arte gráfica. Chamaram-na Mundo Desejante! Achei a ideia excelente e parabenizei efusivamente! Foi aí que veio o convite: “Você é poeta, escritor, tem um texto fluido, e uma boa visão de política e economia. Não topa escrever uma crônica semanal para, em linguagem leve e leiga, ‘trocar em miúdos’ sua análise da conjuntura?” Tomado de supetão, pedi uns dias para pensar. Mas a tal da mosca azul me mordeu e eu topei. No dia 17 de junho de 2020 enviei minha primeira crônica, que saiu publicada no dia 21. Não sei de onde veio a ideia – na verdade, sei sim: sou um apaixonado pela MPB e um músico frustrado –, mas a primeira crônica teve como mote o título de uma icônica canção de Geraldo Vandré: “Pra não dizer que não falei das flores”. Na segunda crônica retomei a ideia, dessa vez citando versos de duas canções na composição do texto. Assumi, então, a citação de versos de canções da MPB com o fio condutor de cada uma das crônicas. Daí foram 54 crônicas semanais, praticamente ininterruptas até 08 de agosto de 2021. Durante esse período desenvolvi profundo respeito e admiração por aqueles que têm a crônica como meio de vida. Em primeiro lugar pelo fato desse estilo literário (tão nosso) ser tido por muitos como “menor” quando, na verdade, é mais que “maior”. A crônica é, certamente, a “literatura da realidade” e, para muitos, a porta de entrada para a literatura e a alfabetização sócio/política/econômico/artística/etc. Bem… quantos são esses muitos não tenho como precisar, mas pelo menos para mim foi assim. Rendo aqui minha modesta reverência a Carlos Eduardo Novaes, que em meados dos anos 70 desempenhou para mim, com suas crônicas no saudoso JB, exatamente esse papel. Em segundo lugar, pelo gigantesco desafio que é ter o compromisso de semanalmente se sentar em frente a um teclado, com uma folha em branco na frente (hoje uma tela em branco) e parir um texto minimamente coerente, dentro de um limite determinado de palavras e, preferencialmente, com alguma qualidade. Pois bem, durante mais de um ano creio que consegui cumprir razoavelmente o primeiro requisito e eventualmente o segundo… E aqui rendo minha homenagem a tantos e tantos cronistas que, durante anos a fio, conseguem cumprir os três requisitos. Pois bem… nesse momento as atribulações diárias começaram a pesar e passei a não dar mais conta das crônicas semanais. E elas começaram a espaçar… E, até o final de 2021 consegui produzir somente mais 6 crônicas, quando acabei por abandonar definitivamente a “pena” (e, no caso, considerando as canções, também a “batuta”). Ficou, pois, toda a coleção de crônicas guardada na gaveta (no caso, no HD). Mas devo confessar vê-las registradas virtualmente nunca me satisfez por completo. Acredito que todo escritor tem o desejo, senão a pulsão, de ver seus escritos impressos em uma boa e velha folha de papel. A vontade de reuni-las em um livro nunca me saiu do coração. Além disso, havia três crônicas que eu havia guardado de reserva que eu queira muito publicar. Um segredo: trata-se de uma estratégia. Em uma semana de inspiração, a gente escreve duas crônicas e deixa uma delas guardada para um momento de “seca”. Mas o projeto foi sendo adiado por uma razão imperativa. Havia uma crônica que eu não havia escrito, tinha somente a ideia na cabeça. Mas me era inconcebível publicar o livro sem que ela dele fizesse parte. Só que se passaram 4 anos sem que eu conseguisse escrevê-la. No final de 2025 ela finalmente nasceu. E, portanto, o livro poderia nascer também. Como se tratam de crônicas, é natural que tenham um forte caráter conjuntural, o que poderia fazer com que, passados mais de quatro anos, os textos acabassem por ficar velhos. Há quem sustente que as boas crônicas são atemporais. Mesmo consciente disso, resolvi assumir o risco. De todo modo, como a realidade em nosso amado país (e em nosso sofrido planeta) muda bastante lentamente, creio que muito pode ser aproveitado pelo leitor. Mais até do que isso: acredito que o que é efetivamente conjuntural desses escritos diz respeito a um período que precisa ficar definitivamente registrado por todos os meios possíveis, para que tudo de trágico e de complicado e, por que não, de bom que ele representou fique consignado em nossa História e guardado em nossa memória. A crônica que faltava aparece como “coda”(*) da obra e tenho certeza que – não pela qualidade literária, mas pela história que conta – sua leitura fará com que o leitor compreenda porque não poderia deixar de incluí-la no livro. Espero que tenham o mesmo prazer em lê-las quanto tive em escrevê-las. Aproveito para agradecer ao André pelo lindo convite e ao Fernando pelo espaço que me foi dado na Mundo Desejante.

PS. A Mundo Desejante continua ativa no Facebook. Recomendo MUITO que a acompanhem.

(*) Coda é a peça de fechamento de uma obra artística, usualmente se refere à uma obra musical.

 

Mauro Oddo por Mauro Oddo

“Mauro Oddo Nogueira é um agnóstico empedernido. Porém, sendo também ecumênico e não materialista, é filho de Oxaguian e Oxum e devoto de São Francisco.

Admirador do Tao, seu Yin é produtor cultural – sendo um dos criadores e produtores do LumiAR-TE –, fotógrafo e poeta. Participou de diversas antologias poéticas e publicou, pela Itapuca, o livro “Pó É, Mas…” Agora se aventura pela crônica.

Já seu Yang é engenheiro mecânico, administrador de empresas, Mestre em engenharia de produção e Doutor em engenharia de sistemas e computação. Há mais de quinze anos atua como pesquisador e professor do Mestrado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), onde se dedica ao estudo da economia das micro e pequenas empresas, da informalidade – ou, como prefere, da semiformalidade – e da precarização do trabalho, tendo publicado vários livros e dezenas de ar gos sobre os temas.

Nascido em 1961, é niteroiense convicto (diga-se de passagem, um pleonasmo) e lumiarense por devoção, tendo, portanto, dupla nacionalidade.

Marido da Débora e pai do Cauê, foi recentemente adotado por um gatinho muito fofo chamado Maraca.” (Mauro Nogueira Oddo)

Author

Simone Miranda Editora de Conteúdo e Colunista do Portal ArteCult. Através da minha Coluna AC POR AÍ, dou dicas de viagens, gastronomia, escrevo sobre arte, cultura e atualidades. Sou formada em Design para Redes Sociais pelo SENAC - RJ. Sou artista plástica, artesã, amo o belo, escrever, ver o sol nascer... Contemplar a Lua! Gosto de cheiro de mato, banho de cachoeira, e não negocio a minha paz! Sinto a energia das pessoas de longe, portanto, procuro estar somente onde me sinto bem! Conheça minha coluna! Vem comigo, vem! ❤️

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