
Coluna de Chris Herrmann

Cão Orelha | Arte Digital: Chris Herrmann
AO CÃO ORELHA, COM CARINHO
“Que tua doçura siga correndo livre onde o amor não machuca,
e que tua memória transforme nossa comoção em justiça,
para que nenhum gesto de cuidado seja em vão.”
Chris Herrmann
O Cão Orelha
Ele não tinha casa,
tinha passos
e uma alegria simples
na cauda.
Bebia água
de mãos diversas
e chamava isso
de afeto.
Quando partiu,
veio o clamor
: o mundo chorou
em uníssono,
pedindo justiça,
com voz e com dor.
Cão Comunitário
Depois da perda
de seu dono,
ele virou laço.
Um prato aqui,
um carinho ali,
e o dia se refazia
em espaço.
Era de todos
sem nunca ser pouco,
inteiro no gesto,
imenso no olhar.
Hoje descansa
onde o amor
não sabe ferir,
apenas cuidar.
Asas para Orelha
Não foi a violência
que o definiu.
Foi a doçura
que nele
sempre morou.
Se o mundo falhou
em protegê-lo aqui,
o céu aprendeu
a recebê-lo assim…
Leve,
com asas de paz,
onde o amor
não morre jamais.

Autora: CHRIS HERRMANN
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O cão Orelha tinha uma missão: mostrar ao homem o quanto se perdeu de humanidade. Que seja feita a justiça! Que sirva para recuperarmos a condição humana!
É verdade, Celi. Também espero que a justiça seja feita. Não é possível aceitar tanta desumanidade passar impune. Um beijo.