Série musical infantil ‘Firinfa e os Fifos’ chega ao Prime Video

Imagem: Divulgação

 

Produção brasileira, idealizada por Fernando Ordones, traz no repertório sutis referências a grandes clássicos do rock 

A partir de 1º de fevereiro, a primeira temporada estará disponível no streaming

 

Com formato educativo, introduz com os pequenos a conversa sobre alimentação saudável, higiene, uso da cadeirinha no carro, entre outros temas

Link com os episódios: https://drive.google.com/drive/folders/10ZNCESFcJMj5YWnIiR6WbQLJ-uWEonQh

As crianças – e os pais delas – ganham, a partir de 1º de fevereiro, mais uma opção de entretenimento. Na data, a série musical infantil “Firinfa e os Fifos” chega ao Prime Video. A produção brasileira, idealizada pelo músico Fernando Ordones, apresenta uma banda estrelada por crianças em um desenho animado, cujo repertório traz sutis referências às canções dos Beatles, da Jovem Guarda, Lafayette e até de Stevie Wonder. Além de produções autorais, mas também em versões de clássicos como “O Sapo não lava o pé” e “Borboletinha”, é a garantia de conforto e alívio acústico para quem achou que ia passar o mês das férias escolares, quiçá, o ano inteiro ouvindo em loop um repertório tatibitate.

A ideia do projeto nasceu do que Fernando Ordones chama de “necessidade interna”. A paternidade de Lucas, hoje com 8 anos, trouxe para a vida do músico uma série de demandas que até então ele desconhecia. Como explicar para uma criança de apenas 3 anos que ele não poderia bater no amiguinho da escola? Como fazê-lo entender sobre a importância de tomar banho, de ter uma alimentação saudável, acordar cedo para ir à escola ou ainda de aceitar seguir viagem sentado na cadeirinha do carro? Quem já viveu essas experiências conhece bem as dores e as delícias dessa fase.

“No jardim da infância, o Lucas e um amiguinho queriam o mesmo carrinho e acabaram entrando em conflito, um querendo bater no outro, aquela coisa de criança pequenininha quando se vê numa contenda. E pensei, vou fazer uma música com esse refrão “a gente não pode bater nos amigos, os amigos são legais”. E foi absolutamente descompromissado. Logo depois, em casa, ele estava brincando sozinho, no canto dele, e começou a repetir, cantando, e vi que esse refrão tinha ficado na cabeça dele. Entendi ali que a música podia ser uma ferramenta legal para fazermos um reforço positivo, ainda que fale “de não fazer”, o que não é o mais adequado, essa letra foi uma aliada”, contou Fernando, referindo-se à composição de  “Bater no amigão, não!”. 

E assim vieram outras canções para ajudar a educar a própria cria sobre a hora de comer, de tomar banho, mas, para além disso, Fernando também se preocupou em oferecer às crianças e a quem pegou carona na cauda do cometa da maternidade e da paternidade uma experiência musical rica. Nesse momento, ele se reuniu com o produtor Luciano Tucunduva, com quem já havia trabalhado em discos anteriores, e os dois decidiram sempre colocar nas músicas, em seus arranjos, uma referência de um rock, ou uma banda, dos anos 60, 70, ou similar.

“Em ‘Piolho Pimpolho’, por exemplo, a gente pôs lá uma sutil referência de “I Am the Walrus”, dos Beatles, e ainda com um tecladinho, que simula o timbre de “We Can Work It Out”, dos Beatles, mas na versão do Stevie Wonder. Então, tem um pianinho distorcido, ali na entrada”. Só um toque, porque a música segue sua própria melodia”, explica.

E assim, faixa a faixa da série musical, quem tiver ouvidos atentos pode inclusive fazer uma gincana caseira para reconhecer acordes e timbres familiares aos pais, mães e responsáveis rockeiros. Ainda falando em família, o debate começou sobre o que estaria nas letras nasceu dentro de casa.

