
O poeta e escritor Paulo Reis apresenta ao público seu mais novo trabalho, Versos Proibidos, publicado pela Ventura Editora. A obra é fruto de uma longa trajetória literária, reunindo poemas recentes e textos escritos há mais de duas décadas, que se entrelaçam em uma coletânea marcada pela ousadia temática. O título reflete a provocação de abordar assuntos considerados delicados ou “indiscutíveis” — como política, religião e futebol —, além de abrir espaço para reflexões sobre erotismo, humor e outras dimensões da experiência humana.
“Desde Grito calado (Ventura Editora, 2024), Paulo Reis vem dizendo a que
veio. O teor político para temas como ecologia, violência urbana e desigualdade social,
também exposto neste livro, é a mola propulsora de sua fértil criação literária. Porém,
em Versos proibidos, Paulo encontra espaço lírico para falar de erotismo, com sutileza,
inteligência e algum humor.”
Jorge Ventura
escritor e editor
Após o lançamento de Grito Calado em 2024, Paulo Reis retorna com maturidade poética ampliada e uma escrita que se mostra ainda mais consciente de sua responsabilidade enquanto autor. Em Versos Proibidos, o erotismo ganha protagonismo, tratado com inteligência, sutileza e doses de humor, sem deixar de lado o respeito ao leitor. A inscrição na capa — “Inadequado para menores de 18 anos e pessoas sensíveis” — reforça o caráter honesto da obra, que não se limita à provocação, mas assume sua densidade temática. Com esse lançamento, Paulo Reis consolida sua voz literária e abre caminho para novos projetos, incluindo sua futura posse na Academia Friburguense de Letras e o planejamento de um terceiro livro previsto para 2028.
“Paulo Reis é um professor. Domina os meandros da linguagem, sabe o poder
que os vocábulos trazem em seu bojo. Conhece a gramática, respeita as regras, mas não
é submisso, sabe que as palavras constroem seus próprios caminhos, seus rituais de
expressão. Com este novo livro, ele se arrisca por temas ousados, não se esconde em
cima do muro, escancara o verbo, reverbera um não rotundo contra a redoma de
hipocrisia e caretice que abafam a sociedade humana e a deixam sem respiro. Isto sem
querer chocar ninguém, apenas expressando claramente o que vive e sente. Versos de
um poeta que, desde que o conheço, tem evoluído sempre e está sempre surpreendendo.
Agora nos aparece com este livro, Versos proibidos, onde um gemido vale mais que mil
palavras. Sejam gemidos de prazer, de dor ou de indignação, Reis aborda temas tabus
com desassombro.”
Mano Melo
poeta e ator
ENTREVISTA COM O AUTOR

ArteCult? Como nasceu a ideia para Versos proibidos, seu mais recente lançamento literário?
Paulo Reis: Versos proibidos vem sendo construído ao longo da minha trajetória poética. O livro reúne poemas recentes e outros escritos há mais de duas décadas. A escolha do título surgiu há cerca de dois anos e teve como elemento sugestivo a expressão popular que afirma que religião, política e futebol não se discutem. Além desses, a obra é composta por outros temas que propiciam essa titulação.
AC: Em 2024, você lançou Grito calado. De lá para cá, o que mudou na sua prática poética?
PR: Acredito que adquiri mais maturidade poética e também responsabilidade enquanto poeta. Quando já temos um livro publicado, há uma preocupação do autor sobre a manutenção da qualidade literária. A escrita é um aprendizado constante, um exercício contínuo.
AC: Segundo o poeta Jorge Ventura, “em Versos proibidos, Paulo encontra espaço lírico para falar de erotismo com sutileza, inteligência e algum humor”. Como você comentaria essa afirmação?
PR: É possível que o erotismo seja a grande novidade dessa obra. Embora eu já tenha explorado esse tema em Grito calado, especificamente nos poemas “Estação do amor” e “Fantasia”, em Versos proibidos há um maior espaço dedicado à erotização, com abordagens diversas e, em alguns casos, humorísticas.
AC: Na capa de Versos proibidos, lemos a seguinte inscrição: “Inadequado para menores de 18 anos e pessoas sensíveis”. Essa frase é apenas uma provocação ou contém um fundo de verdade?
PR: Contém um fundo de verdade. Como o livro explora temas sensíveis, incluindo o erótico, optei por colocar essa frase em respeito ao público leitor e, especialmente, ao Estatuto da Criança e do Adolescente. A provocação seria desnecessária, pois o título da obra já possui um caráter publicitário, considerando que o “proibido” aguça a curiosidade.
AC: Planos futuros: o que vem por aí nos próximos meses?
PR: Pretendo divulgar essa nova obra e continuar participando de atividades literárias na região serrana e no Rio. Fui convidado para compor o rol de membros da Academia Friburguense de Letras (AFL). Há uma expectativa de que eu tome posse brevemente. Tenho um projeto para meu terceiro livro, o qual pretendo lançar em 2028.
AC: Peço, por gentileza, que você deixe aqui, para os seguidores do portal ArteCult, um dos poemas de Versos proibidos.
SOLAR
Sol,
Sozinho,
Solene,
Silente.
Soluça a água morna do mar.
A areia atrevida arrepia.
Corpos sensuais
Cedem-se sedentos.
Céu, sol e sal,
Misto de paixão.
Verão, versos de amor.
SERVIÇO

Lançamento de “Versos Proibidos” de Paulo Reis
- Local: Coffeebreak Cafeteria. Av. Henrique Valadares, 17A. Lapa, Rio de Janeiro (RJ)
- Quando: 10/06 a partir das 18h.
SOBRE PAULO REIS

Paulo Reis. foto: Divulgação.
PAULO REIS, nascido em 6/7/1964, é natural de São José do Ribeirão, Bom Jardim-RJ, e radicado em Nova Friburgo desde 1985. Poeta, formado em Letras pela Faculdade de Filosofia Santa Doroteia e autor do livro Grito calado, publicado pela Ventura Editora (2024).
Devido a dificuldades financeiras, abandonou os estudos aos 14 anos para trabalhar em pedreiras, retomando-os, já adulto, motivado por sua esposa Rosemary Knust Reis, namorada à época.
Iniciou sua atividade literária como poeta em 2002, durante o ensino médio, incentivado pela professora Ana Lúcia Farias da Silva.
Em 2003, seu poema “Friburgo” foi recitado na abertura do desfile cívico-militar em comemoração aos 185 anos da cidade. A Câmara Municipal concedeu-lhe, por unanimidade, Voto de Congratulações. No ano seguinte, o cantor Elymar Santos também declamou o poema durante um showmício.
Em 2004, foi classificado com o poema “O homem e a terra” para integrar a coletânea Projeto Redação 2004, organizada pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro em parceria com a Folha Dirigida e a Biblioteca Nacional.
Em 2007, participou, como poeta convidado, da revista Academia, edição comemorativa dos 60 anos da Academia Friburguense de Letras.
Possui versos inscritos no Memorial do Professor, inaugurado em 2008 na Praça do Suspiro, da cidade onde reside.
Está publicado em diversas coletâneas, entre elas a Antologia Mil Poemas para Gonçalves Dias, lançada em 2013 pela EDUFMA, editora da Universidade Federal do Maranhão, e em revistas, jornais, sites e redes sociais.
Seu poema “Busca” foi parte integrante das intervenções poéticas em lambe-lambe durante o Festival Sesc de Inverno 2021.
Contato: pauloreisnf@gmail.com
Redes sociais (Instagram, Facebook e YouTube): @pauloreisnf









