Homem com H ou homem com B de exímios brasileiros?

Cena de “Homem com H”. Foto: Marina Vancini

 

O filme que está em cartaz nos cinemas brasileiros tem chamado atenção pela execução impecável. Ele nos leva a uma verdadeira viagem ao passado, embalada por músicas que continuam vivas por sua excelência. A obra aborda tantos momentos marcantes e tanta arte que é impossível não se emocionar diante da grande tela.

Homem com H”, estrelado por Jesuíta Barbosa, ultrapassou a marca de 600 mil espectadores. A renda acumulada já soma mais de R$13 milhões (Fonte: Filme B Box Office Brasil) e, até o momento da publicação deste artigo, o longa já havia sido assistido por mais de 605 mil pessoas. Escrito e dirigido por Esmir Filho, com produção de Veronica Stumpf, a cinebiografia de Ney Matogrosso chegou aos cinemas no dia 30 de abril, com sessões de pré-estreia lotadas em todo o Brasil, e foi lançado oficialmente no dia 1º de maio.

A delicadeza do diretor soube trazer cenas quentes com elegância, não tentando disfarçar o artista, cenas fortes e humanas da vida de um homem que soube entender a vida como ela é. E na tela essa maestria foi relevante para nós entendermos a humanidade do incrível Ney Matogrosso. Um exemplo a ser seguido, embora o artista não esteja interessado em ser nenhum tipo de formador de opinião, mas para quem tem sentimentos livres, Ney sempre será uma referência. Antes, eu o via apenas como um excelente artista da música. Agora, após o filme, vejo também sua profunda humanidade, o que falta entre nós, basta assistir o jornal, para entender o que o mundo tem oferecido a nós.

O diretor Esmir Filho, Ney Matogrosso e Jesuíta Barbosa durante uma das sessões de lançamento do filme.

A escolha da trilha sonora é um bálsamo aos ouvidos daqueles que amam a música popular brasileira. “Rosa de Hiroshima”, “Sangue Latino”, “O Vira”, “Bandido Corazón”, “Postal de Amor”, “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”, “Encantado”, e, é claro, “Homem com H”. Posso dizer que é uma delícia, além de contagiante, cantamos juntos, mesmo que cantando para nós mesmos, uma espécie de oração. Uma experiência íntima e emocionante com o ídolo Ney Matogrosso.

Filmagens bem executadas, e acima de tudo Jesuíta, o ator escolhido para viver o artista da música, ele nos leva ao Ney, isso é suficiente para assistir ao longa. Interessante que o filme está entre filmes brasileiros em glória, seja no Oscar ou Cannes, e mesmo assim tem alcançado o público, mesmo sem essas chancelas, palmas.

Os figurinos também refletem fielmente a época retratada.

Sinopse:

“Homem com H” revela os momentos mais marcantes da vida de Ney Matogrosso, um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos. Desde a infância marcada pela repressão paterna até a consagração como ícone da música e da liberdade, Ney desafia preconceitos e cria um estilo próprio. O filme acompanha sua trajetória pessoal e artística, retratando performances inesquecíveis embaladas por sucessos como “Rosa de Hiroshima”, “Sangue Latino”, “O Vira”, “Bandido Corazón”, “Postal de Amor”, “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”, “Encantado”, e, é claro, “Homem com H”.

É impossível não vibrar e se emocionar com Homem com H, com tanto que o filme apresenta, com a beleza da execução dos profissionais envolvidos! Que beleza o momento pelo qual nosso cinema está atravessando.
Ney Matogrosso ganha nas telas o retrato que merece: profundo, humano e inesquecível. Um momento glorioso para o cinema brasileiro — e claro que o ArteCult não deixaria de registrar.

 

Elenco:

  • Jesuíta Barbosa – Ney Matogrosso
  • Jullio Reis – Cazuza
  • Bruno Montaleone – Marco de Maria
  • Rômulo Braga – Antônio (pai)
  • Hermila Guedes – Beíta (mãe)
  • Mauro Soares – João Ricardo
  • Jeff Lyrio – Gerson
  • Danilo Grangheia – Eugênio
  • Augusto Trainotti – Soldado Cato
  • Bela Leindecker – Luli
  • Caroline Abras – Yara Neiva
  • Regina Chaves – Lara Tremouroux

Participações especiais:

  • Céu – Elvira Pagã
  • Sarah Oliveira – repórter Fátima

Ficha Técnica:

  • Direção: Esmir Filho
  • Roteiro: Esmir Filho
  • Produzido por: Márcio Fraccaroli, André Fraccaroli, Veronica Stumpf
  • Produção Executiva: Rodrigo Castellar, Mariana Marcondes
  • Direção de Fotografia: Azul Serra
  • Direção de Arte: Thales Junqueira
  • 1o Assistente de Direção: Kity Féo
  • Figurino: Gabriella Marra
  • Caracterização: Martin Trujillo
  • Montagem: Germano de Oliveira
  • Som Direto: Ana Penna
  • Edição de Som: Martin Griganaschi
  • Mixagem: Armando Torres Jr, ABC
  • Supervisão Musical e Música original: Amabis
  • Produção de Elenco: Anna Luiza Paes de Almeida
  • Direção de Produção: Karla Amaral
  • Produção: Paris Entretenimento
  • Produtores Associados: Rodrigo Castellar, Adrien Muselet, Esmir Filho
  • Distribuição: Paris Filmes
  • Coprodução: Claro
  • Coprodução: SPCINE e Secretaria Municipal de Cultura
  • Apoio: Riofilme

 

Confira o trailer:

 

Paty Lopes (@arteriaingressos). Foto: Divulgação.

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Author

Dramaturga, com textos contemplados em editais do governo do estado do Rio de Janeiro, Teatro Prudential e literatura no Sesi Firjan/RJ. Autora do texto Maria Bonita e a Peleja com o Sol apresentado na Funarj e Luz e Fogo, no edital da prefeitura para o projeto Paixão de Ler. Contemplada no edital de literatura Sesi Fiesp/Avenida Paulista, onde conta a História de Maria Felipa par Crianças em 2024. Curadora e idealizadora da Exposição Radio Negro em 2022 no MIS - Museu de Imagem e Som, duas passagens pelo Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com montagem teatral e de dança. Contemplada com o projeto "A Menina Dança" para o público infantil para o SESC e Funarte (Retomada Cultural/2024). Formadora de plateia e incentivadora cultural da cidade.

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