“Eu entendi que a educação era um escudo contra todos os males, todas as barreiras e todos os preconceitos”, diz o cantor Feyjão no Arena dos Saberes

Foto Ale Lourenzo

 

EDIÇÃO DESTA QUINTA (19), NA TV CULTURA, AINDA ENTREVISTA O PSICANALISTA CHRISTIAN DUNKER E A ATRIZ ANA LÚCIA TORRE

Nesta quinta (19/2), a partir das 20h, na TV Cultura, o Arena dos Saberes fala sobre educação, psicanálise e o espetáculo Olhos nos Olhos. Na edição inédita, Gabriel Chalita recebe o psicanalista Christian Dunker, a atriz Ana Lúcia Torre e o cantor Feyjão.
Na conversa com Chalita, o psicanalista Christian Dunker reflete sobre como damos conta de nós mesmos em uma sociedade marcada pela pressa e pela busca incessante da felicidade. Ele defende a partilha das vulnerabilidades como caminho para a verdadeira intimidade e questiona a lógica da aceleração constante. “Essa ânsia pela felicidade é, no fundo, uma tentativa de a gente fugir daquilo que é mais próprio nosso, que não é a felicidade, é a angústia. Felicidade são momentos, encontros”, afirma. Para ele, também é preciso reaprender a lidar com o “não” nas relações. “Os amores mais interessantes são aqueles que te dizem não e que você, curiosamente, vai se amigando desse não”, diz.
A atriz Ana Lúcia Torre fala sobre o espetáculo Olhos nos Olhos, escolhido para celebrar seus 60 anos de carreira. A artista conta que a ideia surgiu após um período delicado de saúde e de um encontro com o diretor Sergio Módena. A partir de conversas sobre sua trajetória, da adolescência à maternidade, passando pela ditadura militar, nasceu a proposta de unir memórias pessoais à poesia de Chico Buarque.

“Eu comecei a falar da minha vida e o Sergio gravava, ia pra casa, escrevia, voltava, a gente já mexia. Então, ele é o diretor e eu o dramaturgo. E ele tinha uma lista de 30 músicas do Chico, cada passo da minha vida que eu ia contando, a gente queria dialogar com a poesia”, resume.

No Terceiro Sinal, o cantor, compositor e pedagogo Feyjão relembra o samba como ponto de partida de sua trajetória artística.

“O samba foi a porta de entrada da música na minha vida e todo o resto veio depois. Eu sou um artista de música brasileira nascido no samba”, afirma.

Ele também explica a escolha pela pedagogia, inspirada pela mãe, que mantinha uma escola no quintal de casa.

Eu entendi que a educação era um escudo contra todos os males, todas as barreiras e todos os preconceitos”, diz.

No programa, ele também interpreta as canções Reza pra Agradecer e Vento, e conta como elas surgiram.

 

 

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