
ZUMBIDO
Esta noite, soltei o riso por horas, na contínua sequência de minuto a minuto. Era um riso leve, não breve. Esboçava-se solto, maior. Culminou num escancarado e sonoro sorrir, daqueles que não se interrompe nem pelas cotidianas notícias gris.Transparente, aberto. Nos vultos da mente, buscava outras gargalhadas. Povoava-se da soma de antigos sorrisos, há tempos adormecidos nos escombros dos sentidos. Me permiti uma alegria, sem culpa nem pressa. Necessitava saltar e soltar o peito, pois repousava silenciosa, nos alfarrábios de uma gaveta, repleta de dores e penumbras. Prazeroso e bom, esse riso desopilou mente, peito, coração. Afagou mistérios, em recônditas memórias, e uniu-se a outros risos por ora esquecidos. O motivo deflagrador não foi exatamente especial, mas, singular. Após algumas frações de horas-Rem (leia-se: sono profundo) e um coçar insistente no ombro, um pernilongo obstinado arrancou-me do Morfeu, zum-zum-zumbindo nos meus ouvidos. Acordei: picada, mas sorrindo.

Na CasAmarÉlinha, cinco anos se acendem e transcendem: espaço das artes bordado em encontros, tecendo versos em sorriso que alumia. Que venham mais cinco, passarelando em poesia!

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ROSE ARAUJO

Rose Araujo (@rose_araujo_poeta). Foto: Divulgação.

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Mais um lindo e singular poema de nossa querida poeta Rose.