
Série “O Menino que Engoliu o Sol” é exibida nas manhãs de sábado, às 10h, no SescTV. Foto: Miguel Angeo e Eduardo Duval.
Inspirada no universo de Manoel de Barros e nos mitos do Pantanal, produção finalista do Japan Prize celebra a infância, a imaginação e o enfrentamento do medo
Em fevereiro, o SescTV estreia a série de animação O Menino que Engoliu o Sol, uma delicada narrativa sobre a infância em diálogo profundo com a natureza, a memória e os afetos. Dirigida por Patrícia Alves Dias e narrada por Ney Matogrosso, a produção apresenta 13 episódios de sete minutos, exibidos aos sábados, às 10h, com reapresentações ao longo da semana. Inspirada no livro homônimo de Ricardo Pieretti Câmara, no imaginário poético de Manoel de Barros e no mito do fogo, do povo indígena Guató, a série transpõe para o Pantanal um olhar sensível sobre o crescer, o brincar e o aprender a conviver com o medo.
No episódio de estreia, “Ácó Cene” (7/2), o público conhece Manoel, um menino que acorda todos os dias disposto a brincar com tudo o que vive e também com o que parece imóvel: rios, insetos, plantas, silêncios. Seu companheiro mais próximo é um peixe-cachorro, e o rio surge como espaço de descoberta e abrigo. À noite, porém, o escuro ainda assusta — temor acolhido pela avó Donana, que acredita no cuidado, no afeto e na imaginação como formas de proteção.
Em “Ácó Dùni” (14/2), a natureza anuncia mudanças: a saracura chama a chuva, os insetos se multiplicam, e o corpo do menino reage. A dor de barriga mobiliza os saberes tradicionais, o benzimento e a escuta atenta da avó, revelando uma infância embalada por práticas ancestrais, em que corpo, ambiente e cuidado caminham juntos.
O terceiro episódio, “Ácó Cùmu” (21/2), acompanha as manhãs de Manoel feitas de faz-de-conta. O vento ganha rabo, o bosque se enche de águas improváveis, ariranhas brincam no rio. O dia se estende como estratégia para que a noite não encoste, enquanto Donana permanece atenta, criando rituais cotidianos para que o medo não encontre espaço.
Encerrando o mês, “Ácó Rékai” (28/2) apresenta manhãs marcadas por “falas intermináveis de silêncio” e pela experiência da escola, onde convivem crianças, garças, borboletas e o próprio Pantanal, maior que o mundo. À noite, quando o medo ameaça voltar, o céu se ilumina com vagalumes, oferecendo ao menino uma nova forma de atravessar a escuridão.
Finalista do Japan Prize 2020, uma das mais tradicionais premiações internacionais dedicadas a conteúdos educativos, O Menino que Engoliu o Sol reafirma o compromisso do SescTV com produções que respeitam a inteligência da infância e ampliam o repertório sensível de crianças e adultos. Ao transformar o Pantanal em território de escuta, poesia e imaginação, a série convida o público a desacelerar o olhar e redescobrir o mundo a partir da experiência do afeto.
SERVIÇO
O MENINO QUE ENGOLIU O SOL
- Direção: Patrícia Alves Dias
- Narração: Ney Matogrosso
- Brasil, 2020, 13 episódios de 7 minutos
- Classificação indicativa: Livre
- Exibição na TV: sábados, às 10h
- Reapresentações: domingos, 17h30; segundas, 15h; terças, 9h; quintas, 18h15
- Episódios de fevereiro
- 07/02 – Ácó Cene
- 14/02 – Ácó Dùni
- 21/02 – Ácó Cùmu
- 28/02 – Ácó Rékai
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