Música: Luizinho Lopes Celebra 40 Anos de Carreira com Lançamento do Álbum ao Vivo ‘Dossiê40’

Apreciador, criador e desbravador da MPB, cantor e compositor mineiro representa a música brasileira de qualidade

Para comemorar seus 40 anos de música, o cantor e compositor Luizinho Lopes lança nesta terça-feira, 12 de maio, o álbum DOSSIÊ40″, que sintetiza sua carreira musical. As canções do repertório atestam o compromisso com a qualidade e a inventividade, que marcam a trajetória do artista nessas quatro décadas.

Gravado na Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora, o disco tem direção musical do maestro Ricardo Itaborahy e mistura canções de álbuns anteriores a outras inéditas. Em tempo de distanciamento social, é uma boa maneira de revisitar o show e também aliviar as angústias do momento como só a arte, em especial a música, tem conseguido fazer.

“Estou bem feliz porque acredito que DOSSIÊ40 é um trabalho maduro e muito bem costurado. Estou com um pressentimento bem forte que ele terá uma ótima aceitação, e que minha carreira tem tudo pra se expandir bastante a partir deste álbum”, vibra Luizinho.

 

Música “Dossiê”:

 

 

 

 

 

Três canções do novo álbum são frutos de parcerias: “A Sola Do Palato”, com o maestro paulistano Roberto Lazzarini e o poeta Iacyr Anderson Freitas; “No Retrato”, mais uma em parceria com Iacyr; e “Em Mim”, com letra do premiado romancista Luiz Ruffato, único brasileiro a faturar o prêmio Herman Hesse, em 2016, na Alemanha.

O show traz algumas músicas inéditas ou nunca gravadas, como “Charada”, guardada há quase 20 anos, sobre o medo em uma nova relação amorosa. “Há sempre uma charada a ser decifrada”, aponta Luizinho. Há ainda “Que Loucura”, finalista em 1992 do Festival Nacional do Carrefour, em Uberlândia (MG) e que recebeu novos arranjos para o show “Dossiê40” com Luizinho e a intérprete original Andrea Monfardini.

Outra pérola de sua carreira nunca registrada é “Vice-Versa”, apresentada em 1982 no programa Som Brasil, da TV Globo, com Rolando Boldrin, que tematiza o diálogo entre opressor (na voz de um cantor) e o oprimido (representado por uma mulher, uma cantora), num Brasil que vivia ainda sob o aparato da ditadura militar. É um dos destaques do álbum “DOSSIÊ40”.

Compõe também o repertório a música “Falas Perdidas”, título de seu álbum anterior. A letra é um trocadilho com a expressão “bala perdida” e, metaforicamente, refere-se ao fato de que, nesses tempos de intolerância, a palavra, que sempre teve um grande poder, torna-se aniquiladora da verdade e dos afetos.

Participam do disco gravado ao vivo os músicos Bré Rosário (percussão), Daniel Drummond (Violão de aço), Dudu Lima (Contrabaixo acústico), Leandro Scio (bateria), Ricardo Itaborahy (Piano, acordeom e voz) e Eusebio Monfardini, Participação especial ao piano em “Vice-versa” e “Coração Kamikaze”. “Ele foi meu primeiro arranjador depois que parti para carreira solo em 1983. Conhece muito o meu trabalho, escreveu muitos arranjos para mim, arranjos para orquestra inclusive”, destaca.

As cantoras Andréa Monfardini e Elisa Bara Zaghetto dividem parte do show com Luizinho, completando as vozes do palco. «Andréa vem participando de vários projetos meus desde a época do Grupo Vértice, em torno de 1980. Ela tem uma voz singular». Já Elisa vem se destacando no cenário artístico de Juiz de Fora, seja como cantora ou atriz (teatro e cinema). Possui uma voz de um timbre doce sem ser melado…é muito versátil e afinadíssima », diz o artista, também padrinho da jovem.

Compositor de grande intimidade com a poesia, as palavras e a natureza, Luizinho tem um vasto conhecimento nas artes. Pós graduado em Cinema Documentário (FGV/RJ), ele está sempre compondo e suas músicas possuem melodias imagéticas que envolvem e aguçam todos os sentidos de quem ouve.

 

As influências de Luizinho são tão ricas e fortes, que descrevemos aqui:

Na música: Chico Buarque, Gilberto Gil, Elomar Figueira de Melo, Tom Jobim, Egberto Gismonti, Keith Jarrett, Toninho Ferragutti, Milton Nascimento, Tavinho Moura, Aldir Blanc, Ronaldo Bastos, Chico César, The Beatles, Pink Floyd, Astor Piazzolla, Paco de Lucía, Naná Vasconcelos, Jan Garbarek, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Vítor Ramil.

Na literatura: Gabriel García Márquez, Jorge Luiz Borges, Kafka, Mário Magalhães, João Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Dennis Lehane, Dostoievski, Luiz Ruffato, Iacyr Anderson Freitas, Machado de Assis e muitos outros.

No cinema: Ingmar Bergman, Luis Buñuel, Fellini, Almodóvar, Tarantino, Copolla, Martin Scorsese, Win Wenders, Werner Herzog, Christopher Nolan, entre outros.

 

Agora é abrir a primeira página – ou assistir à primeira cena – dessa história musical.  Os vídeos do show “DOSSIÊ40” serão lançados semanalmente no canal de YouTube do artista. Inscreva-se!

 

Ouça aqui

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Daniela Fróes
Musicalmente eclética, apaixonada pela diversidade dos estilos, das festas e festivais, amante de uma boa música, principalmente das batidas eletrônicas. #Música #MúsicaEletrônica - Nunca se precisou de drogas para senti-la, a essência da batida, a sonoridade toca a alma de um jeito que não da pra ficar parado! "Quem não sente a melodia acha maluco quem dança"!!!

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