
Reprodução: Instagram @henryeklauss
Na estreia do espetáculo dos ilusionistas Henry e Klauss, no Teatro Casagrande testemunhamos uma experiência que transcende a simples apresentação de truques.

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A dupla constrói uma narrativa envolvente que conecta diferentes gerações através de elementos emocionais e tecnológicos sofisticados.
O que mais impressiona no show é a habilidade dos artistas em criar vínculos emocionais com o público. Quando trazem uma criança ao palco e presenteiam-na com um ursinho de pelúcia, replicando suas próprias experiências infantis, estabelecem uma poderosa conexão de identificação. Este momento não é apenas um truque, mas uma declaração: “nós também fomos como você”.
Da mesma forma, quando convidam um jovem aspirante a jogador de futebol para participar da levitação, transformam seu sonho em uma metáfora visual. A criança literalmente “se eleva” acima da mesa, em uma demonstração de que sonhos podem ganhar asas.

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Ainda, a história dos primeiros contatos com a mágica desde a infância até a evolução como artistas, contada em trechos de vídeo, é habilmente entrelaçada ao longo do show. Isto mostra que a magia não é apenas uma série de truques, mas também uma forma de contar histórias e conectar-se com as pessoas.
O conselho final para “acreditar nos sonhos” ressoa tanto com as crianças quanto com os adultos presentes.
A integração de tecnologia é outro ponto alto do espetáculo. Os enormes painéis interativos de led ampliam as possibilidades ilusionistas, criando momentos de espanto que seriam impossíveis na mágica tradicional. Roupas e acessórios de mágica parecem saltar do telão e se integrar à cena, criando uma experiência imersiva e surpreendente. A combinação de efeitos visuais de alta tecnologia com ilusionismo clássico resulta em uma experiência que mantém o público em constante estado de deslumbramento.

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A participação dos adultos nos números matemáticos com calculadoras e nos truques com papel cortado em quadrados revela outro aspecto interessante: a capacidade do show de despertar o senso de maravilhamento nos mais velhos. Por alguns momentos, os adultos são convidados a suspender sua descrença e redescobrir a sensação de assombro que muitas vezes fica adormecida com o passar dos anos. Ainda receberam mini-paraquedas com chocolates para se deliciar, tornando a experiência ainda mais memorável (dica: guarde o papel colorido com desenhos que receber na entrada do patrocinador apresentador do espetáculo)

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O clímax do show, quando os ilusionistas parecem flutuar pelo palco sem qualquer suporte visível, seguido pela explosão de tanques, representa o que podemos chamar de “momento TOP” — aquele instante em que a plateia, independentemente de idade ou ceticismo, rende-se completamente à ilusão. É neste ponto que a magia cumpre seu propósito mais fundamental: fazer-nos acreditar no impossível, nem que seja por alguns segundos. “O impossível é apenas uma ilusão!” – afirmam Henry e Klauss

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No final, o espetáculo de Henry e Klaus não se trata apenas de ilusionismo, mas de uma jornada emocional compartilhada. É um lembrete de que, independentemente da idade, todos nós ainda somos capazes de nos maravilhar — e talvez seja essa a maior mágica que eles realizam.
Os Bastidores da Magia de Henry e Klauss
Em uma entrevista exclusiva para o Portal Artecult – Arte, Conhecimento e Transformação, os ilusionistas Henry e Klauss revelaram os segredos por trás da construção de seu aclamado “Illusion Show”, uma experiência que vai muito além dos truques de mágica convencionais. A dupla cria conexões mágicas entre gerações com uma narrativa que combina emoção e tecnologia sofisticada.

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A inspiração por trás do espetáculo
“Na verdade, fazemos o que se chama de musical de revista, um teatro de variedades, onde temos comédia, emoção, música, cenas… É uma mistura de várias coisas. Illusion Show é um retrato de tudo”, explica Henry sobre a concepção do espetáculo.
Klauss complementa mencionando suas inspirações:
“A gente teve como inspirações, por exemplo, David Copperfield, obviamente, Michael Jackson, que conseguiu mesclar dança, mágica, efeitos especiais…. Mas é claro que os efeitos especiais vieram muito de shows como da Rihanna, do Super Bowl, do Michael Jackson, do David Copperfield. Esses foram nossa grande inspiração!”
Autenticidade como base da conexão emocional
O que mais impressiona no espetáculo é a capacidade dos artistas em criar vínculos emocionais com o público. Este elemento se confirma na fala emocionada de Klauss durante a entrevista:
“É aquele momento… Na verdade, o show inteiro é verdade. Então por isso que eu acredito que toca muito as pessoas, porque toda a história que a gente conta é verdade, desde a história do pai dele (Henry), a história de quando eu comecei, depois, contando como a gente se conheceu (no vídeo inicial), todas as músicas tocadas – que se você traduzir as letras, fazem todo o sentido com o que a gente está contando. Contar essa história, para nós, também é muito forte!”
Reconhecimento internacional e novos horizontes
A participação no “America’s Got Talent” e os recordes no Guinness Book representaram um divisor de águas na carreira da dupla.
“Muita coisa mudou, até porque o America’s Got Talent é um programa mundial, assistido no mundo todo e muito presente na internet. Então ele abriu muitas portas para a gente, para vários países….Até na China, por exemplo, falaram sobre a gente.”, conta Henry.
Não por acaso, a dupla acaba de estabelecer um novo recorde:
“Acabamos de bater um recorde mundial, a duas semanas atrás em plena Avenida Paulista em São Paulo. Foram 24 horas de mágica ininterruptas. Foi o maior número de mágicas realizadas em 24 horas.”, destaca Henry

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O futuro após o “Illusion Show”
Ao anunciar que esta é a última turnê do “Illusion Show”, Klauss revela que os próximos passos envolvem a internacionalização ainda maior do trabalho que construíram no Brasil. Esta evolução parece natural quando consideramos que o espetáculo já consegue transcender barreiras culturais e etárias, criando uma “jornada emocional compartilhada.”
Conforme Henry sintetiza, todas as “loucuras” e recordes têm um propósito final:
“construir público; ampliar ainda mais a visibilidade do nosso trabalho; mostrar para as pessoas uma roupagem nova da mágica, que é mais moderna, tecnológica e, ao final, o que queremos é trazer as pessoas para o teatro, para elas viverem uma experiência mágica.”
A dupla deixa claro que o verdadeiro propósito de seu trabalho transcende a simples apresentação de truques – é sobre conectar pessoas através da magia, permitindo que todos, independentemente da idade, sejam capazes de se maravilhar novamente.
Talvez essa seja a maior mágica que eles realizam.










