
Foto por pridiabr
O quarto show da turnê Wake Up! e o segundo do System of a Down em São Paulo aconteceu no último sábado, 11 de maio de 2025, em meio a uma noite fria e chuvosa. O Allianz Parque, com ingressos esgotados para as duas datas, recebeu 45 mil pessoas ansiosas por testemunhar o retorno da banda ao país após uma década. A última passagem do grupo pelo Brasil havia sido em 2015, com apresentações no Anhembi e no Rock in Rio.
A abertura da noite ficou por conta dos brasileiros do Ego Kill Talent e da banda norte-americana AFI, que surpreendeu o público ao retornar ao Brasil pela primeira vez desde 2013. Após os shows de abertura, o System of a Down subiu ao palco pontualmente às 21h, iniciando sua apresentação com a energética “X”, faixa do álbum Toxicity, o mais vendido da carreira da banda.
A presença dos quatro integrantes no palco causou comoção entre os fãs, que responderam com mosh pits por todo o estádio. Um dos momentos mais emocionantes da noite veio com uma homenagem à Armênia: os fãs utilizaram lanternas de celular e papéis coloridos para formar as cores da bandeira armênia, gesto que visivelmente tocou os músicos de origem armênia.
Durante cerca de duas horas de apresentação, a banda entregou um setlist robusto com 32 faixas, cobrindo todo o seu catálogo — de lado Bs a grandes sucessos como “Chop Suey!”, “B.Y.O.B.” e “Toxicity”, esta última marcada pela fala de Daron Malakian incentivando o público a se soltar: “Everybody spinning around!”, desencadeando uma sequência intensa de sinalizadores e rodas de mosh.
A plateia teve seus raros momentos de respiro em canções mais introspectivas, como a melancólica “Soldier Side”, com vocais divididos entre Serj Tankian e Malakian. O encerramento ficou por conta do clássico “Sugar”, lançado em 1998, que selou a apresentação em clima de celebração e emoção, com abraços entre os integrantes e gritos eufóricos da plateia.
Com mais um show memorável no currículo, o System of a Down deixa São Paulo sob aplausos e com uma dúvida no ar: será necessário esperar mais dez anos para que a banda volte a pisar em solo brasileiro?
Confira as fotos oficiais:
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Texto por Victor Piton Polato/ Jeff Ferreira
JEFF FERREIRA

















