DIRETOR DE CINEMA DANIEL GONÇALVES CONVERSA SOBRE O ÁLBUM “XUXA 5” NA SÉRIE ‘DISCONCERTOS’

Foto: Divulgação

 

Primeiro encontro do ano será nesta quarta, 28, no Futuros – Arte e Tecnologia

Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 2026 – Um disco marcante na vida de uma pessoa tem de ser um disco maravilhoso, um que a pessoa vá ouvir durante toda a sua vida? Não, necessariamente. O diretor de cinema Daniel Gonçalves teve sua vida marcada pelo LP “Xuxa 5”, lançado pela apresentadora em fevereiro de 1991, mas nem pensa em voltar a ouvir “Lua de cristal” e as outras canções do álbum, que, mesmo assim, foi fundamental em sua vida. Para saber o motivo, vale a pena conferir a edição da série Disconcertos, na quarta, 28, às 19h, no Futuros – Arte e Tecnologia, no Flamengo, com entrada franca.

Criado pelo filósofo, historiador, escritor e jornalista Dodô Azevedo, “Disconcertos” recebe uma personalidade ligada às artes e à cultura para eleger o disco da música brasileira mais importante ou marcante da vida dela. Realizada por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, com o patrocínio da Serede e da Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC;

“Como quase toda criança nascida nos anos 80, as manhãs da minha infância foram acompanhadas por Xuxa, Angélica, Mara Maravilha, cada uma em um canal de TV diferente. Minha mãe conta que, certa vez, numa das duas viagens semanais que fazíamos de Barra Mansa até o Rio para eu fazer minhas sessões de fisioterapia, fono e terapia ocupacional, fiquei abraçado a um disco da Xuxa durante duas horas. Nas festas de aniversário gravadas em VHS, quase sempre tinha uma música da Rainha dos Baixinhos tocando ao fundo. Várias delas aparecem em sequências do ‘Meu nome é Daniel’, meu primeiro longa-metragem”, conta o cineasta.

Nesta edição do projeto, Dodô Azevedo e Daniel Gonçalves apresentam o álbum “Xuxa 5” ao público, tocando as faixas em um toca-discos de vinil, enquanto um telão exibe uma videoarte criada exclusivamente para a apresentação. Além disso, serão exibidas as letras das músicas, informações gráficas, a capa do álbum e artes referentes ao período do disco. Dodô revelou que o convite a Daniel partiu de sua profunda admiração por filmes do diretor, como “Assexybilidade” e “Meu nome é Daniel”.

“A música oferece uma valiosa oportunidade para o desenvolvimento pessoal, a educação e a formação do conhecimento. Por meio dela, podemos cultivar uma sensibilidade única e expressá-la de diversas formas”, afirma Dodô.

Em 2025, passaram pelo Disconcertos o compositor, instrumentista, produtor musical e artístico Barral Lima; a jornalista e escritora Ana Paula Araújo; o historiador e escritor Luiz Antonio Simas; e a poeta, psicanalista e filósofa Viviane Mosé, que falaram sobre os álbuns “Sol de primavera”, de Beto Guedes, “The Immaculate Collection”, de Madonna, “Axé”, de Candeia, e “Fa-tal – Gal a todo vapor”, respectivamente.

“Os primeiros encontros desta nova temporada de Disconcertos foram muito ricos, com o público comparecendo em peso, ávido por novas histórias. O projeto utiliza a música como ponto de partida para o debate de muitos temas e questões. E essa é uma das propostas do Futuros, promover encontros e diálogos”, comenta o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida.

Para o público, os eventos tornam-se uma catarse coletiva musical, provocando sentimentos diversos e colecionando admiradores e fãs a cada edição. Como num concerto. Só que no lugar da orquestra, um disco.

 

Sobre Daniel Gonçalves

Daniel Gonçalves é roteirista, diretor e produtor. Ele tem uma deficiência de origem desconhecida que afeta sua coordenação motora. Seus filmes abordam temas sensíveis ligados a pessoas com deficiência, sua integração na sociedade e a maneira como são vistos.

“Meu Nome é Daniel”, seu primeiro longa-metragem, foi exibido em mais de 20 festivais, como IDFA, Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Sydney, Festival de Cartagena e Mostra de Tiradentes. “Assexybilidade”, segundo longa do cineasta, recebeu o prêmio de melhor direção de documentário no Festival do Rio 2023 e passou por mais de 30 festivais.

