O ArteCult conversou com Dani Suzuki que vai viver Salomé no grande espetáculo da encenação da 24ª Paixão de Cristo em Floriano, no Piauí. Apresentações acontecem dias 19 e 20 de abril.
Com 45 mil metros quadrados, o teatro a céu aberto coloca os espectadores no centro da encenação e leva os fiéis a uma experiência direta com o sacrifício de Jesus Cristo.
O espetáculo também contará com 350 atores formados nas oficinas, e outros naturais da cidade. O diretor estima que cerca de 20 mil pessoas estarão presentes nos dois dias de evento.
Confira abaixo a entrevista
ArteCult (Mari Barcelos): Como foi feito o convite para você participar da peça? Era algo que você já queria ter feito antes?
Dani Suzuki: Foi um convite muito carinhoso do Cesar Crispim, um dos produtores do ESCALET (Grupo Escândalo Legalizado de Teatro), idealizador do espetáculo, quando participei do ‘Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões’, em 2017, também em Floriano, no Piauí. Só estávamos aguardando uma data para que eu pudesse conciliar com a minha agenda. Conseguimos para esse ano e estou muito feliz, porque eu quero muito viver essa experiência.
A Paixão de Cristo é um dos maiores espetáculos teatrais do Piauí, como foi ser convidada para essa produção?
Dani Suzuki: Não só do Piauí, mas do Brasil todo. Foi muito gratificante receber esse convite e poder participar de uma história tão marcante e forte na vida das pessoas. Será uma honra e experiência única, ainda não vivida por mim.
Como está sendo sua preparação para viver a Salomé? É um personagem muito densa, correto?
Já gravamos a voz, em estúdio, e estou me preparando para aprender a coreografia. Teremos dois ensaios na semana do espetáculo.
Salomé é uma personagem muito importante na história de ‘Paixão de Cristo’. Tem uma personalidade forte e um caráter muito questionador. Uma figura que despertou interesse de muitos artistas e escritores. Ela é apontada como a mulher mais malvada de todas da história bíblica, por ser responsável pela execução de João Batista.
Essa encenação costuma reunir atores que já possuem muita experiência, como você e o Paulo Betti, e atores que estão estreando nos palcos. Como é pra você ter essa relação com pessoas que estão em uma posição que você já esteve.
É um prazer e um aprendizado para ambos os lados. Certamente, são mais experientes que eu nesse espetáculo. Então, eles têm muito para me ensinar. (Risos).
Atuar em um teatro a céu aberto tem muita diferença em relação aos teatros fechados?
Acho que a emoção maior é pela multidão de atores em cena, um palco aberto em uma cidade feita na réplica da real, onde tudo realmente aconteceu. Então, parece tudo muito mais real e ter um público de 10 mil pessoas, realmente é muito especial!
A montagem também contará com outros famosos no seu elenco, como Paulo Betti e Sergio Marone.
MARI BARCELOS