Exposição “O que sustenta”, do artista pernambucano Marcelo Silveira, no Paço Imperial em 28 de março de 2026

Marcelo Silveira – Varas, 2020-2023 | Madeiras diversas – Tamanhos variado

 

Exposição “O que sustenta”, do artista pernambucano Marcelo Silveira

 

Paço Imperial tem o prazer de convidar para a abertura da exposição O que sustenta”, com obras inéditas do artista pernambucano Marcelo Silveira (1962), feitas especialmente para o local. A abertura será no dia 28 de março de 2026, das 14h às 18h, e as obras serão exibidas na Sala Armazém Del Rey, no Primeiro Andar do Paço Imperial. O texto crítico é de Felipe Scovino.

O que sustenta” abrangerá os trabalhos V.A.R.A.S.” (2021/2025), um conjunto com 50 madeiras recolhidas e trabalhadas pelo artista, que ficarão suspensas, flutuando ao sabor do vento que irá circular no espaço expositivo. No chão, estarão os “Novelos” (2023/2025), 300 peças formadas por fibras de linho encontradas por Marcelo Silveira em um depósito em ruína da extinta fábrica Braspérola, de produção de tecidos em linho, em Camaragibe, Pernambuco. Cada uma das fibras foi higienizada e manuseada de modo a formar um novelo. E “costurando ”esses trabalhos haverá o som da obra “Tudo Certo” (2017), fruto de uma residência feita pelo artista em Belo Jardim, no Planalto da Borborema, no agreste pernambucano. Evocando a expressão “tudo certo”, repetida durante anos por seu pai, acometido pelo Alzheimer, o artista produziu um CD com dezenas de vozes de integrantes do coral da cidade, em diferentes timbres e entonações com a frase.

“As obras da exposição foram produzidas a partir de meu desejo de intervir no Paço Imperial, um espaço que foi sede do poder desde o século 18”, relata Marcelo Silveira.

Ele explica que este trabalho surgiu da tentativa de organizar suas ideias, como a do conceito de madeira de lei, “que surgiu no Brasil Colônia para designar madeira boa, e que já perdeu sua validade há bastante tempo, embora as pessoas ainda usem esta classificação”. “Produzi as Varas como tentativa de mimetizar, reestruturar, reconstruir uma estrutura vegetal que é usada normalmente na taipa, no preenchimento de alguns espaços, e é uma árvore juvenil, no início do seu desenvolvimento, em que o cerne da madeira praticamente ainda não surgiu, e que precisaria de mais tempo para ser mais grossa e poder existir como madeira a ser usada na novelaria, na arquitetura e tudo o mais”. Marcelo Silveira destaca que praticamente todas as madeiras que estão na obra V.A.R.A.S.”, recolhidas de descartes, são “protegidas”.  “A mesma madeira de lei é descartada na cidade como sobra do mobiliário, sobra do uso e da irresponsabilidade das pessoas”, relata o artista. “Sobra madeira de todas as espécies, e recolho e reúno toda essa madeirama que encontro ao longo de muitos anos – mogno, ipê, jacarandá – e uso, de certa forma, com as curvaturas que vêm do mobiliário, do que foi um dia o mobiliário, de onde foi um dia alguma coisa”, conta.

 

SERVIÇO:

Exposição “Marcelo Silveira – O que sustenta”

  • Abertura: 28 de março de 2026, das 14h às 18h
  • Com a presença do artista
  • Até: 7 de junho de 2026
  • Texto crítico: Felipe Scovino
  • Entrada gratuita
  • Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial Praça Quinze de Novembro, 48, Centro, Rio de Janeiro, CEP 20010-010
  • Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
  • Telefones: (21) 2215.5231 e (21) 2215.2093
  • E-mail: educativo@pacoimperial.com.br
  • @pacoimperial_rj

 

 

Author

Chris Herrmann é escritora/poeta, musicista, musicoterapeuta, editora e webdesigner teuto-brasileira, nascida no Rio de Janeiro. Estudou Literatura na UFRJ, Música no CBM e pós-graduou-se em Musicoterapia na Universidade de Münster, Alemanha. Tem 13 Livros publicados (poesia contemporânea, haikai, romance, contos e literatura infantil); bem como participação e organização em inúmeras coletâneas de poesia no Brasil e exterior. Recebeu diversas premiações ao longo dos últimos 20 anos, como escritora, poeta, webdesigner e curadora de sarau. É editora-chefe da revista eletrônica Ser MulherArte (www.sermulherarte.com | @sermulherarte); articuladora do Mulherio das Letras na Lua (Grupo de Poesia ligado ao Movimento Mulherio das Letras); editora do Sarau da Varanda (@sarau.da.varanda) e Arthéria Viva (@artheriaviva) no Instagram. Desde Outubro de 2025, é editora-chefe e colunista do Portal ArteCult (www.artecult.com | @artecult).

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