Barra de Camaratuba é onde o rio encontra o mar e o tempo desacelera


Por Álvaro Tàllarico

Vista do rio em Barra de Camaratuba (foto: Caroline Teixeira)

Vista do rio em Barra de Camaratuba (foto: Caroline Teixeira)

 

Ao norte da Paraíba, quase na divisa com o Rio Grande do Norte, Barra de Camaratuba é um daqueles lugares que te convidam ao silêncio. Um refúgio ainda pouco explorado pelo turismo de massa, onde a natureza pulsa com força e a cultura ancestral permanece viva. O acolhimento dos moradores é único e a cidade é organizada. A Tapioca da Maria em frente ao posto de saúde é parada obrigatória e salva nas noites de fome. Além do bom papo que rola com ela e sua família.

O rio que brilha ao entardecer

A beleza do local tem ainda o pôr do sol à beira do rio Camaratuba. Quando o dia se despede, a luz dourada reflete nas águas tranquilas e transforma a paisagem num espelho de calma. Um cenário quase cinematográfico, onde é fácil esquecer do tempo. É o tipo de pôr do sol que não pede aplausos, mas sim reverência.

Vista do rio em Barra de Camaratuba (foto: Caroline Teixeira)

Barra de Camaratuba (foto: Caroline Teixeira)

Barra de Camaratuba (foto: Álvaro Tàllarico)

 

Travessia e liberdade: Cardosas e mar aberto

Depois de contemplar o entardecer, atravessei o rio para chegar até o artesanato indígena e à Praia das Cardosas. Peguei uma trilha com sabor de mangue e aproveitei a praia deserta. No caminho, apreciei a vista, de um lado, o rio calmo; do outro, o mar aberto e extenso, com faixa de areia larga, coqueiros e poucas pegadas. Um convite para caminhar sem rumo, ou simplesmente deitar e ouvir o som das ondas.

Praia das Cardosas (foto: Caroline Teixeira)

Praia das Cardosas (foto: Caroline Teixeira)

Artesanato indígena: identidade viva

Na região, comunidades indígenas potiguaras mantêm vivas tradições culturais. O artesanato local — feito com fibras naturais, sementes e argila — carrega beleza e ancestralidade. É arte que fala do território, das lutas e da resistência. Uma parada obrigatória para quem viaja com o coração aberto e a mente curiosa.

Rota até a Baía da Traição

Após a imersão em Camaratuba, segui pela estrada até a Baía da Traição. O nome pode assustar, mas o lugar acolhe. Uma vila à beira-mar, com forte presença indígena e vistas deslumbrantes. Mas isso é tema para outra matéria.

Por que visitar Barra de Camaratuba

✔ Pôr do sol no rio
✔ Travessia para praias desertas
✔ Contato com comunidades indígenas
✔ Artesanato autêntico
✔ Natureza preservada e pouca movimentação turística

Dica de rota

✦ Chegue cedo e aproveite o dia na beira do rio

✦ Faça a travessia e a trilha para a Praia das Cardosas, almoce no Ronaldo

✦ Visite o ponto de artesanato indígena

 

Álvaro Tàllarico

 

 

 

 

 

 

Siga mais descobertas em @viventeandante

 

 

 

Author

Alvaro Tallarico é jornalista cultural formado pela UERJ, especializado em cobrir música, cinema e eventos culturais. Atua como colunista no Diário do Rio e repórter no FutebolBR, além de ser locutor na Rádio Catedral FM 106,7. Criador e editor do portal Vivente Andante, ganhador do Edital Cultura Presente nas Redes, já entrevistou personalidades do cinema, teatro e música, e participou de grandes eventos. Tem mais de 100 episódios no Podcast Vivente Andante e segue com o podcast Álvaro Tàllarico Entrevista no Spotify. Vencedor de Melhor Trilha Sonora Original com o filme "O Preto de Azul" no Festival Bananeiras de Cinema.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *