Entre Achados e Descobertas

DescobrimentoComo prometido vou falar um pouco como tudo começou por essas bandas. Não é tarefa fácil, pois existem divergências entre historiadores e outros acadêmicos que pesquisam sobre o tema. Se falarmos a nível Brasil, algumas teorias são: Os chineses e os fenícios passaram por aqui antes do “descobrimento” dos portugueses; Cristóvão Colombo chegou a navegar por águas brasileiras e a ele deveria se atribuir o “descobrimento”; O marco de Touros – RN, é de 1499, então foi lá o descobrimento; enfim, possibilidades mil, que são pouco divulgadas, mas estão sendo pesquisadas, são propostas e a qualquer momento podemos ter novidades nos livros de história.

A história não é uma ciência exata, por isso uma carta revelada, um documento esquecido em uma repartição, um novo achado arqueológico, pode mudar tudo que conhecemos até então. Além disso, essa nova prova tem que ser considerada confiável por origem, testes químicos, investigação de citados, etc… Ufa! Muita coisa, né?! Sim. É um processo longo que pode demorar gerações para resolver a questão.

Ancestral-LuziaA história do Brasil é anterior a chegada dos portugueses. Na verdade, eles não descobriram nada. Inclusive atualmente muitos livros didáticos chamam de “Achamento”do Brasil o dia 22 de abril de 1500. Afinal, os nativos de diversas nações já estavam por aqui há quase 12 mil anos se levarmos em consideração as pinturas rupestres e o fóssil hominídeo mais antigo, que foi nomeado de Luzia (mulheres sendo pioneiras desde 10.000 A.C. Emoji-Piscando). O ramo Tupi-Guarani, se tornou predominante no século V da nossa Era, e estes eram os habitantes da maior parte do litoral brasileiro e foram os que tiveram mais contato com esses europeus, sendo sempre mencionados nos livros de navegadores, missionários e expedicionários.

Os “índios” ou “negros da terra” eram vistos como selvagens por muitos, mas como puros por outros. O século XVI era cheio de discussões sobre o comportamento social: o homem nasce bom, é a sociedade que o corrompe. De Erasmo de Roterdã a Rousseau e Locke, muitos discutiram sobre a natureza do homem e os desmandos sociais de seus tempos. Os nativos brasileiros e outros povos de ilhas do pacífico serviram de base para muitas dessas teorias. A Carta de Pero Vaz de Caminha, primeiro documento escrito sobre a história do Brasil, descreve:

Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma

A nudez e certas características físicas foram as primeiras impressões que esses homens e mulheres transmitiram aos que os viam pela primeira vez. Mas com o passar do tempo, com outros navegadores e descrições, nada que lemos sobre eles é positivo. E sempre é inserido dentro de um processo de aculturação imposta pela catequese ou escravização. Mas que tal mudar isso? No Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo, existe o Museu do Índio. Podemos começar a mudança dando um pulinho lá. Que tal?

Na próxima, vamos comentar nossas impressões dessa visita. Conto com a colaboração de todos nos comentários. Até lá!

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Carioca, empreendedora, professora de História e guia de turismo, fui criadora da primeira empresa de Turismo Histórico da cidade do Rio de Janeiro com o intuito de dar aulas a céu aberto. Formada em História pela Universidade Cândido Mendes em 2007, segui um caminho sem volta em apresentar essa cidade que é um verdadeiro museu a céu aberto, onde capítulos dos livros sobre a história do Brasil saltam aos olhos. Da colônia, passando pelo Império e chegando a República, encontramos fragmentos da história de todos os brasileiros Acompanhe os textos desse blog e descubra um outro Rio, um outro Brasil que muitas vezes não nos são apresentados em sala de aula.