
Imagine um universo onde os maiores heróis de todos os tempos — das páginas dos quadrinhos, dos clássicos da literatura e das telas do cinema — colidem em um épico crossover. Em Crise nas Infinitas Guerras Secretas, os heróis do selo independente Hugo Para Iniciantes são lançados em uma aventura alucinante!
Para salvar o Omniverso conhecido, eles devem unir forças com ícones lendários: desde os titãs mascarados das editoras norte-americanas até detetives literários, aventureiros de filmes cult e figuras imortais do imaginário coletivo. Juntos, enfrentarão inimigos igualmente memoráveis — um sinistro exército composto pelos maiores vilões de todas as eras.
Com reviravoltas eletrizantes, diálogos afiados e interações que os fãs sempre sonharam, Crise nas Infinitas Guerras Secretas é uma celebração ao poder da imaginação e ao impacto dos heróis em todas as gerações.
Prepare-se para uma Fancomic, um Fanzine, uma Paródia Dramática que transcende o tempo, os gêneros e os universos, provando que, mesmo nas histórias mais impossíveis, o heroísmo é universal.
Seja bem-vindo ao Crossover dos seus sonhos. Conheça Em Crise nas Infinitas Guerras Secretas, os heróis do selo independente Hugo Para Iniciantes.
ENTREVISTA com HUGO MAXIMO – Criador de Crise nas Infinitas Guerras Secretas

