Depois de e estrear em Janeiro de 2018 no Festival Sundance de Cinema, o filme Lizzie chega ao Brasil em 2019.
Baseado em acontecimentos reais, o filme conta a história de Lizzie Borden, uma americana que foi julgada em 1892 pelo assassinato de seu pai e madrasta a machadadas. Devido sua posição social e sua saúde condicionada a diversos ataques epilépticos, foi inocentada em seu julgamento.
Muitas teorias foram desenvolvidas para explicar o que aconteceu naquele 4 de Agosto, e muitas versões da história foram parar nas telinhas ou nas telonas.
Apesar de ser uma história ‘batida’ no quesito adaptações, o diferencial do longa de Craig Macneill é que o mesmo se desenvolve mostrando as relações entre a família Borden, a sociedade e a nova empregada, Bridget (Kristen Stewart), baseando-se em uma das teorias que haveria um romance proibido entre Lizzie (Chloë Sevigny) e Bridget.
Num cenário mais amplo, vemos o patriarca da família, Andrew (Jamey Sheridan) recebendo ameaças e confiando a John Morse (Denis O’Hare) uma possível herança de seus bens, na tentativa de garantir a proteção de suas filhas.
Num contexto mais interno à trama, vemos o quão abusivo é Andrew e há uma tensão perceptível nas interações de Lizzie e Bridget desde o primeiro encontro.
O drama é bem lento e arrastado, o que o torna um tanto quanto cansativo, mas se você consegue se conectar com a história pode perceber o quão bem desenvolvida, profunda e tensa a trama é. Sem grandes furos no texto e no contexto, os personagens principais são bem desenvolvidos e ganharam excelentes interpretações, sendo o grande destaque do filme os diálogos e as relações entre ele.
A profundidade das interações entre Lizzie, Bridget e Andrew é fundamental para o filme, e por ser muito bem alicerçada, fornece a base necessária para aproveitar o filme e desenvolver certa empatia para compreender as atitudes e sentimentos de cada personagem.