Monsters of Rock 2026 transforma São Paulo em território do rock e entrega tudo o que promete

Foto: Guns N’ Roses

O Monsters of Rock 2026 não foi só mais uma edição, foi aquele tipo de evento que reforça por que a gente continua acreditando no rock de verdade. Antes mesmo dos portões do Allianz Parque abrirem, a experiência já tinha começado de um jeito especial. O sideshow na Audio colocou Dirty Honey e Jayler em um ambiente muito mais próximo do público e talvez tenha sido ali um dos momentos mais autênticos de toda essa passagem pelo Brasil.
O show do Jayler, principalmente, chamou atenção. Energia de banda que ainda tem muita coisa pra provar, mas que já sobe no palco com identidade. Funcionou muito bem ao vivo com presença, entrega e uma conexão imediata com quem estava ali. Foi daqueles shows que te fazem prestar atenção no nome.
O Dirty Honey veio logo na sequência mantendo o nível alto, com um som mais clássico e uma segurança de palco que já mostra estrada. Em formato menor, longe do palco gigante, a banda conseguiu explorar melhor dinâmica e interação  e isso fez diferença.
Já no festival, essa energia se expandiu.
Abrindo os trabalhos, Jayler voltou com ainda mais confiança. Se no sideshow já tinha chamado atenção, no palco grande mostrou que consegue segurar público também em festival — o que não é pra qualquer banda. O Dirty Honey manteve consistência, entregando um show redondo, direto e sem firula. Rock clássico bem executado, funcionando como uma ponte perfeita entre as novas apostas e os nomes mais consagrados do lineup.
Quando Yngwie Malmsteen subiu, o foco mudou completamente. Foi um show técnico, quase uma aula de guitarra em alguns momentos. Pode não ser pra todo mundo, mas é inegável o impacto e o respeito que ele carrega.
Halestorm entregou um dos shows mais fortes do dia. Presença de palco absurda, peso, carisma e controle total do público. Foi um daqueles momentos em que tudo encaixa: banda afiada, som alto e plateia respondendo na mesma intensidade. Mais uma vez, Lzzy Hale mostra por que é uma das grandes frontwomen do rock atual, liderando uma banda que já garantiu seu lugar entre as mais relevantes da cena.
Já o Extreme trouxe um equilíbrio interessante entre técnica e emoção. Um show cheio de dinâmica, com músicos extremamente entrosados e uma entrega que vai além do óbvio. Foi um dos pontos altos da noite.
Lynyrd Skynyrd entrou carregando história. Clássicos que atravessam gerações e um público que canta junto, transformando o show quase em um encontro coletivo entre passado e presente.
E quando Guns N’ Roses subiu ao palco, não tinha mais o que provar  ai era só aproveitar. Um show longo, cheio de hits e com aquela sensação de encerramento grandioso que um festival desse porte pede.
No fim, o Monsters of Rock não vive só dos nomes gigantes no cartaz. Ele se sustenta também nesses encontros menores, como o sideshow, onde a essência do rock aparece sem filtro. E talvez seja exatamente isso  do palco pequeno ao estádio lotado  que mantém tudo relevante até hoje.

Confira as fotos oficiais dos shows:

JEFF FERREIRA 

 

Author

Sou Jeff Ferreira, apaixonado por música desde sempre. Há 8 anos, transformo minha paixão em matérias, entrevistas e análises que aproximam artistas e fãs. Nerd por natureza, adoro explorar histórias, descobrir novas sonoridades e compartilhar tudo isso em textos que vão além das palavras — porque, para mim, música é emoção, é vida, é conexão.

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