Hugo Maximo. Foto: Divulgação.
1) Crise nas Infinitas Guerras Secretas é um verdadeiro épico crossover reunindo heróis de diversos universos. Como surgiu a ideia de criar essa fancomic que une personagens de diferentes mídias e editoras?
A ideia surgiu quando eu tinha por volta de 10 ou 11 anos, ao começar a ler Crise nas Infinitas Terras da DC Comics e, depois, Invasão Secreta da Marvel, lá pela segunda metade dos anos 80. Foi nesse período que entrei no mundo dos super-heróis e comecei a criar minhas próprias histórias—não com meus personagens, mas com os da DC e da Marvel. Na época, ainda não entendia a distinção entre as editoras, então criei uma espécie de “Guerra Secreta Infinita”, onde personagens de diferentes editoras interagiam.
Sempre tive essa ideia em mente, e acho legal quando autores independentes expressam seu amor e reconhecimento por esses heróis que nos inspiraram e ajudaram a nos tornar quem somos profissionalmente. É algo muito legal.
2) O conceito de multiverso tem sido explorado cada vez mais na cultura pop. Como a sua obra se diferencia das versões tradicionais que vemos nos quadrinhos e no cinema?
Acho que a principal diferença é que o Multiverso é utilizado pelas grandes empresas e corporações como uma válvula de escape, algo como: posso fazer o que eu quiser com heróis, sem atrapalhar a venda de lancheiras! No meu universo o Multiverso não é uma desculpa pra nada e tudo é canônico! Todas as ações têm consequências, todas as intervenções no Multiverso, no omniverso, em reinos, em planos e dimensões, trazem consequências reais pra esses personagens. Ao criar o Beta Max fora do tempo e do espaço, criei um personagem imune a reboots. O Beta Max não precisa de Revival, nem de reboot. Ele é um personagem que tem muito pano pra manga, dá pra explicar os 300 anos que ele está fora do tempo do espaço, antes dele ir pra lá, depois, além das incursões que ele faz em diferentes momentos do tempo e locais. Então, acho que a principal diferença é que o Multiverso no meu universo é pra valer.
3) Você traz heróis dos quadrinhos, literatura e cinema para essa grande aventura. Como foi o processo de escolha dos personagens e o que eles representam dentro da narrativa?
O processo foi totalmente intuitivo. Às vezes, enquanto penso na trama da próxima revista ou do próximo capítulo, estou rolando a timeline de alguma rede social e vejo um personagem do passado, um personagem em um filme ou leio uma reportagem sobre um seriado. Então, penso: “Esse cara ficaria legal na ideia que estou tendo!”
É algo muito instintivo e tem sido bem emocional. Há personagens que considerei encaixar na história, mas, como não gosto muito deles, acabo deixando de lado, mesmo que sejam queridinhos do público. Talvez eu os use no futuro, mas, por enquanto, não.
Às vezes, nos 45 do segundo tempo, surge uma ideia e até um rosto para ela. Gosto de deixar espaço para esses momentos espontâneos—acidentes felizes, coincidências, a tal sincronicidade junguiana. De certa forma, eles acabam contribuindo com o processo criativo.
4) Além dos heróis, a história também apresenta um exército de vilões icônicos. Podemos esperar reviravoltas inesperadas e batalhas épicas entre forças do bem e do mal?
Com certeza! Não apenas entre heróis e vilões, mas também entre heróis de diferentes editoras e universos. Nessas primeiras edições, tenho tomado bastante cuidado para estabelecer com clareza o terreno e apresentar as regras desse multiverso.
Os vilões começarão a ser introduzidos em breve — não apenas os específicos de cada universo, mas também os do meu próprio universo. Além deles, há os encrenqueiros, os independent troublemakers, como dizem nos roteiros. São personagens independentes, que não estão necessariamente, de um lado ou de outro, mas causam problemas. Esses são os mais charmosos e os mais interessantes de se trabalhar.
5) Para os fãs que desejam acompanhar e apoiar o projeto, há planos para edições físicas, conteúdos extras ou novas histórias dentro desse universo expandido?
Sim, há uma proposta de parceria tanto com a Kalima Zine quanto com a Editora Kimera. A Kalima demonstrou interesse em disponibilizar as edições impressas a preço de custo, ou seja, as pessoas pagam apenas o valor da impressão e o frete, sem gerar lucro, justamente por ser uma fanfic — algo bastante comum nos Estados Unidos, Europa e Japão, onde as grandes editoras até incentivam esse tipo de iniciativa.
Já a Editora Kimera mostrou interesse em adquirir as edições impressas para distribuir como brindes em eventos e nas compras da própria loja.
Então, quem tiver interesse, é só me procurar! Também estamos abrindo a possibilidade para quem quiser participar com seus próprios personagens. Basta me procurar nas redes sociais “Hugo Para Iniciantes” e entrar em contato para saber como fazer parte desse crossover dos sonhos!
E como tudo que eu escrevo, tudo está interligado! Há conexão com a série mensal do Beta Max e todas as minhas revistas. Quem ler apanas um ou outra, não perde o fio da história, mas quem ler tudo, ganha muito, mas muito mais!
FALOU HUGO MAXIMO, FALOU TAMBÉM EM … BETA MAX !
Hugo Maximo, o autor da obra, é um velho conhecido do QuadriMundi e seu personagem, BETA MAX, foi um dos super-heróis selecionados para participar de nossa primeira exposição de Super-Heróis Brasileiros que aconteceu no Centro Cultural dos Correios RJ, “Do Gibi aos Quadrinhos, Os Super-Heróis Brasileiros“.
Certa vez pedi ao Hugo que me dissesse, com suas próprias palavras, o que significa BETA MAX em sua trajetória artística. Pois bem, essa reflexão agora chegou ainda mais completa. Segue abaixo o texto de Hugo sobre essa sua criação:
Por que Beta Max importa?
Texto do Autor, HUGO MAXIMO
“Gosto de pensar que a HQ de Beta Max não é apenas mais uma história de ficção científica pulp, meio neo noir e de ação dos clássicos dos anos 80. Beta Max é, na verdade, uma profunda meditação sobre o tempo e as consequências de uma existência imortal. É uma reflexão sobre a memória e a nostalgia como prisão. Um relicário ambulante de uma época que não quer ficar para trás.
Criado como uma ferramenta de guerra, Beta Max está há mais de 300 em busca de uma redenção que nunca virá. 300 anos patrulhando um bairro que representa a destruição de universos inteiros, e a cada dia que passa, ele se distancia ainda mais de sua própria humanidade. Ele é um homem do passado perdido no tempo, confrontando constantemente os resquícios de uma época — os anos 80 — que ele viveu, mas que parece cada vez mais distante e irreconhecível à medida que os anos se acumulam.
Ler Beta Max é mergulhar em uma história que desafia a linearidade do tempo, mistura nostalgia dos anos 80 com ficção científica e horror cósmico, e explora um herói que não deveria existir. Beta Max é uma metáfora do herói arquetípico preso a um loop, uma analogia para aqueles que não conseguem seguir em frente, mantendo-se presos às memórias do que já foi. Ao mesmo tempo, Beta Max é um símbolo de resistência. Mesmo quando o tempo é seu inimigo e sua missão parece fútil, ele persiste. Não é apenas o seu corpo imortal ou sua força sobre-humana que o define, mas sua capacidade de enfrentar o vazio existencial em um mundo onde o fim de tudo já aconteceu. Sua jornada não é apenas contra os inimigos externos — mas contra o próprio sentimento de que talvez nada mais importe.
Além disso, a série não hesita em explorar o que acontece com um herói quando a vitória já foi alcançada, mas a guerra nunca termina. O que acontece quando a luta pela justiça se torna uma obrigação sem fim? O que acontece quando, por mais forte que você seja, você já não pode mais salvar o mundo, apenas tentar mantê-lo em equilíbrio enquanto ele se desfaz?
Se você é fã de histórias que não apenas entretém, mas também fazem você refletir sobre a condição humana, sobre os limites da memória e da nostalgia, Beta Max se revela como uma obra essencial. O herói é um sobrevivente, mas ele é também um prisioneiro da própria existência, vítima de um ciclo interminável em que o tempo é tanto seu maior inimigo quanto sua única companhia.
Assim, Beta Max não é apenas uma história de ação e ficção científica. É uma obra profunda que fala sobre o valor do momento presente, o preço de uma vida imortal, e sobre como o herói, assim como todos nós, está condenado a lutar contra o que nunca poderá mudar — até que um dia, talvez, o loop se quebre. E até lá, ele permanece em sua eterna patrulha, tentando fazer o que pode, enquanto o passado ecoa em sua mente, como uma velha fita VHS de um tempo que nunca voltará.
Caso você procura algo mais do que simples batalhas épicas e tecnologia futurista, e deseja explorar as complexidades de um herói que nunca pode escapar de seu próprio passado, Beta Max é a série que você estava esperando. Afinal, heróis vêm e vão, mas Beta Max apenas continua rodando, preso em fitas VHS, com mofo e chiado, em um loop que resiste ao desgaste do tempo.”
Hugo Maximo (@hugo_para_iniciantes)
Visite sua BIO e seu site: hugoparanavegantes.com
Conheça então BETA MAX e Crise nas Infinitas Guerras Secretas, os heróis do selo independente Hugo Para Iniciantes. Mais uma obra imperdível de Hugo Maximo, um quadrinista que não tem medo de desbravar tudo que a Nona Arte pode proporcionar, inclusive integrar os Multiversos de super-heróis. Nacional e internacional!

Raphael Gomide. foto: Divulgação.

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