
Imagem: Divulgação
Acreditando que todo corpo pode dançar, o Dança Ageless Festival 60+ surge para exaltar a dança da pessoa idosa. Com o fim de comemorar o dia do idoso, a proposta é promover um encontro onde grupos dos mais variados estilos de dança de diversos pontos da cidade poderão se inscrever para se apresentarem no palco ou na mostra de vídeo. O evento ainda contará com pocket de espetáculo de grupo que possui a pessoa velha como protagonista, exibição de documentário e roda de conversa sobre dança e envelhecimento. O evento idealizado por Rafaeli Mattos, surge a partir de reivindicações de seus alunos com mais de 50 anos por mais espaço aos idosos em workshops e festivais de dança. Desta forma, o festival cem por cento voltado a este público, teve sua primeira edição em 2018 no Centro Coreográfico e 2023 no Espaço Casa do Jimmy e no Youtube totalmente de forma independente, promovendo a integração entre os grupos participantes e comprovando que o talento não tem idade.
Os interessados em integrar a mostra cênica e de vídeo devem solicitar o regulamento pelo e-mail: rafaelimattos01@gmail.com

Sinopse
Idealizado por Rafaeli Mattos para atender à demanda de seus alunos por maior representatividade nos palcos, o Dança Ageless Festival 60+ celebra o Dia da Pessoa Idosa reafirmando que o talento não tem idade. A terceira edição do evento é composta pela Mostra Cênica, onde serão apresentadas coreografias de grupos dos mais variados estilos de dança e Mostra de Vídeo. O evento ainda contará com pocket de espetáculo de grupo que possuem a pessoa velha como protagonista, exibição de documentário, bate-papo e oficina gratuita. Um evento cem por cento voltado à pessoa idosa, que promove a integração e provando que o todo corpo pode dançar.

Imagem: Divulgação
Programação
Sexta 23/10
14hrs Roda de Conversa sobre Dança e Envelhecimento com Lu Fernades (criadora do Ballet aos 60 e Idealizadora do Aulão do Bem) e Rafaeli Mattos (Diretora do Grupo Gingers de Sapateado).
15hrs Aula Aberta de Sapateado Ageless 60+ (gratuita)
18hrs Pocket do Espetáculo GINGERS – Uma obra de arte do tempo, Mostra de Vídeo e Exibição do Documentário AS GINGERS

Lu Fernandes. Imagem: Divulgação
Sábado 24/10
Teatro Gonzaguinha
15hrs Aula Aberta de Sapateado Ageless 60+ (gratuita)
18hrs Pocket do Espetáculo GINGERS – Uma obra de arte do tempo, Mostra Cênica e Exibição do Documentário AS GINGERS

Entrevista exclusiva com Rafaeli Mattos:
1- Simone Miranda – Artecult: Dança Ageless Festival nasceu de uma reivindicação dos seus próprios alunos com mais de 50 anos. O que você percebeu neles — e no meio da dança — que fez você entender que era preciso criar um festival exclusivamente voltado para a pessoa idosa?
Rafaeli: O Ageless Festival 60+ sempre ofereceu protagonismo ao dançarino idoso, diferente dos eventos vigentes no momento de seu surgimento. O que foi percebido é que o contexto dos festivais de dança não tinha espaço para receber o dançarino idoso, eram ambientes pensados para jovens, adolescentes e crianças. Desta forma, não havia workshops específicos, os espaços físicos não colaboravam, tais como camarins por exemplo, com essa realidade de corpo, e raramente encontrava-se outros grupos com esse perfil. Então quando realizo a primeira edição no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, representou um deleite à essas pessoas idosas que tomaram a dança como projeto de vida de envelhecimento, um espaço acolhedor e de encontros potentes entre diferentes grupos de estilos de danças diversos.
2- Artecult: Quando falamos em dança, ainda existe uma ideia muito ligada à juventude, ao corpo considerado “ideal” e à performance. O que muda quando colocamos a pessoa idosa no centro do palco e permitimos que ela dance a partir do seu próprio corpo e da sua história?
Rafaeli: Pensar na dança da pessoa idosa é praticar o desapego e olhar com generosidade os corpos. Faz-se necessário abrir mão dos moldes instituídos pela técnica e virtuosismo e abrir espaço às poéticas e do tanto essa realidade de corpo tem a nos dizer. É encontrar potência nas fragilidades de cada indivíduo e potencializar a vida que continua a acontecer.
3- ArteCult: O festival já passou por diferentes espaços e, inclusive, teve uma edição realizada de forma totalmente independente. Quais foram os principais desafios para manter esse projeto vivo e o que mais te emocionou ao longo dessas edições?
Rafaeli: Na verdade, o festival sempre foi independente, em todas as edições, incluindo a atual. A cada edição ele se torna mais potente e necessário, pois de certo modo, influencia o contexto sendo uma das ações que lança luz ao envelhecimento e a dança. Além da dificuldade de obter patrocínios para que possamos ter uma periodicidade anual, a conscientização dos espaços de dança e professores que levar seus alunos aos festivais não significa perdê-los é outra problemática. O que se observa é que quanto mais levamos nossos alunos a eventos como mostras e festivais, mais amplia-se o vínculo com eles.
4- Artecult: O lema de que “todo corpo pode dançar” está no coração do festival. Depois de acompanhar tantas pessoas idosas se apresentando, o que a dança tem revelado para você sobre envelhecer, liberdade e a possibilidade de continuar realizando novos sonhos?
Rafaeli: A dança tem me revelado que envelhecer pode ser uma fase extraordinária da vida humana, tão significativa e satisfatória como qualquer outra. Talvez até melhor!
Os interessados em integrar a mostra cênica e de vídeo devem solicitar o regulamento pelo e-mail: rafaelimattos01@gmail.com
As inscrições da aula gratuita de sapateado podem ser realizadas pelo link na bio do Instagram do evento ou presencialmente no espaço Casa do Jimmy às quartas das 14:30 às 16hrs e sábados das 9:30 às 11hrs.
Os ingressos para assistir o festival custam:
- Inteira: 50,00
- Meia entrada: 25,00
e podem ser adquiridos pelo link do Sympla ou na bilheteria do teatro de quinta a sábado a partir das 14hrs.
Ingressos:
https://bileto.sympla.com.br/event/127570
SIMONE MIRANDA
Coluna AC POR AÍ
Vem comigo, vem! @si.por.ai











