Titãs tornam as quatro décadas do Cabeça Dinossauro em um encontro entre memória, urgência e catarse coletiva

Foto: @bmaisca

No show que abriu a turnê comemorativa de 40 anos do “Cabeça Dinossauro”, no Espaço Unimed em São Paulo, os Titãs revisitaram um dos trabalhos mais primordiais do rock brasileiro em uma apresentação onde o álbum apareceu vivo, raivoso e incômodo, exatamente como precisa ser.

A performance apostou na potência simbólica que o disco carrega até hoje. Com letras que ainda cutucam feridas sociais e um público entregue à nostalgia sem complacência, o espetáculo teve a capacidade de despertar o caráter revolucionário de uma obra que soube transformar a raiva em linguagem.

Também chama atenção como os Titãs conseguem, mesmo décadas depois, recuperar essa energia sem perder a densidade. Há claramente uma maturidade na forma como o show se organiza, mas ela não dilui nem um pouco a pulsação original do disco.

Cabeça Dinossauro nunca deixou de ser necessário. Revisitar esse repertório ao vivo é um lembrete de que a revolta pode envelhecer, mas não deve se apagar. Além das 13 faixas do álbum, a banda ainda incluiu outras 12 músicas no repertório. Entre elas, e sendo um pouco clubista, eu destacaria “Flores”, que encerrou o show em uma apresentação marcante de Branco Mello. Uma das minhas músicas favoritas da vida, a faixa ganhou ainda mais força e sentimento ao vivo, fechando a noite com emoção e intensidade.

Confira a nossa cobertura fotográfica feita pelo bmaisca e nossa equipe:

Texto produzido pelo Jornalista Rian Veiga em parceria com o Artecult.com. 

JEFF FERREIRA 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Author

Sou Jeff Ferreira, apaixonado por música desde sempre. Há 8 anos, transformo minha paixão em matérias, entrevistas e análises que aproximam artistas e fãs. Nerd por natureza, adoro explorar histórias, descobrir novas sonoridades e compartilhar tudo isso em textos que vão além das palavras — porque, para mim, música é emoção, é vida, é conexão.

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