“Eu converso muito com o Lucas. Ele agora quer que eu faça uma música sobre o medo do escuro e uma outra sobre a hora de escovar os dentes. E também trouxe sua visão em “Rock da Cadeirinha”. Havia um verso inicial que dizia assim “se acontecer algum imprevisto, a cadeirinha protege você”. E o Lucas me perguntou o que era imprevisto. Ele me lembrou que as crianças não entenderiam o que é imprevisto e sugeriu usar ‘acidente’. Esse feedback foi superválido”, avalia ele, que ainda conta com o vocal do filho e da mulher, Mariana Lage Marques, no coro das canções. “Sentia que estava faltando a voz de uma criança. A maneira como ele fala os fonemas e como articula as palavras é absolutamente diferente de um adulto. E é aí que esse projeto faz sentido, com voz de criança. Não é um rock cantado por um adulto para uma criança”, completa. 

E muitas frases-surpresa do Lucas ficaram nas gravações. Sem correção.

“E essa imprevisibilidade a gente deixa nas músicas também. Às vezes, Lucas soltava uma frase maluca, errava ou dava uma risada, uma tossinha. Deixamos. O improviso é a brincadeira do erê”, conclui. 

Foto: Série “Firinfa e os Fifos” | Divulgação

Visual dos personagens é rock and roll

A ideia de montar um desenho animado de uma banda diversa, representando a multiplicidade de etnias, cores, pessoas, gêneros moveu a criação de “Firinfa e os Fifos”. O rascunho inicial trazia um alien na guitarra, um baixista de qualquer gênero, um saxofonista negro, o Firinfa, de topete, cabelinho de Roberto Carlos e John Lennon, uma baterista meio Tina Turner espacial. E Fernando levou essa concepção para o ilustrador Lucas Busatto e ao animador Anderson Saito.

“A minha paixão por música, desde rock, até MPB e Bossa Nova influenciou a criação de uma banda dos sonhos. Meio Beatles, meio Swinging Sixties, com as meninas de vestidinho, anos 60, meio psicodélico. Daí, ficamos com o Firinfa, com essa carinha de Beatle e topete de Elvis; o Caruru, que é o menino negro; a Ayira, que é a menina indígena; Narinha, de Nara Leão e da Narinha do Erasmo; e o Bongô, que é o baterista, seria mais oriental. Mas é um oriental misturado com um programa humorístico que os Beatles participaram no anos 60, em que o apresentador chamou o Ringo de bongo, então fiz um mashup de bongo oriental com o Ringo (risos)”, explica Fernando. 

Episódio a episódio – Caça às referências musicais 

Piolho pimpolho – É sobre a importância de tomar banho. Diz a letra que, quando não se toma banho, uma família inteira de piolhos se muda para a cabeça da criança, de mala e cuia, bicicleta, patinete, colchão… A família de piolhos toda dança na cabeça do Firinfa. O arranjo traz referências a “I Am the Walrus”, dos Beatles, e “We Can Work It Out”, mas na versão do Stevie Wonder.

O sapo não lava o pé – A canção é um dos covers mais populares de domínio público escolhida para entremear o repertório autoral. A versão traz, no comecinho, a referência a “I Saw Her Standing There”, e um solo com cara de “Day Tripper”, ambas dos Beatles.

Hora de Comer – Fala da necessidade de uma alimentação saudável, de se consumir um prato colorido e variado. A música faz referência a “I Should Have Known Better”, dos Beatles.

Firinfa e os Fifos (Música Tema) – É a música tema, que apresenta a turma, lembra “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. Um tio muito querido presenteou Fernando, na infância, com a Coleção Disquinho, com a história do Macaco e a Velha. A velha se chamava Firinfinfelha. Manoel, tio de Fernando, apelidou o sobrinho de Firinfa. E, da ideia de que a banda fosse batizada com um nome como Erasmo e Os Tremendões, Renato e seus Blue Caps, surgiu Firinfa e os Fifos.

