A VERA
Da vez primeira na capital federal – ciceroneada pelos poetas e jornalistas Luis Turiba e José Roberto S. – e suas super quadras em desesquinas, nasce meu poema plano e pleno em movimentos culturais e cotidianos, transcendendo a História e revelando memórias. O Beirute nos acolhe em brindes e versos. Eixões e eixinhos entrecortam Brasília que vibra, lúcida e singular: vívida. A vera.
A VERA
Baila a menina de olhos de nuvens
descalça desperta o cerrado
terra nos dedos ela é toda o espaço todo
aquela casa a jaca e a jaqueira
a solidão era-lhe presente
e havia música em seus ouvidos
[ coisas boas gostam-nos assim
desprevenidos ]
rodopio entre rodopios
as folhas secas gostavam da sua companhia
o mais que viver era ali
abelhas bzzzando pássaros em coro
formigas em trilhas faziam sentido
[ bom mesmo é ser feliz no enquanto
de grandes riquezas ]
ela se movimentava e sorria
lágrimas ventavam a vida
em elo e paisagem
a tudo atenta escutava
o verso garimpava
era tudo inteiro no varal das quadras
de consoantes combinadas
e ela senhora
em pés de menina bailava
era feliz e sabia
a vera
HáGosto aguçado, 2024 – BsB
- Rose Araújo com José Roberto S. e Luis Turiba
- Rose Araújo em Brasília

Na CasAmarÉlinha, cinco anos se acendem e transcendem: espaço das artes bordado em encontros, tecendo versos em sorriso que alumia. Que venham mais cinco, passarelando em poesia!

Instagram: @rose_araujo_poeta
ROSE ARAUJO

Rose Araujo (@rose_araujo_poeta). Foto: Divulgação.
Conheça a coluna de Rose Araujo


com Chris Herrmann
com Márcio Calixto
com César Manzolillo
com Rose Araújo


















