
Foto: @bmaisca
No show que abriu a turnê comemorativa de 40 anos do “Cabeça Dinossauro”, no Espaço Unimed em São Paulo, os Titãs revisitaram um dos trabalhos mais primordiais do rock brasileiro em uma apresentação onde o álbum apareceu vivo, raivoso e incômodo, exatamente como precisa ser.
A performance apostou na potência simbólica que o disco carrega até hoje. Com letras que ainda cutucam feridas sociais e um público entregue à nostalgia sem complacência, o espetáculo teve a capacidade de despertar o caráter revolucionário de uma obra que soube transformar a raiva em linguagem.
Também chama atenção como os Titãs conseguem, mesmo décadas depois, recuperar essa energia sem perder a densidade. Há claramente uma maturidade na forma como o show se organiza, mas ela não dilui nem um pouco a pulsação original do disco.
Cabeça Dinossauro nunca deixou de ser necessário. Revisitar esse repertório ao vivo é um lembrete de que a revolta pode envelhecer, mas não deve se apagar. Além das 13 faixas do álbum, a banda ainda incluiu outras 12 músicas no repertório. Entre elas, e sendo um pouco clubista, eu destacaria “Flores”, que encerrou o show em uma apresentação marcante de Branco Mello. Uma das minhas músicas favoritas da vida, a faixa ganhou ainda mais força e sentimento ao vivo, fechando a noite com emoção e intensidade.
Confira a nossa cobertura fotográfica feita pelo bmaisca e nossa equipe:
- Foto: Rian Veiga
- Foto: Rian Veiga
- Foto: Rian Veiga
- Foto: @bmaisca
- Foto: @bmaisca
- Foto: @bmaisca
- Foto: @bmaisca
- Foto: @bmaisca
- Foto: @bmaisca
Texto produzido pelo Jornalista Rian Veiga em parceria com o Artecult.com.
JEFF FERREIRA



