Rock da Cadeirinha – Feita para ajudar as crianças que não querem andar sentadinhas no equipamento de segurança. Traz um mix de “My Generation”, do The Who, com “O Calhambeque”, do Roberto Carlos.

Rock da praia – É sobre a curtição infantil na praia, de passar protetor, mas também de aproveitar o picolé, de pegar jacaré e jogar bola. A entrada tem uma chamada meio parecida com “My Generation”, do The Who, com Dick Dale, Paul McCartneyRamones. É a mais rock’n’roll de todas.

Hora de dormir – É sobre a dificuldade infantil de pegar no sono sozinha. A referência é de uma música “Sleepwalk”, da dupla Santo & Johnny, uma versão na guitarra, instrumental, bem suave,, tipo um Doh Wop, bem anos 60, música de acalmar, para dormir.

Cachorrinha Cacau – A canção é sobre o amor das crianças pelos bichinhos e também uma mascote da família, que já faleceu, mas feita para relembrar a pet, que uivava bastante e era muito carinhosa. Traz referências de “Turn! Turn! Turn!”, do The Byrds, e de  “What You’re Doing”, dos Beatles.

Bater no amigão, não – É sobre resolução de conflitos entre os pequenos, com referências a “Daydream Believer”, do The Monkees, e “With a little help from my friends”“Penny Lane”, dos Beatles.

Dia de acordar cedão – Fala do desafio de todos os responsáveis que é fazer qualquer criança acordar cedo e respeitar o horário de ir à escola. A referência é “Quando”, de Roberto Carlos, e “Runaway”, de Del Shannon.

Borboletinha – Não tem uma referência específica, só uma versão mais rock and roll do clássico de domínio popular.

Sobre Firinfa e os Fifos

Iniciado em 2024, possui cerca de 10 mil assinantes no YouTube e segue crescendo sua presença nas redes sociais. Firinfa e os Fifos é aquela banda de rock dos seus amiguinhos da vizinhança. Formado por cinco crianças super sapecas e seus instrumentos barulhentos, esse grupo chegou para fazer muito som, brincar à beça, e cantar as coisas do dia a dia da molecada. Essa galera foi idealizada pelo cantor e compositor paulistano Fernando Ordones, que também co-produziu as músicas e deu voz aos personagens, junto com seu filho Lucas. Luciano Tucunduva assina também a produção musical. A arte e animação ficaram à cargo de Lucas Busato e Anderson Saito. https://firinfaeosfifos.com.br/

Sobre Fernando Ordones

Fernando é músico, compositor e cantor nascido em São Paulo nos idos de 1977. Começou sua jornada musical autoral em meados de 2008 com o EP “Fernando & Os Heróis Voadores”. Desde então, explorou diferentes estilos e colaborações, lançando o EP “Genes” (2015), o single “A garçonete de Liverpool” (2016), o EP “Antigravitacional” (2017) e o álbum “Caminhar” (2020), todos estes últimos com produção de Mauro Motoki (Ludov) e parcerias com Piero Damiani. Em 2021, lançou os singles “Máscaras de Oxigênio” e “Deus é um Rio”, produzidos por ele durante a pandemia. Seu single mais recente é a faixa “Daqui da Lua” (2023). Sua maior motivação para compor vem das pequenas coisas do dia a dia, buscando encontrar um respiro, algum alívio, e algumas reflexões em meio à correria do mundo. Em paralelo com as aventuras musicais, Fernando atuou também no mercado corporativo, com mais de 27 anos de estrada em comunicação e marketing. – https://fernandoordones.com.br/


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Redação do Portal ArteCult.com Expediente: de Seg a Sex - Horário Comercial. e-mail para Divulgação Artística: divulgacao@artecult.com. Fundador e Editor Geral: Rapha Gomide.

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