Em 2024, foi um dos diretores do especial “Falas de Acesso”, na TV Globo.

Produziu também o documentário “Uma em mil”, vencedor de três Kikitos no Festival de Gramado e do prêmio de Melhor Longa-metragem da mostra “Novos Rumos” do Festival do Rio. Seu trabalho mais recente é a série documental “Ninguém me domina”, exibida no Canal Off, em que foi diretor, roteirista e pesquisador.

 

Como surgiu o projeto Disconcertos

Numa estadia na Europa, em 2012, Dodô Azevedo caminhava pelas ruas de Bruxelas, na Bélgica, quando foi surpreendido por um cartaz numa sala de concertos de música clássica, anunciando, para o dia seguinte, uma audição coletiva do álbum em vinil “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. Curioso, Dodô foi conferir e ficou surpreso porque o evento contava não só com as músicas, mas com os comentários faixa a faixa, contextualizando as canções na vida do apresentador e dando uma aula do período histórico no qual o álbum havia sido concebido: a Londres de 1968.

Imediatamente, Dodô entendeu que álbuns, especialmente os brasileiros, guardavam histórias particulares e coletivas, e de um Brasil através das canções. Nasceu, assim, a ideia do Disconcertos.

 

Sobre Dodô Azevedo

Foto: Dodô azevedo | Crédito: Raphael Medeiros

Luiz Fernando do Carmo de Azevedo é escritor, cineasta, professor e curador cultural. Mestre em Letras pela PUC-Rio (2004) e autor de romances premiados — entre eles “Fé na estrada”, eleito pela revista Bula um dos dez livros mais importantes em língua portuguesa do século XXI. Como roteirista e diretor, teve obras exibidas e premiadas em festivais no Brasil e no exterior, com retrospectiva organizada por Walter Salles. Vencedor do Prêmio ABRA de melhor roteiro por “Os quatro da Candelária” (Netflix), atua também como curador de projetos culturais e festivais, incluindo o Janela Internacional de Cinema do Recife. Professor do centro cultural Cinema Nosso e do Grupo Estação, ministra cursos sobre cinema, cultura negra e contracultura. É palestrante em eventos nacionais e internacionais, tendo dividido mesas com nomes como Spike Lee, e pesquisa temas ligados à descolonização do saber, da arte e da memória. Atualmente, é colunista da Folha de S. Paulo.

 

Sobre o Futuros – Arte e Tecnologia

Inaugurado há 20 anos, o centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia é um espaço de exibição, criação e inovação artística. Com uma programação gratuita voltada a todos os públicos, o espaço promove e recebe exposições, apresentações artísticas, espetáculos teatrais, entre outros eventos que convidam o público a refletir sobre temas que norteiam sua linha curatorial, como meio ambiente, ancestralidade, diversidade, educação e tecnologia. O Futuros abriga galerias de arte, um teatro multiuso e o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que mantém um acervo de mais de 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil e atividades interativas sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas.

O centro cultural tem gestão do Instituto Futuros. Desde agosto de 2025, o Futuros – Arte e Tecnologia recebe o projeto Upload, realizado pela Zucca Produções, e correalizado pelo Futuros – Arte e Tecnologia e pelo Coletivo 2050, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS, com patrocínio da Serede, Oi, Eletromidia, Rastro,Tahto e Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC.

 

Ficha técnica

  • Curadoria, direção artística e apresentação: Dodô Azevedo
  • Produção: 9 Meses Produções – Thamires Trianon e Sara Machado
  • Administração e coordenação: Zucca Produções
  • Realização e divulgação: Sheila Gomes por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, com o patrocínio da Serede e da Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC.

 

SERVIÇO:

Disconcertos
“Xuxa 5”, de Xuxa

Dodô Azevedo recebe Daniel Gonçalves

 

Para mais informações sobre o Futuros – Arte e Tecnologia, entre em contato:

 

 

 

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Redação do Portal ArteCult.com Expediente: de Seg a Sex - Horário Comercial. e-mail para Divulgação Artística: divulgacao@artecult.com. Fundador e Editor Geral: Rapha Gomide.

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