Clubes de livro ganham espaço em empresas como ferramenta de cultura, aprendizado e bem-estar

Arte Digital com IA: Chris Herrmann

 

Clubes de livro ganham espaço em empresas e Multinacionais aderem à prática

 

Em um cenário corporativo cada vez mais orientado por propósito, diálogo e desenvolvimento humano, iniciativas como os clubes do livro deixam de ser apenas práticas sociais e passam a ocupar um papel estratégico dentro das organizações. Grandes empresas têm adotado grupos de leitura como ferramenta para fortalecer a cultura interna, estimular comportamentos essenciais e promover saúde mental, conexão e pertencimento entre colaboradores.

A proposta vai além do incentivo à leitura: trata-se de criar espaços seguros de conversa, reflexão e construção coletiva de conhecimento. Temas como empatia, liderança, inteligência emocional, diversidade e inovação são levados à mesa de forma leve, mas profunda, aproximando profissionais de diferentes áreas e níveis hierárquicos.

Na multinacional farmacêutica Lundbeck, especializada em saúde do cérebro, o Clube do Livro CAR – sigla para Curiosidade, Adaptabilidade e Responsabilidade – nasceu como parte da Jornada de Cultura da companhia. O nome representa os três comportamentos culturais que a empresa deseja fortalecer no cotidiano de trabalho. O símbolo do programa, um carrinho, representa essa caminhada conjunta de desenvolvimento.

“Cultura não se decreta, se vive. O clube do livro foi criado para que nossos colaboradores tenham um espaço de escuta, reflexão e diálogo, onde cada página lida se transforma em troca verdadeira. Não buscamos respostas, mas boas perguntas, é isso que alimenta a curiosidade e a evolução coletiva,” afirma Alba Eiras, diretora de Pessoas & Comunicação da empresa.

Com encontros periódicos, o clube discute obras que abordam desde temas comportamentais até dilemas contemporâneos do mundo do trabalho. Além do aspecto intelectual, líderes relatam melhora no engajamento, fortalecimento dos laços entre equipes e ampliação do olhar crítico e empático dos participantes.
Especialistas em comportamento organizacional observam que essas iniciativas contribuem para ambientes mais saudáveis, promovendo bem-estar, senso de pertencimento e até prevenção de problemas ligados à saúde mental. Em tempos de hiperconexão e excesso de informações, parar para ler e dialogar tornou-se um ato transformador.

 

 

 

 

CHRIS HERRMANN

 

 

 

 

 

Author

Chris Herrmann é escritora/poeta, musicista, musicoterapeuta, editora e webdesigner teuto-brasileira, nascida no Rio de Janeiro. Estudou Literatura na UFRJ, Música no CBM e pós-graduou-se em Musicoterapia na Universidade de Münster, Alemanha. Tem 13 Livros publicados (poesia contemporânea, haikai, romance, contos e literatura infantil); bem como participação e organização em inúmeras coletâneas de poesia no Brasil e exterior. Recebeu diversas premiações ao longo dos últimos 20 anos, como escritora, poeta, webdesigner e curadora de sarau. É editora-chefe da revista eletrônica Ser MulherArte (www.sermulherarte.com | @sermulherarte); articuladora do Mulherio das Letras na Lua (Grupo de Poesia ligado ao Movimento Mulherio das Letras); editora do Sarau da Varanda (@sarau.da.varanda) e Arthéria Viva (@artheriaviva) no Instagram. Desde Outubro de 2025, é assessora e colunista do Portal ArteCult (www.artecult.com | @artecult).

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