My Chemical Romance transforma Allianz Parque em ópera emo e encerra noite histórica em São Paulo

Foto: 30e/ Divulgação

Quase duas décadas após sua última passagem pelo Brasil, o My Chemical Romance retornou a São Paulo para uma apresentação que misturou teatralidade, peso e catarse coletiva no Allianz Parque. Antes do aguardado reencontro com o público brasileiro, quem abriu a noite foi a banda sueca The Hives, responsável por preparar o terreno com energia crua e presença de palco explosiva.

The Hives aquece o público com intensidade garage rock

Conhecidos pelo som direto e performático, os suecos do The Hives entregaram um set vibrante, interação constante e na postura magnética do vocalista Howlin’ Pelle Almqvist. A banda transformou o estádio em uma arena pulsante, elevando a temperatura do público e criando o clima ideal para o espetáculo principal.

A escolha do grupo como abertura reforçou o caráter internacional da noite, que reuniu diferentes vertentes do rock em um mesmo palco.

Ato I: A celebração de The Black Parade

Pontualmente, o My Chemical Romance iniciou sua apresentação com “Mr. Blue Sky”, da Electric Light Orchestra, criando uma atmosfera cinematográfica antes da introdução conceitual “Over Fields (The National Anthem of Draag)”. A partir dali, o Allianz Parque mergulhou no universo dramático que consolidou a identidade da banda.

“The End.” e “Dead!” abriram a sequência dedicada a The Black Parade, seguidas por “This Is How I Disappear”, “The Sharpest Lives” e “Welcome to the Black Parade”, entoada em uníssono por milhares de fãs.

Momentos mais introspectivos vieram com “I Don’t Love You” e “Cancer”, enquanto “Mama” ganhou dimensão ainda mais teatral com a participação da cantora lírica Charlotte Kelso no papel de “Nurse Sylvia”. O encerramento do bloco com “Famous Last Words”, acompanhado de uma reprise de “Welcome to the Black Parade”, consolidou o peso simbólico da obra na trajetória do grupo.

Ato II: Clássicos e catarse coletiva

A segunda parte ampliou o recorte da discografia. “Our Lady of Sorrows” e “Bury Me in Black” resgataram as raízes mais pesadas, enquanto “Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)” e “Planetary (GO!)” elevaram novamente a energia do estádio.

“Helena” emocionou gerações, e “I’m Not Okay (I Promise)” provocou uma das reações mais intensas da noite. Já “The Foundations of Decay”, utilizada pela primeira vez como encerramento de show, marcou o desfecho com simbolismo: mais do que revisitar o passado, a banda aponta para continuidade. A apresentação em São Paulo foi realizada pela 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, em parceria com a Move Concerts. A união das produtoras reforça o porte internacional da turnê e evidencia o investimento em uma estrutura de grande escala, compatível com a dimensão histórica do reencontro entre banda e público brasileiro.

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JEFF FERREIRA 

Author

Sou Jeff Ferreira, apaixonado por música desde sempre. Há 8 anos, transformo minha paixão em matérias, entrevistas e análises que aproximam artistas e fãs. Nerd por natureza, adoro explorar histórias, descobrir novas sonoridades e compartilhar tudo isso em textos que vão além das palavras — porque, para mim, música é emoção, é vida, é conexão.

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