O ÚLTIMO JOGO: Não é apenas um jogo, é um filme sobre futebol!

O esporte que retrata o Brasil não pode ser outro: é o futebol. Dentre inúmeros elementos representativos, temos a bola como uma marca de identidade, como um diferencial. Parece emblemático, mas colocamos de lado todas as dificuldades políticas, sociais e econômicas do nosso país para nos vangloriar daquilo que entendemos ser nosso; nosso patrimônio intrínseco que nos acompanha desde o chutar na barriga materna – o dom de jogar bola.

Sob a direção de Roberto Studart, diretor responsável pelas obras “Pra Lá do Mundo” e “Mad Dogs“, “O ÚLTIMO JOGO” é um longa recheado de entusiasmo. A trama não guarda qualquer sobressalto em seu enredo, tendo como cerne a típica rivalidade entre brasileiros e argentinos centrada no embate futebolístico a ser promovido entre dois vilarejos fronterísticos – Brasil e Argentina.

Cena de “O Último Jogo”. Foto: Divulgação – Pandora Filmes.

A magnitude do jogo perpassa pelo fechamento de uma fábrica local, fato que terá como derradeiro o enfraquecimento populacional, tornando, portanto, esta partida de futebol a última a ser realizada entre os dois vilarejos estrangeiros. Ora, vencer passa a ser uma questão de honra, já que o resultado deste jogo ficará marcado para sempre na memória de todos que vivenciam este evento esportivo.

Assim, talvez essa seja a chave para o laço afetivo criado pelo telespectador – pelo menos àquele que guarda apreço pelo esporte – para com a obra: o longa pulsa emoção e excentricidade. Resgata-se aspectos como o futebol de várzea, a narração explosiva e a integração da comunidade com o time. Tais aspectos por muito são questionados no atual futebol moderno, onde a mídia e a vaidade se sobressaem ao verdade sentimento futebolístico.

A fotográfica empregada conta com enquadramentos abertos, dando destaque as características dos vários personagens pertencentes ao enredo. Pertinente revelar este desenvolvimento empregado pela direção, já que são evidenciados os vários trejeitos dos excêntricos personagens, tônica que torna o filme agradável e leve, com o humor sendo a quase todo momento explorado na narrativa.

Cena de “O Último Jogo”. Foto: Divulgação – Pandora Filmes.

Desta forma, eventos absurdos, como a morte de um jogador em campo, ganham contornos de sátira, reforçando o gênero humorístico do filme, que procura destoar a profundidade de temáticas agradadas ao mundo esportivo, a exemplo da violência – seja dentro ou fora das linhas do campo -, ou o próprio poderio masculino no cenário do futebol. Talvez este seja um ponto a ser ponderado no filme: a incompletude no desenvolvimento pessoal de alguns personagens.

A exemplo, temos o protagonista, o frustrado jogador camisa 10, conhecido como Califórnia (Pedro Lamin). Percebe-se os infernos acompanhados pelo talentoso futebolista, que acaba tendo esse dom natural sobreposto a sua própria personalidade e interesses pessoais. Apesar de destacado, tal ponto não é resolutivo no filme, que enfatiza mais a obra como um todo, sem parecer se importar muito com o desenvolvimento dos seus personagens e seus respectivos fechamentos.

CONFIRA O TRAILER:

“O último jogo”, portanto, é um revivamento do aspecto genuíno do brasileiro ao agregar humor e o futebol na sua forma primária. O sentimento saudosista ataca ao telespectador e muitas risadas são igualmente arrancadas. Um filme divertido e com um alta carga de emoção que poderia ser melhor definida como entusiasmo; não é apenas futebol, é muito mais do que isso!

 

DENI FILHO


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Sou Advogado, Consultor trabalhista e Empresário. Para o canal Cinema & Companhia do ArteCult realizo a análise crítica sobre obras cinematográficas – filmes, séries e desenhos - inclusive pautada também pelo olhar jurídico (veja em artecult.com/author/cineelaw e siga meu Instagram @cineelaw).Neste caso, a proposta é uma abordagem leve, a fim de proporcionar um entendimento do tema pelo público em geral, trazendo em seu cerne uma dialética entre o mundo jurídico e a cultura pop contemporânea.

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